Sou vento suave,
que te envolve e desvia,
nas margens do abismo,
onde a dor se alivia.
seus ecos de um sol que se esconde,
onde cada curva, cada linha,
é a dança do desejo,
e o tempo, que foge, responde.
Teu corpo, selvagem e sereno,
é chama que arde na madrugada,
em teus olhos, as estrelas se perdem,
navegando na perdição da estrada.
Quando toco tua pele,
o universo se curva,
pois somos a tempestade,
o suspiro que não se escuta,
mas se sente,
tão profundo,
que o silêncio se explode
em um mar sem fim.
❦
Cléia Fialho
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