TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





domingo, 13 de setembro de 2026

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

FÚRIA INDÔMITA


Desço como relâmpago sobre teu corpo de fogo,
rasgo o silêncio com dentes de tempestade,
sou boca faminta que não conhece limites,
sou verso bruto que sangra na pele.

Avanço sem trégua, sem descanso,
devoro tua essência como fera solta,
bebo tua vertigem em goles de abismo,
rindo como quem desafia a noite.

Sou selvagem, sou grito, sou tormenta,
sou carne que explode em vendaval,
sou chama que não se apaga,
sou arrebatamento que não se contém.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

EMBRIAGADOS PELA SEDE


O desejo desperta onde o corpo se reconhece,
 — incendeia a pele, 
dissolve toda distância.
Sou vertigem que floresce no toque,
vinho raro derramado em tua espera.

A paixão escorre lenta,
feito mel aquecido pelo fogo da madrugada.
Cada suspiro abre caminhos secretos,
cada silêncio vibra como promessa.

Minha boca guarda tempestades,
meu peito acende luas inquietas,
e minha alma se despe das antigas contenções.

Não existe relógio quando a entrega respira.

Somos chama que aprende o idioma do arrepio,
maré que sobe com um apelo,
néctar partilhado entre olhares famintos,
embriagados pela sede um do outro.

No encontro, 
o prazer floresce inteiro,
 — rompe fronteiras, 
 — invade sentidos,
transforma cada instante em infinito,
e faz do amor uma explosão de clímax e êxtase.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

O ORGASMO QUE NOS DEVORA


Sinto-me excitada,
quando entrelaças tuas pernas no meu abrigo,
descendo pelo meu corpo com suavidade voraz,
teus coxas nuas encontram 
a verdade molhada entre minhas dobras.

Teus dedos famintos tateiam 
minha pele arqueada e trêmula,
a boca desce quente pelo vale dos meus seios,
a língua desenha círculos obscenos 
e profundos no meu ventre,
enquanto tuas coxas roçam 
a minha abertura tensa e faminta.

O suor cola nossas peles nuas e loucas,
o gemido escapa rouco e sem controle,
a suavidade se transforma em descontrole,
as coxas se apertam e o mundo desaparece em nós.

Nesse abrigo de lençóis enroscados e úmidos,
a verdade é só uma: 
 — o orgamo que nos devora,
a excitação que sobe e explode em espasmos profundos,
quando teu corpo inteiro desce e me possui até o fundo.




  Cléia Fialho

terça-feira, 8 de setembro de 2026

NÉCTAR QUE ME EMBRIGA


Teus olhos são brasas que me consomem,
olhar fixo que queima minha pele nua e exposta,
em teus lábios há néctar que me embriaga.

Língua que invade minha boca sem piedade,
provocando gemidos que rompem do peito,
no teu toque a chama penetra fundo.

Dedos que incendeiam cada curva e dobra,
meu corpo inteiro treme sob tua pressão,
no teu corpo o desejo se avoluma.

Ancas que golpeiam com fúria e precisão,
suor escorre em rios de sal entre nós,
misturando nossos cheiros de sexo e pele.

Cada estocada é um mundo novo que desabrocha,
um delírio de carne e músculos tensos,
entras em mim e perco completamente o ar.

Mergulhas no calor úmido e na escuridão,
explodimos juntos num gozo devastador,
que nos despedaça e nos reconstrói,
num só ser de fogo e líquido escorregadio,
ofegante e sem fim.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

O PUDOR SE AFOGA E A PELE ACORDA



A cada respiração
o teu peito sobe e me chama,
convite mudo ao abismo
onde o pudor se afoga e a pele acorda.

Vem — que a boca é porto,
e o meu corpo, embarcação sem leme,
navega por dentro da tua fome.

Somos melodia rouca,
gemido feito partitura,
sintonizados no compasso 
em que o quadril responde ao quadril
e a mão aprende o mapa da coxa.

Cada onda que sobe
é maré que arqueia,
é lençol que se torce,
é sal que escorre entre os seios 
e desaba na tua boca faminta.

