Indo e vindo...
vindo e indo...
Em um insano prazer infindo
Com muita força e pressão
Sem pena e sem perdão
Quero assim ser possuída...
Indo e vindo…
vindo e indo…
num giro de desejo sem fim definido.
E o tempo se quebra em ondas profundas,
onde tudo em mim perde direção,
e resta apenas o impulso do instante.
Força que arrasta, silêncio que chama,
um abismo doce onde eu me lanço inteira,
sem mapa, sem freio, sem nome.
E nesse movimento que não se explica,
eu me deixo levar —
como quem descobre que cair também é forma de voo.
❦
Cléia Fialho

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