A areia quente sob meu corpo, o mar como testemunha, teu suor se mistura ao sal, meu gosto se mistura ao vento. Teu pau me invade como maré, vai e vem profundo, me arranca suspiros, me arranca gritos. O horizonte desaparece, só existe o ritmo selvagem, a dança molhada dos nossos corpos. Cléia Fialho
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
PRAIA DESERTA
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
SOB O CHUVEIRO QUENTE
A água escorre, meu corpo se abre em rios, tu me tomas contra a parede. Teu pau me invade, meus gemidos ecoam no vapor, meus dedos se enroscam em teus cabelos, meu gozo se mistura à água, meu prazer se torna infinito. O vapor nos envolve, nossos corpos se tornam nuvem, nossos gemidos, trovões. Cada estocada é…
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
CONVITE AO ALÉM NU E DESMEDIDO
A cada respiração ofegante e rouca que escapa dos lábios entreabertos, um convite ao além se forma em gemidos altos e insistentes, e seremos melodia de corpos batendo, pele contra pele, suor escorrendo, sintonizados em cada onda de prazer que sobe, quebra e inunda tudo. Navegantes de um mar terno que n…
domingo, 11 de dezembro de 2016
DANÇA SEM FIM
Nossos corpos encaixados, numa dança sem fim, tu dentro de mim, eu em volta de ti, sem palavras, apenas gemidos que soam como ordens e sussurros que mando para o teu ouvido enquanto te puxo mais fundo, enquanto as minhas unhas cravam tuas costas e o lençol se torce entre os meus dedos. O ritmo acelerado dos…
sábado, 10 de dezembro de 2016
TOQUE SUADO QUE DESPERTA
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
EU QUERO TODA A ESSÊNCIA
Eu quero o beijo quente Da tua língua sedosa Que me deixa tão fremente Por tua saliva aquosa. Eu quero toda a brasa Do teu corpo sedutor Labareda que extravasa E dilacera meu calor. Eu quero toda essência Do teu sexo em alta Tua seiva com violência Que em minha boca salta. Cléia Fialho Linda Interaçã…
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
ARREPIO QUE ATRAVESSA A PELE
À beira do rio, onde a luz se derrama,
teu olhar acende a margem do instante.
A dança não começa nos pés,
mas no arrepio que atravessa a pele. Os corpos se buscam —
sem pressa,
mas com a urgência de quem já sabe
o gosto do destino. A brisa levanta o lençol
como se desnudasse o tempo,
e nele,
passado …
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
DOMA E TOMA
Vem, lambuzar-te em meu mel deliciar-te em meu êxtase rouba-me sufocados gemidos possua-me com ênfase aprecie meus rugidos doma e toma meu cio de fera fazendo-me uivar de prazer na espera do teu pleno suster. Cléia Fialho Linda interação do Amigo Poeta DUICE A fera, domada e empalada, possuída com autoridade …
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terça-feira, 6 de dezembro de 2016
COMO FOGO A BRILHAR
Fecho os olhos…
e o mundo se dissolve em brisa.
Tua pele, silêncio que me toca, como se o tempo fosse apenas
o instante do teu gesto. Teus dedos —
são raízes que dançam sobre mim,
acendem luas no meu ventre,
incendeiam caminhos onde só existe
a curva do teu olhar. Há uma canção invisível
quando tua pr…
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
DOCE E VIRGINAL
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domingo, 4 de dezembro de 2016
QUERO TE POSSUIR
A alma por demais histérica O corpo padece em sofrer Razão ilusória e quimérica Encontra no peito acolher. O gosto da delicadeza Dos beijos suaves e ternos Do rosto a alva beleza De olhar nostálgico eterno. E se o amor não consumir Chicotetando adverso convir Pudera ser castigo de fato. Desabitando c…
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sábado, 3 de dezembro de 2016
CASCATA D'ÁGUA CRISTALINA
Cascata que tem água cristalina És um cortês convite à minh'alma Um chamado à paixão que me fascina Traz bucólica sustância à minha calma. Tuas águas são tão límpidas e serenas Que refletem o encanto da natureza E as tuas têmperas tão suaves e amenas Sobrelevam a mais adocicada beleza. És como um paraí…
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
O AMOR É SEMPRE A MAIOR JÓIA
O vento sopra forte lá fora A chuva cai em gotas miúdas E eu sinto dentro de mim agora A alvura da paixão mais aguda. As gotículas lavam minh'a alma Regando o amor árduo e sua bonança Fazendo a vida ficar bem mais calma Germinando a paixão com sutil nuança. A virgem alvorada traz novo dia E com ela reno…
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
SELVA DE GOZO
Te agarro. Te mordo. Te rasgo. Sou fera em cio. Teu corpo é território invadido, minhas unhas são armas, minha boca é incêndio, meu gemido é ordem. Não há ternura. Há fúria. Há suor. Há saliva. Eu te quero bruto, eu te quero selvagem, eu te quero inteiro, dentro da minha vertigem. N…