Navegantes de um mar quente,
mergulhamos onde a razão não chega,
onde só o instinto sabe remar,
onde o gozo é a costa que buscamos como náufragos
que finalmente reconhecem o cheiro da terra.

E quando o corpo se rende,
tremendo em espuma,
adormeço sobre o teu peito 
— maré serena
depois da tempestade tua.




  Cléia Fialho

domingo, 6 de setembro de 2026

FÚRIA DE CORPO ÚMIDO



Ardente e molhada — não me entrego, 
explodo contra teu peito — rio sem dique, 
chama que não pede passagem, 
só invade e queima.

A dança é colisão de corpos,
quadril que estala, 
unha que rasga o dorso,
boca sugando o sal do meu pescoço.

A paixão não envolve 
— arranca — morde,
atira nas curvas do desejo como feras,
onde o profundo é abismo úmido , 
gruta que pulsa — aperta — chama e engole.

Teus dedos descem — traçam incêndios na espinha,
param no vale onde o suor acumula,
gemido vira rugido — ritmo ágil acelera.

Sou carne aberta — ventre que treme,
cavalgada no dorso do teu corpo,
hálito quente misturado ao cio.

Quadris se embalam como ondas de naufrágio,
prazer que não vem suave — golpes,
arrancos — espasmos que cegam.

Perco-me em ti — acho-me em ti,
dois animais molhados no centro do fogo.

Nada mais existe — só este instante selvagem,
a pele se funde — a alma lateja.




  Cléia Fialho

sábado, 5 de setembro de 2026

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

SOU TUA OFERENDA



Desvenda os segredos do meu corpo em chamas,
com beijos e carícias intensasque arrepiam a pele toda.
Leva-me ao ápice, 
às alturas mais insanas,
e sacia minha sede,meu deleite mais fiel.

Deixa que a língua descubra cada trilha ardente
onde o suor é sale o gemido é mel.
Entre lençóis de seda e noites estreladas,
teus dedos escrevem
o que nenhum 
poema antigo diz tão bem.

Rasga a voz do silêncio com sussurros de fome,
queima-me devagar, 
como quem adora esperar.
Quero que meu nome escape trêmulo dos teus lábios
quando o mundo inteiro se dissolve em estalar.

Faz-me subir nessa onda que não tem hora de voltar,
onde o prazer é um altar e eu sou só tua oferenda.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

TORPE DELÍRIO



Para me sentires úmida, mergulha em meus desejos,
explora cada curva, cada recanto do meu ser.
No toque suave, desperta os meus anseios
e faz-me vibrar de prazer.

Deixa que teus dedos deslizem como brisa quente,
que tua boca descubra o mapa do meu ardor.
Sussurra segredos na curva do meu pescoço,
onde a pele estremece ao sabor do teu sabor.

Vem, devagar, como quem não tem pressa,
e beija o tempo que ainda não passou.
Entre gemidos e suspiros de lua,
faz-me perder o fôlego, faz-me ficar louca.

Quero que dançes nos limites do meu corpo,
onde a razão se desfaz e o fogo é só nosso.
Nesse ritmo lento, nesse jogo de toques,
encontra em mim o mar que anseia por ti.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

EM VERTENTES DE PRAZER



Me lanço ao ímpeto ardente,  
corpo que pulsa em ondas de vertigem,  
lábios acesos, 
brasas que devoram o silêncio,  
na pele, 
o calor se expande em labaredas.  

O desejo é tempestade sem margens,  
correnteza que arrasta, 
que rasga, 
que consome,  
um rio de delírios que não conhece repouso,  
onde cada toque é incêndio, cada sopro é vertigem.  

Na dança febril das estrelas,  
meu canto se abre em vertentes de prazer,  
versos que se erguem como chamas indomáveis,  
envolvendo o universo em formas voluptuosas.  

Sou chama, 
sou vento, 
sou carne entregue,  
sou o instante que arde sem retorno,  
sou o grito que explode em luz,  
sou o infinito que se curva ao êxtase.  




