A luz da lua
toca o mar
com dedos de prata silenciosa,
espalhando reflexos
sobre as águas adormecidas
da noite.
Nada se move
ao redor do horizonte.
Nem a brisa desperta
as folhas cansadas,
nem o céu parece respirar.
Existe apenas esse instante
parado entre nós.
O tempo
não passa como antes.
Ele se arrasta devagar,
como se cada segundo
carregasse o peso
da tua ausência.
Eu fico
na margem das lembranças,
guardando tuas palavras
como quem protege
uma chama acesa
contra o frio da madrugada.
Você vai
silenciosamente,
levando contigo
o calor dos encontros,
o brilho dos olhos
e os sonhos que inventamos
em noites antigas.
A saudade
nos separa
em distâncias que não se medem
por caminhos ou mapas,
mas por silêncios longos
que doem dentro do peito.
Os ventos
já não se ouvem
cantando entre as árvores.
Até eles parecem perdidos,
como se também procurassem
o eco da tua voz
na imensidão da noite.
E a lua continua ali,
tocando o mar
com sua luz tranquila,
enquanto eu permaneço
entre lembranças e espera,
ouvindo o coração
chamar baixinho por você.

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Versos que me transportaram pra uma tranquila noite de luar.
ResponderExcluirAbraço de amizade.
Melancólico poema. Te deseo una buena semana. Te mando un beso.
ResponderExcluirUn poema en que parece que se añora noches en las que la quietud no era lo que tenemos hoy.
ResponderExcluirSaludos.