O desejo é templo secreto,
paredes erguidas em delírios,
vitrais que se acendem em gemidos,
altares onde a carne se oferece.
cada suspiro, cântico proibido,
e o corpo se torna catedral,
onde o prazer é divindade.
Na catedral do desejo,
não há pecado, não há perdão,
apenas o êxtase que consagra,
selvagem, cru, arrebatador.
E quando o rito se cumpre,
somos fiéis em combustão,
somos eternidade em vertigem,
somos oferenda ao infinito.
❦
Cléia Fialho

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