TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





domingo, 30 de agosto de 2026

AFOGAMENTO EM VOSSAS CURVAS



O pulso dispara num tropel de febre,
Sinto a carne em combustão, 
desgovernada,
Quando entrelaças tuas pernas em abrigo,
Envolvendo meu ser num laço de desejo,
Uma âncora que ancora 
o mar de minha volúpia.

Desces, 
desces pelo meu corpo com a suavidade
De uma brisa que incendeia, 
que arrepia,
Traçando mapas sobre a geografia do prazer,
Onde a respiração se perde em gemidos,
Teus coxas nuas encontram a verdade.

A verdade despida, 
crua, 
em êxtase profundo,
Onde nossos corpos se fundem na urgência,
Do toque que queima, 
do gozo que transborda,
Neste embate voraz que suspende o tempo,
Que rasga a alma em mil pedaços de luxúria.

E mergulhamos, 
famintos, 
no abismo do sentir,
Onde só resta o calor da nossa entrega,
Deixando o mundo lá fora, 
esquecido e mudo.




  Cléia Fialho

sábado, 29 de agosto de 2026

SINFONIA DO PRAZER



Tua língua repousa, 
um artista em cena,  
perdendo-se na morada úmida,
onde o desejo se acena.  
Meus lábios, 
portais de uma paixão ardente,  
te oferecem beijos, 
um convite, um presente.  

Tua língua dança, 
enlouquecida,  
a cada toque, 
a cada investida,  
lampeja como fogo, 
molha como o mar,  
despertando gemidos 
que começam a soar.  

O prazer profundo,
um eco no ar,  
nossas almas se entrelaçam, 
prontas para voar.  
Na intensidade do momento, 
o tempo se esvai,  
cada suspiro, 
um verso, 
que o amor traz.  

Teu corpo é um templo, 
um campo de batalha,  
onde a luxúria 
e a entrega se espalha.  
No calor da entrega, 
nos perdemos,  
na sinfonia do prazer,
 e juntos, 
renascemos.  




  Cléia Fialho

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

ECOS NA PAREDE



Nas paredes ecoam memórias sonhadas
como perfumes que pairam ao amanhecer —
mas não é flor que exalo agora,
é o rastro denso do teu pescoço
aindo impregnado nos lençóis,
o odor de nós dois
misturado ao suor da madrugada.

Teu sorriso é poema em linhas traçadas,
e eu leio cada curva com a língua,
desvendando versos não escritos
no mapa ascendente do teu peito
até o abismo que pulsa entre as tuas coxas,
onde a língua mergulha
e a respiração falha.

O meu coração pulsa, procura entender —
mas entender é coisa da mente,
e o corpo já sabe:
o que pulsa aqui além da vida,
é vontade de ser preenchida,
de ser rasgada em suaves camadas,
de sentir tua língua fazer liturgia
onde ninguém mais tocou.

As paredes não esquecem.
Elas guardam o som
do teu nome arrancado da garganta,
do embate da carne,
do gemido que racha o ar
como vidro sob a língua,
o estalo da pele contra pele,
o umedecido da chegada.

Amanhecer?
Deixa que o sol espere.
Aqui dentro só existe noite,
e o perfume que nos invade
é de pele contra pele,
de dedo que insiste,
desliza — penetra,
de boca que não pede,
que toma — que devora.

Memórias sonhadas?
Não, amor.
Isto é corpo acordado,
ardendo em cada esquina,
molhado — aberto,
implorando mais,
e mais — e mais.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

DESNUDA MINHA ALMA



Desnuda minha alma com cada beijo,
Não a deixes angustiada, sem desejo,
Percorre suas partes, dispersas no ar,
Com ternura e calma, vem me encontrar.

Desnuda minha alma, inquieta e errante,
Bordeando a espuma da onda, vibrante,
Adormecida docemente em teu aroma,
Que traz paz ao ser, que em ti se toma.

Desnuda minha alma com teu olhar,
Embalsama meu ser, faz meu coração amar,
Rega com teu suor, caloroso e lindo,
E em cada gota, sinto o amor fluindo.

Desnuda minha alma ao chegar a primavera,
Detém o inverno, a luz tão sincera,
Enquanto o outono cobre campos de ouro,
Deixa a estação brotar, em doce aporo.

Desnuda minha alma, deixa voar as borboletas,
Em liberdade, em silêncio, sem regras obsoletas,
Simplesmente, sem medo, sem medidas,
Deixemos fluir nossas vidas unidas.

Desnuda minha alma, nada tens a temer,
Distanciando a dor, sem nada a perder,
E a noite avança, total entrega ao amor,
Alma que anseia, tocar o céu com fervor.

Desnuda minha alma, nela estás a brilhar,
Criando furacões, vendavais no ar;
Para de sangrar, se ainda assim deliras,
Pois a maré muda, e o amor se admira.




  Cléia Fialho

terça-feira, 25 de agosto de 2026

PLUMAS DO SENTIMENTO



Doce chama que acende a alma inteira
Vem do peito que guarda o absinto
Onde o desejo em ritmos de aquarela
Desenha o mapa do que logo sinto.

Um verso brilha em busca da beleza
Mistura o beijo a plumas do sentimento
Vou navegando em águas de pureza
Levado pelo sopro do pensamento.

Deixo que a mão percorra a linha clara
Onde a luxúria repousa seu encanto
A paixão que a mente assim declara
É canto puro que dispensa o pranto.

A alma busca o néctar na ternura
Escrito em letras de uma luz singela
Toda essa rima vive na aventura
De ver no mundo a vida mais bela.




  Cléia Fialho