No ritmo quente da brisa obscena,
meus lábios descem famintos e sujos,
cobrindo a pele com a língua do desejo,
onde cada palpitar é grito mudo
que explode em suor e mel.
Em cada curva mora um segredo profano,
cada suspiro rasgado perde o medo.
O aroma que nos embriaga
é convite de corpos trêmulos e suados,
calma que vem depois do furacão.
A boca devora, a mão aperta,
a língua desenha mapas proibidos
sobre a carne que arde e se rende.
Cada gosto é memória, cada mordida
promessa de fogo que não se apaga.
Não há mais ar, só hálito misturado,
tremor do gozo que sobe e desce,
perdidos no sabor um do outro,
encontrando a eternidade em um único
toque de língua contra carne molhada.
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5 comentários:
Chère Cléia, tes vers sont une caresse d’âme, un souffle où la nature et l’espérance s’entrelacent.
J’aime cette tendresse lumineuse , c'est merveilleux !
Avec toute mon admiration poétique
Bonne semaine
Bisou
Veronique
Immagini preziose della natura, che lasciano intravedere piacevoli ricordi lontani, davvero indimenticabili.
Buona serata poetessa
Seu poema é uma contemplação sensível e poética da vida como uma jornada, onde a natureza serve de espelho para emoções profundas e lembranças preciosas. A linguagem é delicada, cheia de imagens que evocam calma, introspecção e uma busca por sentido. Seu poema é um belíssimo retrato lírico de uma jornada interior entrelaçada com a natureza. Abraços poéticos
Duro y profundo poema. Te mando un beso.
Bello soneto dedicado a los caminos de la vidas.
Saludos.
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