Os lábios dele roçaram a orelha dela, secos e quentes, e o sussurro veio como um sopro quebrado. «Não faz sentido esta vontade.» Ela estremeceu, o corpo inteiro a responder antes da razão, e mordeu o lábio inferior com força.
Ele mordeu-lhe de leve o lóbulo, provocando um arrepio que lhe percorreu a espinha. Depois pressionou a coxa rija contra o sexo dela por cima do tecido, e sentiu o calor húmido a infiltrar-se, quente e proibido. Ela soltou um gemido abafado e as suas mãos agarraram as costas dele.
Os dentes dele fecharam-se no lóbulo da orelha dela com uma avidez que não admitia recusa. Ela gemeu agudo, o som a rasgar o silêncio do quarto escuro, e as suas mãos voaram para a nuca dele. Ele mordiscou a pele macia, descendo para o pescoço, enquanto os dedos encontravam o primeiro botão da blusa.
Um estalido seco. Depois outro. O tecido cedeu e ele puxou-o para os lados, libertando os seios nus que brilhavam pálidos sob a luz prateada da lua.
As mãos dele fecharam-se sobre eles, apertando com uma pressão que arrancou outro gemido da garganta dela. Os polegares encontraram os mamilos endurecidos e beliscaram-nos, rolando a carne rija entre os dedos. Ela arqueou as costas, o corpo a oferecer-se, e ele sentiu o tremor que lhe percorria o ventre.
A mão direita deslizou pela pele quente, descendo até ao ventre macio, e depois mais abaixo, onde o calor se transformava em humidade. Os dedos afastaram os grandes lábios e encontraram a fenda molhada, quente e viscosa. Ela enterrou as unhas nos ombros dele e ofegou, o corpo a arquear-se outra vez.
Ele curvou-se e sussurrou-lhe ao ouvido, a voz rouca e febril. «Já não há razão.» Ela repetiu as palavras como uma rendição, e a mão dele afundou-se no sexo encharcado, sentindo o jorrar do tesão a escorrer entre os dedos.
Os dedos ainda escorregavam na humidade dela quando ele se ergueu sobre o corpo arqueado. A luz da lua cortava-lhe o rosto magro, os olhos fundos cravados nos dela. Ela mordia o lábio inferior, o peito a subir e a descer em arrancos. Ele baixou as calças com um movimento brusco e o pau saltou livre, rijo e latejante, a glande já brilhante de líquido seminal.
Sem hesitar, posicionou-se entre as coxas abertas dela e empurrou. A cona encharcada engoliu-o numa estocada profunda, até à raiz, e o grito dela ficou abafado contra o ombro dele. Ele ficou ali um segundo, enterrado até ao fundo, sentindo as paredes quentes a apertarem-no, a pulsarem em espasmos involuntários. Depois começou a bombear.
O ritmo foi brutal desde o início. As estocadas rápidas e furiosas faziam as bolas baterem contra a carne húmida dela com um som molhado e repetido. Ele agarrou-lhe as ancas e puxou-a contra si, afundando o pau cada vez mais fundo.
Ela cravou as unhas nas costas dele, arranhando a pele, e arqueou a espinha num gemido estrangulado que lhe saiu da garganta sem controlo. «Assim», ofegou ela, e ele obedeceu. O mel escorria da cona dela, descendo pelo pau e pingando sobre os lençóis, misturando os fluidos num brilho prateado.
Ele curvou-se e encostou os lábios ao ouvido dela. «Não há loucura», sussurrou, a voz rouca e febril. «Só tesão.» As palavras mágicas entraram-lhe no corpo como outra estocada. Ela gemeu alto, o ventre a contrair-se. Ele alternou o ritmo — estocadas fundas e lentas que a faziam sentir cada centímetro, depois bombeadas rápidas que lhe roubavam o ar.
A cona apertava-o, os espasmos cada vez mais intensos, e ele sentiu o jorrar do tesão dela antes mesmo de ela gritar. O mel jorrou em jatos quentes sobre a base do pau dele, encharcando-o, enquanto ela se desfazia em tremores e gemidos altos, o corpo a arquear-se e a cair de novo contra os lençóis.
O orgasmo dela apertou-o com uma força que lhe sugou a razão. Ele enterrou o pau até ao fundo e deixou-se ir. O esperma quente jorrou em jatos espessos contra o colo do útero dela, enchendo-a, enquanto um gemido rouco lhe saía da garganta. Os corpos colapsaram suados e ofegantes, e o esperma dele já escorria da cona dela, lento e morno, sobre os lençóis manchados de luar.
Os corpos jaziam entrelaçados na penumbra, a luz da lua a desenhar linhas prateadas sobre a pele suada. A respiração de ambos ainda vinha em arquejos lentos, o peito dele a subir e descer sob o peso leve da cabeça dela. O ar cheirava a sexo e a suor, denso e morno, e o silêncio que se instalara era diferente do que havia antes — não era tensão, era rendição.
Ele levantou a mão trémula e tocou-lhe o rosto com as pontas dos dedos. A pele dela estava quente e húmida, e quando os dedos deslizaram pela face encontraram o rasto molhado das lágrimas — lágrimas de alívio, não de dor.
Ele acariciou-lhe a maçã do rosto em movimentos circulares, lentos, como se apagasse com o polegar a última sombra de resistência que ali habitara. Ela fechou os olhos sob o toque e uma paz desconhecida instalou-se-lhe no peito, substituindo a febre que os consumira.
Ela aninhou a cabeça no peito dele, o ouvido colado ao coração que ainda batia descompassado. Entre as pernas, sentia o esperma a escorrer — morno, espesso, a descer pela coxa num fio lento que lhe lembrava o jorrar do tesão que os arrastara até ali. Não havia vergonha naquela humidade. Havia verdade.
«Já não sou rebelde para te desejar», sussurrou ela, a voz ainda ofegante, os lábios a roçar-lhe a pele do peito.
Ele não respondeu com palavras. Apenas a apertou mais contra si, os dedos a perderem-se no cabelo dela, e soube que a vontade entre eles nunca precisara de fazer sentido. Ela fechou os olhos e sussurrou que a loucura agora era a única razão que precisava.