O desejo desperta onde o corpo se reconhece,
— incendeia a pele,
dissolve toda distância.
Sou vertigem que floresce no toque,
vinho raro derramado em tua espera.
A paixão escorre lenta,
feito mel aquecido pelo fogo da madrugada.
Cada suspiro abre caminhos secretos,
cada silêncio vibra como promessa.
Minha boca guarda tempestades,
meu peito acende luas inquietas,
e minha alma se despe das antigas contenções.
Não existe relógio quando a entrega respira.
Somos chama que aprende o idioma do arrepio,
maré que sobe com um apelo,
néctar partilhado entre olhares famintos,
embriagados pela sede um do outro.
No encontro,
o prazer floresce inteiro,
— rompe fronteiras,
— invade sentidos,
transforma cada instante em infinito,
e faz do amor uma explosão de clímax e êxtase.






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