TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia

domingo, 31 de outubro de 2021

NOSSA CHAMA É INCONTIDA



Em teus olhos, me vejo e encanto
Tal barca à deriva, ao mar me entrego
Tua beleza é meu ébrio apego
A paz é manto em meu acalanto.

Teu toque, chama que queima e tanto
Teu corpo, seda que me achego e apego
Em teus lábios minh'alma em paz navego
Em teu abraço, o mundo se faz recanto.

Teu perfume embriaga e me enlaça
Onde o amor em prazer se entrelaça
Teu sorriso é sol, luz de minha vida.

Teu abraço é refúgio e segurança
E juntos, nossa chama é incontida
Paixão eterna, nossa pura aliança.




  Cléia Fialho

sábado, 30 de outubro de 2021

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

SENTIMENTOS E MAGIA



A poesia, bela forma de expressão
Versos fluem como rios de emoção
Nas palavras, encontro liberdade
Um universo onde a alma se evade.

A poesia é um espelho da essência
Reflete sonhos, dores e experiência
Cada verso, uma história a contar
Um convite para o leitor adentrar.

Ela transborda sentimentos e magia
Desperta suspiros e doce nostalgia
Arte que transcende, tempo e espaço.

Um abraço às almas em seu regaço
Que a poesia sempre encontre abrigo
Inspire a sonhar e realizar em prodigo.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

DESPERTA-ME



Desperta-me de noite,
quando o silêncio veste a casa
e o mundo inteiro dorme.

Desperta-me com o sopro lento
do teu desejo,
sem pressa,
como quem acende um fogo
nas cinzas do cansaço.

Faz-me notar a tua pele
na vaga dos teus dedos,
que percorrem mapas invisíveis
e reinventam o meu corpo
em cada arrepio.

Desperta-me na sombra,
onde o tempo perde o rumo
e só existe o pulso
do teu toque
e a maré do teu abraço.




  Cléia Fialho

terça-feira, 26 de outubro de 2021

TENHO ORGULHO DE SER GAÚCHA




Nas planuras do Rio Grande, berço do gaúcho forte
O coração se enche de orgulho, em cada raça e corte
Com o sol que aquece a terra, e o vento que a desafia
No peito deste pampa, a alma gaucha se irradia.
 
Do chimarrão aos galpões, a cultura se enraíza
E no bailar das esporas, a tradição se eterniza
Cada verso de poesia, que se espalha pelos ventos
Revela a alma guerreira, dos pampas, rebentos.
 
Nas festas e rodeios, a valentia se ressalta
Os laços e as boleadeiras, a destreza que exalta
E nas danças típicas, de lenço e bota campeira
A tradição se perpetua, no coração da galopeira.
 
A indumentária dos gauchos, tão rica em detalhes mil
Do chapéu ao poncho aberto, da bombacha até o barril
E no peito o distintivo, símbolo do amor à terra
Mostrando com orgulho, a identidade que encerra.
 
No compasso da milonga, os casais se embalam juntos
Canto dos querencianos, a saudade faz seus pontos
É a poesia regional, que ecoa pelos rincões
Cantando versos de saudade, de amores e tradições.
 
Tenho orgulho de ser gaucha, de nascer neste rincão
Onde a história se entrelaça, com coragem e tradição
Ergo a taça do chimarrão, brindo a minha terra amada
Sou gaucha, sou brasileira, minha alma afamada.
 
Que ecoe a poesia gaucha, pelos quatro cantos do pago
Cantando a história e a cultura, com amor e com afago
E no peito, o sentimento, de maragato ou de chimango
No coração do Sul, orgulhosa, sou gaucha-fandango!




  Cléia Fialho

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

O AMOR SE RETRATA



o amor se retrata,
No ritmo ávido
árdega flama cadente
Entre cicio e sonidos
o desejo se desata,
Cabal tenência
somos verso envolvente.

Entre o silêncio que arde
e o olhar que se perde,
teu nome me invade
como vento que cede

Há um tempo suspenso
na curva do instante,
onde o mundo é imenso
e o toque é pulsante

Teu gesto me chama
sem pressa, sem medo,
e a noite se inflama
num segredo secreto

Somos chama que cresce
sem freio ou razão,
e o corpo obedece
à própria paixão

No compasso do agora
não há resistência:
o amor se demora
em pura presença.





