O galã veste o tom de um puro zelo
Onde o desejo em versos se derrama
Na chama que consome o cinzelo
E na brandura desta doce flama.
Busco a luz do olhar que me consome
Pintando o fogo em traços da anatomia
Sinto no peito o eco desse nome
Que acorda em mim a insana euforia.
Beijo o papel com ânsia de quem ama
Sentindo a vida em rimas de veludo
Tudo se entrega ao brilho desta chama
Fazendo o silêncio ficar mais mudo.
São gestos de alma em plena liberdade
Colorindo o tempo em tons de quentura
Na busca enfim de eterna sagacidade
Que faz da escrita a mais fiel ventura.
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