Sim… pode dizer, sem medo,
deixa a voz correr solta em mim.
Fala do desejo que te atravessa,
do fogo discreto que te traz assim.
Sussurra lento no meu ouvido,
como brisa quente em espiral,
palavras que vibram no corpo inteiro,
um doce delírio quase irreal.
Diz que me quer em tempo antigo,
como se o destino já soubesse nós.
Que entre outras vidas já nos perdemos,
e agora voltamos na mesma voz.
E que esse sentir não fere nem quebra,
só cuida, envolve, faz proteger,
um laço sereno de duas presenças
que aprendem juntas a se pertencer.
Fala também do teu mais fundo desejo,
do riso final que queres guardar,
do que te chama e do que te assusta
no mesmo instante de se entregar.
E deixa o coração sem limites ou freios,
em liberdade pra simplesmente ser…
porque no encontro dessas emoções
tudo é permitido quando é prazer.
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4 comentários:
Los delirios suelen ser irreales, pero si seguimos estos sensuales verso quien sabe si lo podemos hacer reales.
Saludos.
Gostei de ler.
O final diz tudo.
É tão bom quando, realmente, podemos "deixar o coração sem limites ou freios"...
Boa noite, amiga Cléia!
Poema intenso, sensual e cativante. Onde o amor, o desejo, a paixão, correm incandescentes em cada verso.
Gostei bastante, estimada amiga.
Deixo os votos de um bom fim de semana, com tudo de bom.
Beijinhos, com carinho e amizade.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Uy que dulce poema. Te mando un beso.
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