TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

ME ARREBATA O CIO DA ALMA



Pareço malandra e esperta
Minha intenção é ser possuída
Mas sou meia aprendiz
 Por um homem que me faça feliz...

 Nua mulher me entregar
Tecer fantasias a realizar
Numa estranha forma de amor
 Sentir calafrios em meio calor...

 Me arrebata o cio da alma
Me pegue em seu colo e acalma
Inflames de sim e não
 Estes sentidos que tiram minha razão...




  Cléia Fialho

sábado, 26 de janeiro de 2019

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

PEGADAS EM MIM



Você deixou pegadas em mim
 cada curva do meu corpo
 é marcada por suas derrapagens...

 Indicando que não há balizas
 nem limites para a 
extensão da vitalidade
 do seu amor em mim...

Você deixou rastros em mim,
como vento que aprende a ficar,
e cada curva do meu ser
te reconhece sem precisar falar.

Sou território já atravessado
por tuas marcas de intensidade,
onde o excesso virou linguagem
e o toque ganhou eternidade.

Não há balizas nesse caminho interno,
nem mapa que contenha o desejo,
só a vastidão do que se expande
quando teu amor me deixa sem freio.

E sigo assim, inteira e aberta,
nessa extensão que se desperta,
como se em mim morasse o infinito
do teu gesto mais bonito…





  Cléia Fialho

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

SENTIDOS FLAMEJANTES



Em meu corpo vai e vem
tuas carícias não se detém
Pra cima e para baixo
em qualquer molde te encaixo
 
Dos pés ao meu pescoço
arquitecta e traça meu esboço
Dos seios à minha cintura
tua língua desenha uma pintura
 
De meandros e curvas derrapantes
exaltando os sentidos flamejantes
Arrebatados no mesmo tremular
colhemos louco auge a germinar...




  Cléia Fialho

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

EM TEU CORPO




Beijo tua boca sedosa
 ah... carnuda e gostosa
 Beijo umido e molhado
 doce petisco primado

 

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

FLAMAS INTERIOR




Aprazível reminiscência
 tuas mãos acariciando-me
 com amena indecência...

 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

BOCA A BOCA




Batimento cardíaco acelera
 acendendo o fogo da fera
que há dentro de mim
 quero você junto assim

domingo, 20 de janeiro de 2019

NÃO SOU MULHER DE MIGALHAS



Hei... cuidado garoto...
 não tente brincar comigo
 não sou mulher de migalhas
 não faça ousadias sem sentidos
 que nem podem abrasar minha fornalha...

 Bebê, você tem que entender
 uma fêmea como eu não se contenta com pouco
 não tolero ingênuo e simples prazer
 mas garanto que posso te deixar louco!

 Não menospreze minha maturidade
 nem se vanglorie com sua juventude
 não dou a mínima para quantidade
 gosto é de macho com celsitude!




  Cléia Fialho

sábado, 19 de janeiro de 2019

DELEITANDO-ME EM TEU PRAZER




Ah... tua carícia ousada
 chocante me deixa excitada
 quero derramar meu sentimento

 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

ENROLADA EM TEUS BRAÇOS



A ponta da tua língua molhada
  passeia em minhas profundezas
  numa excitação sem limites
  Nossos desejos se encontram
  amor e paixão... alma e coração
  Luxúria em ascensão
  todo meu interior
  cada célula do meu corpo
  Sente absorver-te
  despida de preconceitos
  enrolada em teus braços.

A ponta da tua presença me atravessa,
como onda que chega e não se apressa,
e cada sensação que se instala em mim
me desfaz e me refaz assim.

Nossos desejos se reconhecem no ar,
como se já soubessem voltar,
e o encontro de amor e paixão
vira um só corpo, uma só pulsação.

Há uma luz que sobe sem explicação,
percorrendo silêncio e tensão,
e tudo em mim aprende a sentir
o que não precisa se definir.

E despida de qualquer fronteira interna,
eu me deixo na tua entrega terna,
enrolada nesse abraço que vem
como se sempre tivesse sido alguém…





  Cléia Fialho

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

PROFUNDO OS LABIRINTOS



Abrande meus medos
no silêncio dos teus lábios,
onde o tempo se curva
e a ansiedade se desfaz em bruma leve.

Acaricie minhas expectativas
com a ternura morna dos teus dedos,
como quem desvenda segredos
sem ferir a delicadeza do sonho.

Teu sorriso dá sentido a tudo,
é farol na noite indecisa,
é aurora mansa
rasgando as sombras do meu receio.

E quando mergulhas profundo
nos labirintos do meu mundo subterrâneo,
não te perdes —
encontras tesouros escondidos,
fontes de desejos calados,
ecos de uma entrega que pulsa
serena e ardente.

