domingo, 23 de agosto de 2026
TRAÇOS DA ANATOMIA
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
VONTADE DE VOAR
terça-feira, 28 de julho de 2026
CERTAS EMOÇÕES NÃO PARTEM
sábado, 18 de julho de 2026
CADA INSTANTE LONGE DE TI
No silêncio da madrugada
A tempestade vem cair — lamento
O vento invade a solidão
E gela fundo o coração — te penso.
Tento então adormecer
Mas vejo você em meu viver — ilusão
Cada instante longe de ti
Parece uma eternidade em mim — paixão.
Meu desejo busca o teu
Quer teu abraço junto ao meu
Pra afastar de vez essa tristeza
Como estrelas e o luar
Nós dois a nos entregar
Descobrindo o amor com delicadeza.
Já não consigo suportar
Esse querer a me queimar
Teu beijo ainda mora em minha boca ardendo
Já não consigo viver assim
Devolve a paz que levou de mim
E leva essa saudade que sigo sofrendo
Mesmo distante… continuo te querendo.
quarta-feira, 15 de julho de 2026
QUERO OUTRA VEZ
Ainda preciso confessar que o meu coração te chama
Que a saudade me derrama
E não me deixa descansar
Toda noite, em pensamento, você retorna.
E ao menor som na porta
Corro achando te encontrar.
Tenho tanta coisa presa aqui no peito
Da carência, do meu jeito
De sofrer sem teu calor
Me perco nas lembranças dos teus abraços
E ainda sinto em meus braços
A doçura do teu amor.
Quero outra vez provar teus lábios nos meus
Ver teu olhar dizendo os segredos teus
Sentir teu corpo estremecer junto ao meu
Enquanto o tempo para só pra nós dois.
Quero teu toque percorrendo a minha pele
Teu abraço me envolvendo devagar
E ouvir bem perto, entre suspiros e desejos
Que em teu mundo
Meu lugar é te amar.
terça-feira, 14 de julho de 2026
DO TEU AMOR
Uma tempestade de memórias
Deságua sobre a minha solidão
E junto nasce uma doce esperança
Iluminando o fundo do coração.
Teu retrato sobre o vidro
É um fragmento de ilusão
Na cama ficou teu perfume
Misturado à recordação.
E nesta noite tão intensa
Até a Lua chama por ti
Amor verdadeiro não se esconde
Desculpa — eu não sei mentir.
Meu pensamento chama teu nome
Meu corpo procura teu calor
Sou falha, humana, cheia de desejos
E sobrevivo apenas do teu amor.
— Do teu amor —
Hoje teus olhos já não me enxergam
Nem encontro abrigo no teu olhar
Agora faz frio dentro do peito
E a saudade insiste em machucar.
O céu e a terra parecem se tocar
Mas eu já não posso te alcançar
Vivo perdida entre perguntas
Sem nenhuma resposta pra encontrar.
domingo, 12 de julho de 2026
MEU CORAÇÃO
Meu coração vive se perdendo
Quando ama, não sabe se cuidar
Mesmo em paz, insiste em reviver
Velhas histórias guardadas no olhar.
Meu coração parece uma criança
Tão frágil, sozinho e sonhador
Se apega a quem não lhe pertence
E espera em silêncio por amor.
Vestir coragem na alma inteira
Deixar para trás minhas lembranças
Os medos - as falsas esperanças
— sem verdade verdadeira —
Meu coração tão inconsequente
Às vezes me faz acreditar
Se lança inteiro, ama sem medida
Sem perceber o risco de se entregar.
Quero distância dessas paixões intensas
Que me confundem e me fazem cair
Desses amores breves e vazios
Que passam como ventos frios
Mas deixam cicatrizes por onde partir.
quarta-feira, 8 de julho de 2026
MINHA INSANIDADE
Vai tomando conta de mim
Me abandono sem defesa
Como quem chegou ao fim
É minha insanidade.
É o vento levando embora a tormenta
É a chuva regando a dor que me atormenta
É minha insanidade.
É um amor sem remédio
Uma força sem freio
Um grito ecoando dentro do peito
É minha insanidade.
Como ave de asas feridas
Como alma sem saída
Meu coração se desfaz em dor.
A solidão bate à porta
E a paixão já criou rota
Faz crescer ainda mais meu sofrer.
Como um rio perdendo o curso
Como um céu ficando escuro
Meu coração desaprendeu viver.
Como vidro estilhaçado
Como um sonho abandonado
Vou seguindo sem saber por quê.
terça-feira, 7 de julho de 2026
SAUDADE FEZ MORADA EM MIM
Após tanto tempo longe do teu olhar
Hoje estou novamente diante de você
E nem encontro palavras
Pra explicar o que guardei no peito.
Há tanto sentimento querendo sair
Contar que esse amor só cresceu em silêncio
Que a saudade fez morada em mim
E que sem tua presença
Tudo perdeu o brilho e o sentido.
Agora entendo
Que tua história era um livro bonito.
conseguiram folhear por inteiro.
