E na noite vadia
Corpos se laçam em melodia
Explorando-se com ousadia.
E o tempo esquece o relógio e o nome,
enquanto a pele inventa o que não se consome,
numa chama que não pede pressa nem razão.
Há um silêncio que arde entre um toque e outro,
como se o mundo coubesse num único sopro,
e tudo fosse vertigem, entrega e sensação.
Lábios desenham caminhos sem mapa ou destino,
num jogo sereno, intenso e clandestino,
onde o desejo aprende a falar sem voz.
E a madrugada, cúmplice de tantos segredos,
vai recolhendo gemidos, arrepios e enredos,
enquanto dois corpos se inventam em nós.
❦
Cléia Fialho


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