  Cléia Fialho

terça-feira, 1 de setembro de 2026

SOMOS CINZA E FAÍSCA



Teu hálito queima o ar que me despe  
A língua traça mapas úmidos na curva do meu quadril.  
Cada suspiro rasga o véu da noite calada.  
E eu gemo teu nome em carne e sal febril.

Tuas mãos são garras que colhem meu mel.  
Açoitam a pele, 
inventam delírios na espinha.  
O suor escorre, 
rio que invade o céu.  
E a cama é um altar onde a carne se avinha.  

Meu colo te chama em ondas de vulcão.  
Teus dentes mordema fruta que ainda não cai.  
Encaixo-me em ti como espada em seu chão.  
E o prazer é um grito.

Selvagem, 
me devoras em cada poro aberto.  
O vento uiva, 
mas é surdo ao nosso enredo.  
Nossos corpos colidem num caos quase certo.  
E o fim é só o começo de outro segredo.

Arranha-me, 
bebe-me até o osso nu.  
Como verso molhado e sem pudor.  
No fim, 
somos cinza e faísca.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

VENTOS DO DESEJO



Me entrego aos ventos do desejo sem freios,  
com a pele aberta à fome da noite.  
Teu corpo me chama em silêncio ardente,  
e eu vou, 
inteira, 
ao encontro da tua chama.  

Os lábios encontram a pressa do fogo,  
a respiração se quebra em calor e vertigem.  
Há um universo pulsando entre nós,  
feito de pele, 
delírio e entrega.

Na dança das estrelas, 
meus versos se desnudam,  
escorrem pela tua cintura,  
se acendem no avesso da carne,  
se perdem no rumor intenso do toque.  

Tudo em ti se torna promessa viva,  
tudo em mim se curva ao teu sabor.  
E a noite, 
rendida, 
guarda nosso segredo  
como se o prazer fosse sempre infinito.




  Cléia Fialho

domingo, 30 de agosto de 2026

AFOGAMENTO EM VOSSAS CURVAS



O pulso dispara num tropel de febre,
Sinto a carne em combustão, 
desgovernada,
Quando entrelaças tuas pernas em abrigo,
Envolvendo meu ser num laço de desejo,
Uma âncora que ancora 
o mar de minha volúpia.

Desces, 
desces pelo meu corpo com a suavidade
De uma brisa que incendeia, 
que arrepia,
Traçando mapas sobre a geografia do prazer,
Onde a respiração se perde em gemidos,
Teus coxas nuas encontram a verdade.

A verdade despida, 
crua, 
em êxtase profundo,
Onde nossos corpos se fundem na urgência,
Do toque que queima, 
do gozo que transborda,
Neste embate voraz que suspende o tempo,
Que rasga a alma em mil pedaços de luxúria.

E mergulhamos, 
famintos, 
no abismo do sentir,
Onde só resta o calor da nossa entrega,
Deixando o mundo lá fora, 
esquecido e mudo.




  Cléia Fialho

sábado, 29 de agosto de 2026

SINFONIA DO PRAZER



Tua língua repousa, 
um artista em cena,  
perdendo-se na morada úmida,
onde o desejo se acena.  
Meus lábios, 
portais de uma paixão ardente,  
te oferecem beijos, 
um convite, um presente.  

Tua língua dança, 
enlouquecida,  
a cada toque, 
a cada investida,  
lampeja como fogo, 
molha como o mar,  
despertando gemidos 
que começam a soar.  

O prazer profundo,
um eco no ar,  
nossas almas se entrelaçam, 
prontas para voar.  
Na intensidade do momento, 
o tempo se esvai,  
cada suspiro, 
um verso, 
que o amor traz.  

Teu corpo é um templo, 
um campo de batalha,  
onde a luxúria 
e a entrega se espalha.  
No calor da entrega, 
nos perdemos,  
na sinfonia do prazer,
 e juntos, 
renascemos.  




  Cléia Fialho

sexta-feira, 28 de agosto de 2026