TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





terça-feira, 25 de agosto de 2026

PLUMAS DO SENTIMENTO



Doce chama que acende a alma inteira
Vem do peito que guarda o absinto
Onde o desejo em ritmos de aquarela
Desenha o mapa do que logo sinto.

Um verso brilha em busca da beleza
Mistura o beijo a plumas do sentimento
Vou navegando em águas de pureza
Levado pelo sopro do pensamento.

Deixo que a mão percorra a linha clara
Onde a luxúria repousa seu encanto
A paixão que a mente assim declara
É canto puro que dispensa o pranto.

A alma busca o néctar na ternura
Escrito em letras de uma luz singela
Toda essa rima vive na aventura
De ver no mundo a vida mais bela.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

DESEJOS DESENHADOS NA PELE



Na brisa suave onde dançam os corpos  
a luz do entardecer desenha sussurros,  
pétalas de línguas encontram-se,  
o toque é um poema escrito ao acaso,  
versos secretos que ardem em chamas.  

Olhos que falam em mudo delírio,  
a carne respira em sinfonia viva,  
mãos que deslizam como sombras,  
trilhos de desejos desenhados na pele,  
o coração em uníssono, pulsante.  

Cores vermelhas sob a luz da lua,  
onde o amor se veste de alquimia,  
cada gesto uma nota, cada suspiro,  
um compasso de rimas ocultas,  
enquanto a noite se abre em flor.   

O tempo é um poeta que arrisca,  
escreve as histórias de nós dois,  
o primeiro encontro, o calor subindo,  
a espera que se dissolve em passos,  
na promessa eterna dos amantes.  

Assim, na penumbra dos nossos sonhos,  
na fragância da pele que se entrelaça,  
a poesia em nós flui e resplandece,  
celebrando a beleza do instante,  
um canto de amor que nunca se acaba.




  Cléia Fialho

domingo, 23 de agosto de 2026

TRAÇOS DA ANATOMIA



O galã veste o tom de um puro zelo
Onde o desejo em versos se derrama
Na chama que consome o cinzelo
E na brandura desta doce flama.

Busco a luz do olhar que me consome
Pintando o fogo em traços da anatomia
Sinto no peito o eco desse nome
Que acorda em mim a insana euforia.

Beijo o papel com ânsia de quem ama
Sentindo a vida em rimas de veludo
Tudo se entrega ao brilho desta chama
Fazendo o silêncio ficar mais mudo.

São gestos de alma em plena liberdade
Colorindo o tempo em tons de quentura
Na busca enfim de eterna sagacidade
Que faz da escrita a mais fiel ventura.




  Cléia Fialho

sábado, 22 de agosto de 2026

QUE DELÍCIA É O PRAZER



Em noites de sombras e suspiros
teus lábios desenham meu destino,  
como brisa sussurrante  
que acaricia a pele da lua.  

O corpo nu, esse verso  
escrito pela luz do desejo,  
dança entre nossos sussurros.

Mãos que deslizam em relevo,  
atecem os sonhos,  
frágil linha entre o querer e o ser.  
Teus olhos, labirintos  
onde me perco,  
espelhos da nossa entrega.

E, que delícia é o prazer  
de um toque furtivo,  
no silêncio em que o mundo se despede.  
Nossos corpos, poesia viva,  
versos entrelaçados,  
outras línguas que falamos no entardecer.

A alma clama,  
em noites cujo perfume é  
a promessa de um amanhã,  
onde cada ato é um verso,  
cada olhar um poema,  
a eternidade do agora.  

Amor, pura arte  
que se escreve em cada respiração,  
flor que brota na intimidade,  
nosso jardim secreto,  
onde a poesia erótica floresce  
em cada esquina do coração
em cada curva do nosso corpo
em cada libido da nossa paixão.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

TRAÇAR COM A LÍNGUA MIL ESPAÇOS



Quero teu gosto em minhas veias,
tua pele a me queimar,
Teu olhar que enfeitiça,
o meu prazer a se revelar.

Quero o sussurro das tuas horas,
a urgência do teu querer,
onde o mundo fica lá fora
e só existe o nosso florescer.

Quero perder-me nos teus braços,
ser labirinto — ser teu cais,
traçar com a língua mil espaços,
em nós, o tempo não volta atrás.

Quero o ritmo dos teus sentidos,
a febre que o toque traz,
em teus mistérios mais escondidos,
encontro, enfim, a minha paz.

Quero que a noite se curve ao nosso elo,
que a respiração se torne uma só,
neste desejo, tão nosso e tão belo,
onde a alma se entrega e dá um nó.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

SEGUINDO O RASTRO DO SUOR



Quero teus lábios ardentes,
meu corpo a te desejar,
na dança, tão envolvente,
deixa o silêncio se quebrar.

Quem me toca — 
—  quem me clama,
é o amor a me guiar,
nesta febre que nos chama,
onde a alma quer ancorar.

Desço o mapa da tua pele,
seguindo o rastro do suor,
para que a noite se revele
no ápice do nosso esplendor.

Teu suspiro é o meu compasso,
tua boca, o meu lugar,
neste insano e eterno abraço,
onde o gozo nos faz flutuar.

Somos carne, brasa e vento,
no calor desse envolver,
eternizando o momento
em que aprendemos a renascer.




  Cléia Fialho