TOCA DA LEOA

SENSUALIDADE E EROTISMO À FLOR DA POESIA








quinta-feira, 20 de agosto de 2026

SEGUINDO O RASTRO DO SUOR



Quero teus lábios ardentes,
meu corpo a te desejar,
na dança, tão envolvente,
deixa o silêncio se quebrar.

Quem me toca — 
—  quem me clama,
é o amor a me guiar,
nesta febre que nos chama,
onde a alma quer ancorar.

Desço o mapa da tua pele,
seguindo o rastro do suor,
para que a noite se revele
no ápice do nosso esplendor.

Teu suspiro é o meu compasso,
tua boca, o meu lugar,
neste insano e eterno abraço,
onde o gozo nos faz flutuar.

Somos carne, brasa e vento,
no calor desse envolver,
eternizando o momento
em que aprendemos a renascer.




  Cléia Fialho



quarta-feira, 19 de agosto de 2026

DESENHANDO CAMINHOS LENTOS



Há um incêndio suave
percorrendo minhas veias,
um desejo que não dorme,
que pulsa quente
entre a pele e a alma.

Penso em tuas mãos
desenhando caminhos lentos
sobre meu corpo inquieto,
em teus lábios acendendo
silêncios que só o amor entende.

Teu olhar me atravessa
como febre e tempestade,
fazendo nascer arrepios
onde antes havia calma.
E eu me perco, inteira,
na vertigem do teu querer.

Quero o rumor dos lençóis,
o encontro das respirações,
a dança intensa dos corpos
rendidos ao mesmo delírio.

Meu coração dispara sem medida,
como se no teu abraço
eu pudesse renascer outra vez —
mais viva, mais tua,
mais entregue à loucura doce
desse desejo ardente
que insiste em florescer em mim.




  Cléia Fialho



terça-feira, 18 de agosto de 2026

UNIVERSO DE EMOÇÕES


Na febre doce que percorre cada instante,
teu toque desperta tempestades escondidas,
e meu corpo, rendido ao teu encanto,
mergulha fundo em sensações proibidas.

Teu perfume paira no ar como vertigem,
envolvendo a noite em mistério e fascínio,
enquanto a lua derrama sobre a pele
clarões prateados de desejo e delírio.

Nossos suspiros rompem o silêncio lento,
feito ondas quebrando contra a imensidão,
e cada carinho desliza suavemente
como música ardente dentro da escuridão.

Perdidos nesse universo de emoções,
seguimos além da razão e da medida,
dois corações incendiados pela entrega,
celebrando a chama mais intensa da vida.





  Cléia Fialho



segunda-feira, 17 de agosto de 2026

NO CHEIRO DO MATO



No verde aberto do Rio Grande,
a terra se mistura ao céu,
e o desejo nasce bruto, selvagem,
faz o peito arder, latejar, solto.

O vento atravessa os trigais,
carrega suor e promessa molhada,
corpos que se perdem, se encontram,
pelas coxilhas, em trilhas da pele nua.

O céu aberto espia as correntes,
rios que deslizam, sussurram segredos,
água que toca a alma, molha a carne,
incendeia a pele, chama o instinto.

No cheiro do chimarrão e do mato,
o gaúcho segura firme, mão calejada,
mas é na entrega, no toque sem pressa,
que a terra se abre, e o fogo desperta.




  Cléia Fialho



domingo, 16 de agosto de 2026

POESIA QUE ATRESSA O TEMPO



Dentro de ti, sou chama e silêncio,
um eco profundo que arde no segredo.
Teus olhos, faróis na sombra que me guia,
revelam mundos que o corpo ainda não desvela.

Eu sou o sussurro que mora em tua pele,
onde os nossos corpos se tocam e se fundem.
Teu olhar, que tudo ilumina,
faz do meu peito um jardim de estrelas.

Fica em mim, como o vento que sussurra,
a poesia que atravessa o tempo.
Em teus lábios, o desejo, o fogo,
é o amor que se acende em cada toque.

Diz-me, então, qual rima escondes,
se em teus braços sou refúgio e perdição.
Na suavidade do teu beijo,
encontro o universo que a tua boca me oferece.




  Cléia Fialho



sábado, 15 de agosto de 2026

VERSO ESTREMECIDO


Teu perfume na varanda,
feito inverno a florescer,
arde manso em minha alma
com promessas de prazer.

A lua espalha segredos
sobre o campo adormecido,
e teu nome em meus dedos
vira verso estremecido.

Pele em febre delicada,
boca em mel a me chamar,
cada pausa entre nós dois
faz a noite suspirar.

O vento dança em teus cabelos
como um sonho a se perder,
e meus olhos, tão sinceros,
já não sabem te esquecer.

No silêncio das campinas,
o desejo vem florir,
feito rio entre colinas
procurando o teu sentir.

E o amor, tão vasto e lento,
como chama sobre o chão,
vai bordando em nosso peito
o calor da sedução.

Quando a aurora enfim desperta
com seu ouro sobre o céu,
teu abraço ainda me cerca
feito verso doce e fiel.





  Cléia Fialho



Linda interação do Amigo Poeta DUICE

Um verso doce e fiel
que exala paixão e desejo,
tornando-se indelével
ao acariciar profundamente
e gravar-se em você
como uma marca que o comove até o âmago.

GRATIDÃO

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