A noite se abre em dilúvio,
chuva de delírios escorrendo pela pele,
cada gota é vertigem,
cada respingo, um grito contido.
despejando segredos em torrentes,
e o prazer cai como relâmpago,
rasgando o silêncio em clarões.
Não há abrigo, não há refúgio,
apenas a entrega ao dilúvio,
onde o desejo é rio sem margens
e o gozo, enchente que nos arrasta.
Na chuva de delírios,
somos tempestade em carne viva,
somos vertigem que não se contém,
somos eternidade em combustão.
❦
Cléia Fialho
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