Em sonhos de
asas cintilantes
Dançam os peixes
no céu noturno
Relógios derretem
em rios incessantes
E o pensamento vagueia
vago e saturno.
Entre constelações líquidas e ilusões errantes,
A lua boia em silêncios de prata e cetim,
As estrelas piscam segredos delirantes,
Enquanto o tempo se desfaz dentro de mim.
As horas escorrem sem forma ou contorno,
Feitas de ecos, vertigens e luz difusa,
E o sonho, suave e quase morno,
Me envolve na névoa que tudo usa.
Assim, sigo leve, sem chão nem certeza,
Nessa vigília onde o real é bruma e véu,
Pois sonhar é tocar, com etérea leveza,
O infinito invertido que habita o céu.
❦
Cléia Fialho


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