O desejo atravessa a carne trêmula,
como uma brisa que envolve o silêncio da noite.
Flor que se desvela,
orvalho que se derrama e dissolve,
suavemente,
num toque perdido no tempo.
como uma brisa que envolve o silêncio da noite.
Flor que se desvela,
orvalho que se derrama e dissolve,
suavemente,
num toque perdido no tempo.
Os dedos em chama percorrem a pele,
um fio de arrepio que se enrosca no breu,
tão profundo, tão silencioso,
que se perde no leito do sono.
um fio de arrepio que se enrosca no breu,
tão profundo, tão silencioso,
que se perde no leito do sono.
O néctar escorre,
sumo da fruta madura,
mordida em segredo,
no instante entre a vigília e o sonho.
sumo da fruta madura,
mordida em segredo,
no instante entre a vigília e o sonho.
É o alarido que se cala,
uma nota que nunca se repete,
um suspiro que flui,
que deságua ao amanhecer,
levando consigo os ecos do desejo.
uma nota que nunca se repete,
um suspiro que flui,
que deságua ao amanhecer,
levando consigo os ecos do desejo.
Nem mais, nem menos,
que o toque suave de um segredo
que se esvai com o primeiro raio de luz.
que o toque suave de um segredo
que se esvai com o primeiro raio de luz.
❦
Cléia Fialho
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