O desejo é uma chama que descansa nos olhos
Um labirinto de sombras onde o toque se perde
Onde a pele conhece o desenho de outra pele
Em um compasso que o relógio não mede.
Há uma sede que bebe o próprio silêncio
Movimento lento que traduz o que é oculto
Na curva do corpo que se curva ao querer
Onde cada pulso é um leve enredo
Somos o encontro de duas marés distantes
Que se reconhecem no brilho da penumbra
A intensidade mora no detalhe da respiração
Na gravidade mansa que o afeto vislumbra.

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