A lua cheia entrava pela janela aberta e banhava os lençóis bagunçados com uma luz branca e leve. Ela estava sentada na cama, os cabelos escuros soltos nos ombros, os olhos fundos fixos no poeta parado junto à porta. A fome queimava no fundo do ventre, uma fome que não era de pão. Estendeu o braço e agarrou o pulso dele, os dedos cravando na pele até sentir as veias salientes sob a ponta dos dedos.
Puxou com força. O poeta deixou-se arrastar, a respiração travada, e caiu de joelhos no colchão diante dela, as mãos de dedos longos pousando nos joelhos dela. Ela levou a mão à nuca dele e cravou os dedos nos cabelos curtos, puxando-o para perto até as testas se tocarem. A luz da lua escorreu pelo rosto dele. Ela recitou baixo, a voz imperativa e ofegante, que a noite era longa e o corpo breve. Depois ordenou que ele bebesse sua boca.
Ela não esperou. Enfiou a língua na boca do poeta com a urgência de quem bebe depois de dias de sede, sugando o lábio inferior dele entre os dentes até arrancar um gemido baixo e arrastado. As mãos dele subiram pelo corpo dela e puxaram a camisa por cima da cabeça, e antes que o tecido caísse no chão os polegares dele já esfregavam os mamilos endurecidos, as palmas cheias dos seios nus.
Ela mordeu mais fundo. O poeta gemeu outra vez. Ela desabotoou as calças dele com dedos trêmulos e empurrou o jeans e a cueca para baixo até os joelhos, envolvendo o pau duro na mão, punhetando devagar, sentindo a pele quente pulsar contra a palma. O poeta retribuiu: arrastou a calcinha dela pelas coxas, enfiou dois dedos na buceta molhada e curvou para cima. A luz da lua banhou os dois corpos nus no colchão. Ela empurrou o peito dele para trás e ordenou que ele a fodesse.
Ela empinou o pau duro do poeta com uma mão e desceu de uma vez, engolindo-o inteiro com a buceta molhada. Os ovos dele bateram na carne dela com um estalo surdo. Ela gemeu alto, a garganta aberta, e começou a cavalgar com um ritmo violento, os quadris subindo e descendo como se quisessem moer o pau contra o colo do útero. A buceta chiava a cada descida, a pele molhada soltando barulho de carne sendo comida. Ela cravou as unhas no peito dele e jogou a cabeça para trás, os cabelos escuros chicoteando os ombros nus.
O poeta agarrou os quadris dela com os dois polegares cavando fundo nas covas, os dedos longos marcando a pele, e bombeou o quadril para cima encontrando o ritmo. Ele estocava fundo, o pau subindo até o talo dentro da buceta apertada, e ela descia com mais força ainda, os seios balançando, os mamilos duros roçando o peito dele. A cada impacto a buceta solava mais alto, um som obsceno de carne batendo em carne molhada que enchia o quarto escuro. A luz da lua banhava os dois corpos suados no colchão bagunçado, a pele brilhando.
— Eu tenho fome — ela gritou, a voz imperativa e ofegante, os olhos fundos cravados nos dele.
O poeta a empurrou de costas no colchão num movimento brusco, levantou a perna dela até o ombro e enfiou o pau de volta na buceta sem aviso, fodendo em estocadas rápidas e profundas que faziam a cabeceira bater na parede. Ela agarrou os lençóis com as duas mãos, os dedos retorcidos no tecido, e gemeu alto enquanto ele metia com força, o quadril dele batendo nas coxas dela num ritmo frenético. O poeta cuspiu na mão e esfregou o clitóris dela em círculos rápidos, os dedos molhados de saliva e mel, a buceta pingando na mão dele enquanto o pau entrava e saía.
Ela arqueou as costas, a boca aberta num gemido alto que escapou pela garganta, e gozou no pau do poeta. A buceta apertou em espasmos, os músculos contraindo ao redor do pau duro, o líquido do gozo escorrendo quente pelos ovos dele. O poeta estocou três vezes mais fundo, cravando o pau até o fundo da buceta, e gozou dentro dela com um gemido rouco. O porre quente encheu a vagina e vazou pelos lábios apertados. O pau do poeta ainda pulsa dentro dela enquanto o porre escorre no lençol sob a lua.
Ela rolou para o lado devagar, o corpo mole, e deixou a cabeça cair no peito nu do poeta. O coração dele batia forte sob a orelha dela, as costelas subindo e descendo num ritmo que aos poucos acalmava. Ele passou o braço ao redor dos ombros dela e puxou o lençol sobre os dois, os dedos longos pousando na nuca dela sem pressa.
Ela fechou os olhos. O porre morno do poeta vazava da buceta e escorria entre as coxas, manchando o lençol sob elas. A umidade quente grudava na pele, mas ela não se moveu. A lua leve entrava pela janela aberta e banhava os corpos nus, a luz prateada desenhando o contorno dos ombros dele, o arco do quadril dela.
A noite longa se esvaía devagar. Ela suspirou com os olhos fechados e murmurou contra o peito dele:
— A fome passou.

3 comentários:
Bello poema. Debemos apostar por la paz. te mando un beso.
Hola Cleia, bonito sentir. Es un sentimiento que nos embarga a todos. El mundo ahora mismo, esta falto de valores empatía, y tolerancia. Solo en el amor encontraremos la fuerza para superar cualquier obstáculo, para sanar cualquier herida, para iluminar cualquier oscuridad.
Un grande abrazo.
Que bello sería un mundo como con tanta belleza nos muestras en tu poema y que buena parte de los habitantes de este planeta que llamamos tierra deseamos.
Saludos.
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