A minha língua desce devagar.
Primeiro o teu peito.
Depois a tua barriga.
Depois mais baixo.
Tu seguras os meus cabelos como quem segura uma rédea.
Eu obedeço.
A minha boca encontra o teu centro e eu bebo-te
como quem bebe água depois de dias no deserto.
O teu gosto é salgado e doce ao mesmo tempo.
É o gosto de ti.
O gosto que eu guardo na memória para os dias em que não estás.
Eu enrolo a minha língua à volta do teu clitóris
como quem escreve o teu nome em círculos.
Tu apertas os meus cabelos.
Tu dizes o meu nome.
Eu não paro.
Quero sentir-te tremer na minha boca.
Quero que o teu gozo escorra pelo meu queixo.
Quero que o teu corpo se desfaça em mim.

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