Pelas ruas vazias,
o vento sussurra,
o sol já se esconde,
e a noite caminha.
Os passos apressados
ecoam no silêncio,
olhares se cruzam
sem direção certa.
O que buscamos?
Onde estamos indo?
No fim, a resposta
está no agora.
E o agora escorre lento
entre dedos abertos,
feito água que não volta
ao mesmo leito incerto.
Há um sopro de dúvida
nas esquinas do peito,
um chamado sem nome
ecoando no sujeito.
E cada rua vazia
guarda um pedaço esquecido
do que fomos por dentro
e do sonho perdido.
Mas a noite não cobra,
ela apenas revela:
que até na incerteza
alguma luz se vela.
E seguimos, sem mapa,
sem promessa ou destino…
porque até o silêncio
tem seu próprio caminho.

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