Entrei de alma no jogo da paixão
Arrisquei meu coração sem medo
Mas no desfecho dessa estrada
Foi você quem eu perdi.
Sem você
Não existem madrugadas aquecidas
Nem abraços demorados na penumbra
Nem lençóis bagunçados pelo amor.
Sem você
Até a Lua parece distante
Sou apenas alguém perdido pelas ruas
Desfazendo-me aos poucos
Carregando tua falta dentro do peito.
segunda-feira, 6 de julho de 2026
DESEJO VESTINDO ILUSÕES
Não se acha um amor verdadeiro pelas ruas
Nem perdido nas noites de um balcão qualquer
Às vezes é só desejo vestindo ilusões
Que mais tarde a memória prefere esquecer.
Não se encontra um grande amor em aventuras
São instantes vazios, carícias sem calor
Promessas disfarçadas, jogos de aparência
Que cobram caro demais de quem chama isso amor.
Pensei em você outro dia, quando a chuva caía lenta
E teu semblante ainda vive dentro do meu olhar
Eu te quis com tamanha entrega e inocência
Sonhei dividir contigo um caminho e um lar.
Mas quem nasceu rio pequeno
Não entende a imensidão do mar.
Você cruzou minha vida como vento violento
Desarrumou meus sonhos, feriu meu coração
Mas o tempo foi curando o que restou do sofrimento
E hoje já não carrego tua lembrança na mão.
Pensei em você outro dia, enquanto o céu chorava
E teu sorriso ainda insiste em me visitar
Te amei de forma sincera, imaginei nossa história
Mas um rio é pouco demais pra quem nasceu pra navegar.
sábado, 4 de julho de 2026
ÁGUAS ADORMECIDAS
A luz da lua
toca o mar
com dedos de prata silenciosa,
espalhando reflexos
sobre as águas adormecidas
da noite.
Nada se move
ao redor do horizonte.
Nem a brisa desperta
as folhas cansadas,
nem o céu parece respirar.
Existe apenas esse instante
parado entre nós.
O tempo
não passa como antes.
Ele se arrasta devagar,
como se cada segundo
carregasse o peso
da tua ausência.
Eu fico
na margem das lembranças,
guardando tuas palavras
como quem protege
uma chama acesa
contra o frio da madrugada.
Você vai
silenciosamente,
levando contigo
o calor dos encontros,
o brilho dos olhos
e os sonhos que inventamos
em noites antigas.
A saudade
nos separa
em distâncias que não se medem
por caminhos ou mapas,
mas por silêncios longos
que doem dentro do peito.
Os ventos
já não se ouvem
cantando entre as árvores.
Até eles parecem perdidos,
como se também procurassem
o eco da tua voz
na imensidão da noite.
E a lua continua ali,
tocando o mar
com sua luz tranquila,
enquanto eu permaneço
entre lembranças e espera,
ouvindo o coração
chamar baixinho por você.
quarta-feira, 24 de junho de 2026
CAMINHO DE VOLTA AO CAIS
e o peito parece uma casa com luz apagada.
Mas até na solidão mais funda e demorada,
há um sopro escondido de recomeço fecundo.
O coração solitário não está esquecido,
apenas aprende a ouvir o próprio compasso.
Descobre que o tempo, com seu lento abraço,
também costura em segredo o que foi partido.
Se hoje a ausência te faz companhia demais,
e o eco das horas te soa tão frio e vazio,
lembra: até o rio mais quieto no estio
guarda em si o caminho de volta ao cais.
Não te feches no inverno que agora te visita,
há primaveras inteiras esperando tua chegada.
E cada lágrima que hoje cai, calada,
regará a flor que amanhã te habita.
Fica em ti essa verdade serena e discreta:
ninguém é só falta — na alma magoada.
E mesmo quando a solidão te atravessa,
há um novo amor te procurando na estrada.
segunda-feira, 25 de maio de 2026
ESSÊNCIA VIVA
sábado, 16 de maio de 2026
O CANTO DA ESSÊNCIA
quinta-feira, 14 de maio de 2026
SONHOS E HARMONIA
No silêncio da alvorada,
Desperta a voz da poesia,
Feita de luz delicada,
Versa sonhos e harmonia,
Em cada estrofe encantada,
Liberta a alma vazia.
Versos surgem de repente,
Como quem sonha e não diz,
Cantam o amor docemente,
Num tom calmo e tão feliz,
E o coração, de repente,
Baila ao som do que se quis.
A palavra se derrama
Como chuva em madrugada,
E no papel faz sua cama
A emoção apaixonada,
Rima doce que inflama
A inspiração encantada.
No compasso do desejo,
A poesia se desenha,
Vai bordando um novo ensejo,
Com ternura que não temha,
Beija o verso num lampejo
E no silêncio se empenha.
E assim, na noite tão calma,
A poesia ganha cor,
Vai costurando na alma
Um tecido feito de amor,
Transforma o escuro em palma
E faz do sonho esplendor.
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