O ar pesado, o toque que não pede licença,
Teus dedos percorrem o mapa da minha pele,
Um sussurro rouco, uma breve sentença,
Que faz com que a razão, enfim, se rebele.
Sinto o teu pulso acelerando o meu,
A sombra do desejo desenhada no quarto,
O teu corpo buscando o que sempre foi teu,
Neste jogo ardente, onde o sentir é farto.
CF
Tua respiração, melodia que me consome,
O perfume que inundo e que me traz o caos,
Não preciso de preces, nem de nome,
Apenas da entrega onde os sentidos são maus.
Tua curva convida, teu fogo incendeia,
Eu sou o náufrago em tua correnteza,
Nesta dança onde o medo logo se arreia,
E a carne revela a sua inteira crueza.
DRM
Tua entrega é a chave, meu corpo, a porta,
Onde a lua testemunha o nosso delírio,
A nudez da alma, que pouco se importa,
Com o tempo ou o mundo, ou qualquer martírio.
CF
Somos o encontro, o choque, o abismo,
Onde o prazer se faz língua e se escreve,
No ápice desse eterno mecanismo,
Onde a carne pesada se torna leve.
DRM
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Poema muito lindo. É verdade. Todos os passos interiores que damos, se manifestam no nosso caminho exterior. Gostei muito, amiga Cleia.
ResponderExcluirVotos de feliz semana, com tudo de bom.
Beijinhos, com carinho e amizade.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Obrigado amigo poeta pelo carinho.
ResponderExcluirBoa semana.
Beijos em seu coração.