Fica…
e faz do meu caos morada,
do meu medo, repouso,
e de mim,
teu infinito mais íntimo. 




  Cléia Fialho

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

MEUS DESEJOS



Meus desejos excruciantes
 Corrompem meu peito vulpino
 Minhas lascívias são lancinantes

 E meu querer é mui ferino...
 Pérfido é meu corpo luxento
 Perdido em volúpias rutilantes

 Deveras edênico e sedento

 Extraviado em prazeres viandantes.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

TEUS LÁBIOS ME CHAMAM



Pela manhã teus lábios me chamam.
Teus desejos me consomem
Nossas inebrias se inflamam.

Pela manhã teus lábios me chamam,
como brisa suave sobre a pele adormecida,
e o pensamento de ti me alcança antes do dia.

Teus desejos me consomem,
não como fogo que destrói,
mas como chama que insiste e permanece,
acendendo em mim um querer sem medida.

Nossas inebrias se inflamam,
feito vinho derramado na memória,
misturando risos, arrepios e vontade,
num tempo que já não obedece à história.

E o mundo lá fora se torna distante,
como se tudo perdesse o próprio nome,
quando o teu instante me atravessa
e me transforma em pura espera e fome de presença.





  Cléia Fialho

domingo, 13 de janeiro de 2019

DONO DE MIM



Delicadamente
beije meus anseios,
como quem toca pétalas
sem ferir o perfume.

Com tua língua contorne
a borda dos meus desejos,
desenhando mapas secretos
na pele que te chama.

Cobice ternamente
minha nudeza,
não como posse bruta,
mas como quem contempla
uma obra rara à luz da lua.

E torne-se dono de mim
no pacto silencioso dos corpos,
onde o querer é entrega,
e a entrega é chama serena,

ardendo sem pressa,
ardendo em promessa,
até que o mundo desapareça
e reste apenas
o pulsar do nosso infinito.





  Cléia Fialho

sábado, 12 de janeiro de 2019

MINHA INTIMIDADE



Minha intimidade
refúgio de verdade,
onde me dispo das máscaras
e descanso da coragem de ser forte.

Sussurros de liberdade
ecoam nas paredes do meu silêncio,
como vento leve atravessando
as frestas da alma.

É ali que guardo
meus medos mais nus,
meus sonhos mais febris,
minhas vontades ainda sem nome.

Minha intimidade
é jardim fechado,
mas de portão entreaberto
para quem chega com mãos suaves
e olhar sincero.

Nela não há espetáculo,
há essência.
Não há ruído,
há pulsação.

E quando me encontro
nesse espaço secreto,
sou inteira —
sem receios,
sem disfarces,
apenas verdade
respirando liberdade. 





  Cléia Fialho

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

ESSÊNCIA DO MEU SABOR




Dou-te a essência do meu sabor
Que faz-te vibrar de emoção
Leva-te a delirar de tesão

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

CAMINHOS DIFÍCEIS DE VOLTAR




Eu conheci um homem encantador
Seu olhar, me causou perturbação
Sua beleza exalava sedução
E me levou a cair em tentação.

Seus lábios doces, um convite ao pecado
Meu coração acelerou descontrolado
Entreguei-me à paixão sem hesitar
Naquele momento, não pude me controlar.

Seu toque suave, um fogo a me consumir
Ela despertou desejos que não pude resistir
Em seus braços, fui levada ao delírio
A chama da luxúria ardeu em íntimo suspiro.

Louca lascívia, que retrata meu dilema
Fui enfeitiçada por esse belo teorema
Em seu abraço, mergulhei na escuridão
Ela me pôs em pecado, sem remissão.

Que essa história sirva de advertência
Para todos que se entregam à imprudência
Pois, o amor proibido pode nos enganar
E nos levar por caminhos difíceis de voltar.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

REGRESSO







No regresso, amor,
há passos que parecem antigos,
mas o coração sabe —
são inéditos.

sábado, 5 de janeiro de 2019

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

BOCA QUENTE



A sua boca quente
era brasa na madrugada,
chama suave que me chamava
pelo nome do desejo.

Seus suspiros roucos
deslizavam pelo meu pescoço
como vento morno
carregado de promessas.

E naquela noite louca, ardente,
o tempo perdeu o rumo,
as estrelas fecharam os olhos
para nos deixar sozinhos no universo.

Teu toque era verso sussurrado,
teu olhar, incêndio contido,
e eu me entregava
como quem encontra abrigo
no calor exato de outro peito.

Não era apenas fogo —
era encontro.
Não era só chama —
era amor ardendo
na intensidade doce
de dois corpos que se reconhecem.




  Cléia Fialho