Não é preciso palavras a forçar,
Pois o corpo fala no silêncio do olhar,
E no toque sutil da mente,
Ela se revela, entrega, completamente.
Não é preciso pedir o amor,
Ele floresce a cada ato de ardor,
Com gestos que falam mais que palavras,
Cada amanhecer, ela é a musa que se guarda.
Não se trata de beleza visível,
Mas do sentir profundo, invisível,
Onde a alma se expõe sem medo,
E o corpo, então, responde ao enredo.
A verdadeira nudez vai além da carne,
É a entrega da essência, que nada difame,
É a alma que dança, se abre sem temor,
E se torna plena no toque do amor.
E nua, sem roupas a esconder,
No brilho da alma, a liberdade floresce,
E no mais profundo do seu ser,
Me revelo, sem precisar de palavras.
