A noite desce,
o quarto se fecha,
e o corpo,
um mapa a ser explorado,
chama com suas curvas e sombras.
Os dedos,
exploradores de desejo,
traçam os contornos do prazer,
onde cada toque é um verso
poema erótico do amor.
O beijo,
selo de paixão,
queima os lábios,
alimenta o fogo
que arde entre dois corpos
que se entrelaçam em dança.
A pele, tecido de sensações,
palpita ao ritmo das carícias,
onde o amor não é doce,
mas é intenso,
um incêndio
que consome
e transforma.
A noite nos guarda,
testemunha
deste amor que não é suave,
mas é um poema escrito em brasas,
onde cada verso é um gemido,
cada estrofe,
um suspiro,
e o corpo o livro sagrado
que lemos juntos,
sem fim.
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