TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

A MINHA LÍNGUA DESCE DEVAGAR


A minha língua desce devagar.
Primeiro o teu peito. 
Depois a tua barriga. 
Depois mais baixo.
Tu seguras os meus cabelos como quem segura uma rédea.
Eu obedeço. 
A minha boca encontra o teu centro e eu bebo-te 
como quem bebe água depois de dias no deserto.

O teu gosto é salgado e doce ao mesmo tempo.
É o gosto de ti. 
O gosto que eu guardo na memória para os dias em que não estás.
Eu enrolo a minha língua à volta do teu clitóris 
como quem escreve o teu nome em círculos.
Tu apertas os meus cabelos.
Tu dizes o meu nome.

Eu não paro. 
Quero sentir-te tremer na minha boca.
Quero que o teu gozo escorra pelo meu queixo.
Quero que o teu corpo se desfaça em mim.




  Cléia Fialho

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