O fogo não conhece fronteiras,
ele se espalha pela pele como rio de brasas,
devora cada suspiro,
transforma o corpo em labareda sem fim.
cada beijo, explosão,
e no incêndio da luxúria,
não há noite que baste,
não há carne que suporte.
Labareda infinita é vertigem,
é febre que não se apaga,
é o grito que se multiplica,
selvagem, cru, arrebatador.
❦
Cléia Fialho

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