Mãos deslizam, feito chama,
sobre a pele que reclama.
Cada toque é precipício, entre o pudor e o feitiço. Teu suspiro me incendeia,
feito brisa que devaneia.
Minha boca traça a estrada
onde tua alma é desnudada. Beijos lentos, quase prece,
e o calor que não esmorece.
Somos desejo em espiral,
dança feb…
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
terça-feira, 6 de setembro de 2016
LÍNGUA QUE DESVELA
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segunda-feira, 5 de setembro de 2016
MINH'ALMA SE DERRAMA
Cada palavra é uma nota em um eterno poema Um eco das lutas, dos sonhos das alegrias sem fim Versos d'alma, minha voz minha sentença suprema Cantando as profundezas do que sou, do que vim. Assim, na página branca minh'alma se derrama Versos eternos, como rios fluindo sem cessar Na poesia minha essência …
domingo, 4 de setembro de 2016
LÁBIOS DE FOME
Deleitar-se é um ato de guerra carnal, mergulhar a língua no calor até encontrar o ponto exato onde a respiração se perde. Saborear a essência do outro como quem morde a vida em pedaços, devorar as nuances do toque até que os ossos estremesçam sob a pele em chama. Cavar com a boca cada curva, beber o suor at…
sábado, 3 de setembro de 2016
SOB O FOGO DOS TEUS BRAÇOS
Quando nossos corpos se encontram a pele já conhece o caminho. Teus lábios descem quentes pela curva do meu pescoço e eu arrefeço o ar entre os dentes sentindo o calor subir como brasa que se espalha. Tuas mãos percorrem minha cintura e cada dedo acende um arrepio que desce pela coluna at…
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
SEGREDO PROFANO
No ritmo quente da brisa obscena, meus lábios descem famintos e sujos, cobrindo a pele com a língua do desejo, onde cada palpitar é grito mudo que explode em suor e mel. Em cada curva mora um segredo profano, cada suspiro rasgado perde o medo. O aroma que nos embriaga é convite de corpos trêmulos e suados, …
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
CORPO DE TRANSGRESSÃO
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quarta-feira, 31 de agosto de 2016
PALAVRAS AO VENTO
Hoje as palavras estão cansadas, silenciam, cansam de gritar, se aquietam, na espera serena, de um mundo que queira escutar. A surdez tomou conta do ar, um manto pesado que aprisiona, as vozes que pedem para soar, ninguém as ouve, ninguém as entona. Maltratadas, esquecidas, jogadas, as palavras se recolhem …
terça-feira, 30 de agosto de 2016
O CALOR QUE NOS DEVORA
O calor se espalha como mel escaldante sobre a pele nua, queimando razão, dissolvendo vergonhas, despertando feras. A vontade pulsa selvagem, um tambor primitivo nas veias inflamadas, implacável, faminta, voraz, insaciável, implorando mais. Olhos devoram sem pudor, mãos exploram sem piedade, línguas traçam mapas …
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
JARDIM DA VIDA
No No jardim da vida, a esperança floresce Desabrocha Desabrocha em cores, fragrância divina Inspira Inspira sorrisos e fortalece Um Um abraço de luz que nos ilumina. Em Em tempos sombrios, ela é nossa guia Chama Chama ardente que nunca se apaga Renova Renova a fé, acalent'alma vazia Nos Nos dá forças para se…
domingo, 28 de agosto de 2016
DO APERITIVO À SOBREMESA
Como um aperitivo de entrada de maneira louca e safada me ofereço à você... Como um manjar apetitoso de modo quente e gostoso me dou pra você provar... Como uma sobremesa suculenta sobre à mesa me dou pra você lamber... Vem me degustar vem me comer vem se fartar e morrer de prazer! Cléia Fialho Lind…
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sábado, 27 de agosto de 2016
ALÉM DA CARNE
Não é preciso palavras a forçar, Pois o corpo fala no silêncio do olhar, E no toque sutil da mente, Ela se revela, entrega, completamente.
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
CORPO A ARDER
Tuas mãos, como asas de seda, deslizam sobre mim, despertando cada centímetro da minha pele. O toque que ofereces é uma dança lenta e envolvente, um convite ao pecado que não consigo recusar. Sinto o calor do teu pressionando contra o meu, e cada movimento que fazes é um convite a explorar mais, a p…
quinta-feira, 25 de agosto de 2016
POEMA EM CHAMAS
Deslizo...
como se cada sílaba fosse pele,
como se cada linha fosse tua.
Minha voz? Um sussurro que arrepia a noite,
um fio quente roçando tua nuca. Palavras se enroscam —
não há métrica que contenha
esse querer que pulsa entre as entrelinhas.
Minhas metáforas te despem
lentas, provocantes, famintas. …
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quarta-feira, 24 de agosto de 2016
PELE COM PELE
Nos passos que traças,
me deslizo sem pressa,
como brisa quente que contorna tua pele e se demora no desejo. Se teus olhos me buscam,
me deixo guiar,
há lume neles —
fagulhas que acendem
a calma ardente do meu corpo. No som da tua presença,
meu silêncio estremece,
é canto que vibra por dentro,
é vonta…