TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia




quinta-feira, 10 de setembro de 2026

EMBRIAGADOS PELA SEDE



O desejo desperta onde o corpo se reconhece,
 — incendeia a pele, 
dissolve toda distância.
Sou vertigem que floresce no toque,
vinho raro derramado em tua espera.

A paixão escorre lenta,
feito mel aquecido pelo fogo da madrugada.
Cada suspiro abre caminhos secretos,
cada silêncio vibra como promessa.

Minha boca guarda tempestades,
meu peito acende luas inquietas,
e minha alma se despe das antigas contenções.

Não existe relógio quando a entrega respira.

Somos chama que aprende o idioma do arrepio,
maré que sobe com um apelo,
néctar partilhado entre olhares famintos,
embriagados pela sede um do outro.

No encontro, 
o prazer floresce inteiro,
 — rompe fronteiras, 
 — invade sentidos,
transforma cada instante em infinito,
e faz do amor uma explosão de clímax e êxtase.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

terça-feira, 8 de setembro de 2026

NÉCTAR QUE ME EMBRIGA



Teus olhos são brasas que me consomem,
olhar fixo que queima minha pele nua e exposta,
em teus lábios há néctar que me embriaga.

Língua que invade minha boca sem piedade,
provocando gemidos que rompem do peito,
no teu toque a chama penetra fundo.

Dedos que incendeiam cada curva e dobra,
meu corpo inteiro treme sob tua pressão,
no teu corpo o desejo se avoluma.

Ancas que golpeiam com fúria e precisão,
suor escorre em rios de sal entre nós,
misturando nossos cheiros de sexo e pele.

Cada estocada é um mundo novo que desabrocha,
um delírio de carne e músculos tensos,
entras em mim e perco completamente o ar.

Mergulhas no calor úmido e na escuridão,
explodimos juntos num gozo devastador,
que nos despedaça e nos reconstrói,
num só ser de fogo e líquido escorregadio,
ofegante e sem fim.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

O PUDOR SE AFOGA E A PELE ACORDA



A cada respiração
o teu peito sobe e me chama,
convite mudo ao abismo
onde o pudor se afoga e a pele acorda.

Vem — que a boca é porto,
e o meu corpo, embarcação sem leme,
navega por dentro da tua fome.

Somos melodia rouca,
gemido feito partitura,
sintonizados no compasso 
em que o quadril responde ao quadril
e a mão aprende o mapa da coxa.

Cada onda que sobe
é maré que arqueia,
é lençol que se torce,
é sal que escorre entre os seios 
e desaba na tua boca faminta.

Navegantes de um mar quente,
mergulhamos onde a razão não chega,
onde só o instinto sabe remar,
onde o gozo é a costa que buscamos como náufragos
que finalmente reconhecem o cheiro da terra.

E quando o corpo se rende,
tremendo em espuma,
adormeço sobre o teu peito 
— maré serena
depois da tempestade tua.




  Cléia Fialho

domingo, 6 de setembro de 2026

FÚRIA DE CORPO ÚMIDO



Ardente e molhada — não me entrego, 
explodo contra teu peito — rio sem dique, 
chama que não pede passagem, 
só invade e queima.

A dança é colisão de corpos,
quadril que estala, 
unha que rasga o dorso,
boca sugando o sal do meu pescoço.

A paixão não envolve 
— arranca — morde,
atira nas curvas do desejo como feras,
onde o profundo é abismo úmido , 
gruta que pulsa — aperta — chama e engole.

Teus dedos descem — traçam incêndios na espinha,
param no vale onde o suor acumula,
gemido vira rugido — ritmo ágil acelera.

Sou carne aberta — ventre que treme,
cavalgada no dorso do teu corpo,
hálito quente misturado ao cio.

Quadris se embalam como ondas de naufrágio,
prazer que não vem suave — golpes,
arrancos — espasmos que cegam.

Perco-me em ti — acho-me em ti,
dois animais molhados no centro do fogo.

Nada mais existe — só este instante selvagem,
a pele se funde — a alma lateja.




  Cléia Fialho

sábado, 5 de setembro de 2026

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

SOU TUA OFERENDA



Desvenda os segredos do meu corpo em chamas,
com beijos e carícias intensasque arrepiam a pele toda.
Leva-me ao ápice, 
às alturas mais insanas,
e sacia minha sede,meu deleite mais fiel.

Deixa que a língua descubra cada trilha ardente
onde o suor é sale o gemido é mel.
Entre lençóis de seda e noites estreladas,
teus dedos escrevem
o que nenhum 
poema antigo diz tão bem.

Rasga a voz do silêncio com sussurros de fome,
queima-me devagar, 
como quem adora esperar.
Quero que meu nome escape trêmulo dos teus lábios
quando o mundo inteiro se dissolve em estalar.

Faz-me subir nessa onda que não tem hora de voltar,
onde o prazer é um altar e eu sou só tua oferenda.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

TORPE DELÍRIO



Para me sentires úmida, mergulha em meus desejos,
explora cada curva, cada recanto do meu ser.
No toque suave, desperta os meus anseios
e faz-me vibrar de prazer.

Deixa que teus dedos deslizem como brisa quente,
que tua boca descubra o mapa do meu ardor.
Sussurra segredos na curva do meu pescoço,
onde a pele estremece ao sabor do teu sabor.

Vem, devagar, como quem não tem pressa,
e beija o tempo que ainda não passou.
Entre gemidos e suspiros de lua,
faz-me perder o fôlego, faz-me ficar louca.

Quero que dançes nos limites do meu corpo,
onde a razão se desfaz e o fogo é só nosso.
Nesse ritmo lento, nesse jogo de toques,
encontra em mim o mar que anseia por ti.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

EM VERTENTES DE PRAZER



Me lanço ao ímpeto ardente,  
corpo que pulsa em ondas de vertigem,  
lábios acesos, 
brasas que devoram o silêncio,  
na pele, 
o calor se expande em labaredas.  

O desejo é tempestade sem margens,  
correnteza que arrasta, 
que rasga, 
que consome,  
um rio de delírios que não conhece repouso,  
onde cada toque é incêndio, cada sopro é vertigem.  

Na dança febril das estrelas,  
meu canto se abre em vertentes de prazer,  
versos que se erguem como chamas indomáveis,  
envolvendo o universo em formas voluptuosas.  

Sou chama, 
sou vento, 
sou carne entregue,  
sou o instante que arde sem retorno,  
sou o grito que explode em luz,  
sou o infinito que se curva ao êxtase.  




  Cléia Fialho

terça-feira, 1 de setembro de 2026

SOMOS CINZA E FAÍSCA



Teu hálito queima o ar que me despe  
A língua traça mapas úmidos na curva do meu quadril.  
Cada suspiro rasga o véu da noite calada.  
E eu gemo teu nome em carne e sal febril.

Tuas mãos são garras que colhem meu mel.  
Açoitam a pele, 
inventam delírios na espinha.  
O suor escorre, 
rio que invade o céu.  
E a cama é um altar onde a carne se avinha.  

Meu colo te chama em ondas de vulcão.  
Teus dentes mordema fruta que ainda não cai.  
Encaixo-me em ti como espada em seu chão.  
E o prazer é um grito.

Selvagem, 
me devoras em cada poro aberto.  
O vento uiva, 
mas é surdo ao nosso enredo.  
Nossos corpos colidem num caos quase certo.  
E o fim é só o começo de outro segredo.

Arranha-me, 
bebe-me até o osso nu.  
Como verso molhado e sem pudor.  
No fim, 
somos cinza e faísca.




  Cléia Fialho