TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia






sexta-feira, 21 de agosto de 2026

TRAÇAR COM A LÍNGUA MIL ESPAÇOS



Quero teu gosto em minhas veias,
tua pele a me queimar,
Teu olhar que enfeitiça,
o meu prazer a se revelar.

Quero o sussurro das tuas horas,
a urgência do teu querer,
onde o mundo fica lá fora
e só existe o nosso florescer.

Quero perder-me nos teus braços,
ser labirinto — ser teu cais,
traçar com a língua mil espaços,
em nós, o tempo não volta atrás.

Quero o ritmo dos teus sentidos,
a febre que o toque traz,
em teus mistérios mais escondidos,
encontro, enfim, a minha paz.

Quero que a noite se curve ao nosso elo,
que a respiração se torne uma só,
neste desejo, tão nosso e tão belo,
onde a alma se entrega e dá um nó.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

SEGUINDO O RASTRO DO SUOR



Quero teus lábios ardentes,
meu corpo a te desejar,
na dança, tão envolvente,
deixa o silêncio se quebrar.

Quem me toca — 
—  quem me clama,
é o amor a me guiar,
nesta febre que nos chama,
onde a alma quer ancorar.

Desço o mapa da tua pele,
seguindo o rastro do suor,
para que a noite se revele
no ápice do nosso esplendor.

Teu suspiro é o meu compasso,
tua boca, o meu lugar,
neste insano e eterno abraço,
onde o gozo nos faz flutuar.

Somos carne, brasa e vento,
no calor desse envolver,
eternizando o momento
em que aprendemos a renascer.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

DESENHANDO CAMINHOS LENTOS



Há um incêndio suave
percorrendo minhas veias,
um desejo que não dorme,
que pulsa quente
entre a pele e a alma.

Penso em tuas mãos
desenhando caminhos lentos
sobre meu corpo inquieto,
em teus lábios acendendo
silêncios que só o amor entende.

Teu olhar me atravessa
como febre e tempestade,
fazendo nascer arrepios
onde antes havia calma.
E eu me perco, inteira,
na vertigem do teu querer.

Quero o rumor dos lençóis,
o encontro das respirações,
a dança intensa dos corpos
rendidos ao mesmo delírio.

Meu coração dispara sem medida,
como se no teu abraço
eu pudesse renascer outra vez —
mais viva, mais tua,
mais entregue à loucura doce
desse desejo ardente
que insiste em florescer em mim.




  Cléia Fialho

terça-feira, 18 de agosto de 2026

UNIVERSO DE EMOÇÕES


Na febre doce que percorre cada instante,
teu toque desperta tempestades escondidas,
e meu corpo, rendido ao teu encanto,
mergulha fundo em sensações proibidas.

Teu perfume paira no ar como vertigem,
envolvendo a noite em mistério e fascínio,
enquanto a lua derrama sobre a pele
clarões prateados de desejo e delírio.

Nossos suspiros rompem o silêncio lento,
feito ondas quebrando contra a imensidão,
e cada carinho desliza suavemente
como música ardente dentro da escuridão.

Perdidos nesse universo de emoções,
seguimos além da razão e da medida,
dois corações incendiados pela entrega,
celebrando a chama mais intensa da vida.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

NO CHEIRO DO MATO



No verde aberto do Rio Grande,
a terra se mistura ao céu,
e o desejo nasce bruto, selvagem,
faz o peito arder, latejar, solto.

O vento atravessa os trigais,
carrega suor e promessa molhada,
corpos que se perdem, se encontram,
pelas coxilhas, em trilhas da pele nua.

O céu aberto espia as correntes,
rios que deslizam, sussurram segredos,
água que toca a alma, molha a carne,
incendeia a pele, chama o instinto.

No cheiro do chimarrão e do mato,
o gaúcho segura firme, mão calejada,
mas é na entrega, no toque sem pressa,
que a terra se abre, e o fogo desperta.




  Cléia Fialho

domingo, 16 de agosto de 2026

POESIA QUE ATRESSA O TEMPO



Dentro de ti, sou chama e silêncio,
um eco profundo que arde no segredo.
Teus olhos, faróis na sombra que me guia,
revelam mundos que o corpo ainda não desvela.

Eu sou o sussurro que mora em tua pele,
onde os nossos corpos se tocam e se fundem.
Teu olhar, que tudo ilumina,
faz do meu peito um jardim de estrelas.

Fica em mim, como o vento que sussurra,
a poesia que atravessa o tempo.
Em teus lábios, o desejo, o fogo,
é o amor que se acende em cada toque.

Diz-me, então, qual rima escondes,
se em teus braços sou refúgio e perdição.
Na suavidade do teu beijo,
encontro o universo que a tua boca me oferece.




  Cléia Fialho