Que desejos percorrem meu ventre?
Em quais delírios me deixo perder?
Quantas vontades queimam em silêncio
quando teus olhos cruzam meu viver?
Talvez descubras nos meus arrepios
o fogo oculto sob minha timidez,
nos sussurros roucos da madrugada
e na febre insana da nossa nudez.
Quem sabe leias na pele rendida
os pecados doces que eu nunca confesso,
quando teu beijo dissolve defesas
e teu calor me conduz ao excesso.
Há fantasias dançando em meus poros,
ânsias famintas pedindo abrigo,
e um vendaval de carícias proibidas
despertando meus instintos contigo.
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