Não são palavras que traçam o destino É o pulsar que nos faz avançar juntos Deixando para trás o mundo e seus assuntos Nesse abraço que sufoca e define o limite Tua mão desce lenta pelo meu peito nu Acordando cada fibra adormecida e tensa O suor fala mais que qualquer discurso vazio Enquanto o lençol se e…
domingo, 23 de julho de 2017
A MORDIDA QUE ABRE O ABISMO
sábado, 22 de julho de 2017
OBJETO
Teu corpo é objeto não de posse, mas de contemplação lenta. É de perto que te sinto, mesmo quando não toco, mesmo quando o gesto falta. És desejo suspenso no ar, olhar que insiste, promessa que não se diz. No intervalo do gesto nasce o afeto — essa chama mansa que sabe esperar. Algo em mim desperta, não grita, nã…
sexta-feira, 21 de julho de 2017
MEU VÍCIO
Chamas-me com os olhos antes mesmo de me chamares com a boca. E eu vou — vou como quem sabe que vai cair e mesmo assim caminha até a beira do abismo só para sentir o vento levantar-lhe as vestes. Tua lascívia é lenta. Não tem pressa de acontecer — sabe que já venceu antes do primeiro toque. Passas a língua pel…
quinta-feira, 20 de julho de 2017
BATE E MISTURA NOSSO PRAZER
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quarta-feira, 19 de julho de 2017
LENÇÓIS EM BRASAS
Que os lençóis peguem fogo e ardor não com beijos de amor, com a boca que desce pelo meu pescoço, com o sexo que transborda entre as pernas, com o suor que nos escorre quando tu me fodes e eu peço mais, aberta, molhada. Que a almofada, em brasas, se torne de tantos gemidos que a noite não guarde, mas escut…
terça-feira, 18 de julho de 2017
A MAIS BELA E ÚNICA
Quisera eu ser uma perfumada flor A mais bela e única do seu jardim E descobrir em seu corpo o amor Desde o começo, porém sem ter fim. Em meus seios o pólen e o calor Exala um aroma de doce jasmim. Transmutaria-me à sua preferida cor Tornaria-me até uma rosa vermelha Que à nenhuma outra se assemelha …
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segunda-feira, 17 de julho de 2017
COLCHÃO EM CHAMAS
Que o colchão seja pira de paixão onde não ardamos devagar, mas nos queimamos depressa, nu, aberto, tu sobre mim, eu aberta sob ti, o membro dentro fazendo a cama gemer. Onde ardam nossos corpos em união, não é união de mãos dadas, é suor colando pele em pele, é o bater desenfreado dos teus quadris contra as …
domingo, 16 de julho de 2017
MÃOS QUE QUEIMAM
Tuas mãos que inflamadas dançam não são carícias que nos lançam, são garras que rasgam a minha pele, dedos que entram por baixo da roupa, que encontram a umidade antes de eu pedir, que me abrem com urgência. As chamas que dançam não queimam de fora, queimam por dentro, onde o ventre se contrai, onde a coxa …