  Cléia Fialho

sábado, 23 de outubro de 2021

A JOVEM E O COROA




Brunete piriguete, como era conhecida Bruninha (não a surfistinha) por suas amigas, era uma jovem de 18 aninhos já bem rodadinhos! 
Perdeu a virgindade cedo e desde então colecionava experiências devassas, porém só com jovens com a média da sua idade. 
Bruninha estava a fim agora era de explorar outros territórios, aprender mais além do que via e lia na internet (bendita internet!). 

Queria colocar em prática tudo o que sabia "teoricamente", com os garotos não dava muito certo, ela chamava-os de "miojinho" pois logo gozavam. 
Safadinha, cheia de más intenções, ela estava à tempos de olho num coroa de 38 anos, que malhava na mesma academia que ela, bonitão, de cavanhaque, porém casado. 
Mas ela era daquele tipo, sabe? 
Mulherzinha desgranida, quando quer, não vê barreiras que não possam ser derrubadas (neste caso "puladas"). 

E foi que um dia ela já cansada de se insinuar e provocar, resolveu ir com tudo pra cima dele, sem muitos rodeios. 
Começou pedindo para ele ajudá-la nos pesos para malhar o bumbum... e claro que ele não recusou. 
Conversa vai, conversa vem, ela muito ordinária, fingiu uma contusão no pé, (justo no pé, que bola fora!), mas colou, ele deu carona para a "coitadinha" até a casa dela. 

Como ela estava sozinha e com dor no pezinho, pediu dengosamente para ele ajudá-la... e novamente o "bom samaritano" não recusou! 
Ao entrarem eles foram direto ao banheiro, onde ela ligou o chuveiro e começou a se despir. 
Ele todo sem jeito e surpreso com tal atitude, fez menção de se retirar dali, quando ela o agarrou e pediu aquela "ajudinha" novamente, o que fez com que ele desse um sorriso, e ela uma gargalhada, que ressoou no banheiro, quebrando assim o "gelo" que pairava no ar. 

Ela muito atrevida e com cara de capeta, muito putinha começou a tirar as roupas dele, que não sabia se deixava ou não! 
Foi então que Bruninha deu-se contada, que não era apenas o fato dele ser casado, mas o coroa era tímido mesmo! 
Ela pensou: "Putiz, me ferrei, logo com um homem assim, que merda, o que vai ser? Não muito pior do que com os pias miojos!" 
Mas não iria fugir da raia agora! 
Obviamente que, com o calor do momento aquela timidez foi se dissipando, e o coroa bonitão foi mostrando que era bom de negócio. 

Deslumbrou-se com o corpinho cheio de curvinhas da jovem, pegou-a em seu colo e levou-a para baixo do chuveiro, começou a ensaboa-la desde os pés até o pescocinho... 
Desceu abriu-lhe as pernas e começou a chupar-lhe a bucetinha carnuda, apalpando-lhe os seios fartos, ela estava louca de tesão, gemia, e se contorcia... 
Ele pegou o sabonete e começou a lavar seu membro teso, provocando-a disse malicioso: "Vem tomar mama do papai aqui!" 

Ela riu, achando o máximo dos prazeres aquele convite irrecusável e caiu de boca, mostrando que sabia manejar bem a mamadeira! 
Enquanto ela chupava-lhe o membro, com gula esfomeada e desenfreada, o coroa introduzia dois dedos em sua bucetinha latejante, alternando com um dedo no seu cuzinho que parecia um botão se abrindo para aquelas perícias desvairadas. 

Ele segurou-lhe os cabelos, beijando-lhe a boca, agarrando-lhe pela cintura, conduziu-a até o chão, onde colocou umas toalhas, deitou-a ali, estendendo seu corpo sobre o belo e estonteante corpo da jovem, abri-lhe as pernas e começou a esfregar seu falo duro entre as suaves pétalas sedosas e cheirosas daquela flor que já espasmava tomada pela luxúria de estar nos braços de um homem mais velho. 

Tanto foi a lentidão dos movimentos ensaiados, que ela gozou sem mesmo ele a ter penetrado, e explodiu de sua garganta um grito de súplica em forma de piedade clamando: "Me come, quero te sentir todo dentro de mim!" 
E assim o coroa fez, conforme a ânsia da jovem que ofegava em seu ouvido, e cravava-lhe as unhas em suas costas. 

Ele arremeteu com força em sua bucetinha apetadinha, que comprimia sua vara grossa. 
Em uma manobra estonteante, ele colocou-a por cima dele a cavalgar, ela atirava o corpo para trás, e ele a puxava de volta ao encontro à sua boca mordendo-lhe os peitinho durinhos, enquanto agarrava firme em suas ancas, para que não caísse do seu galope! 
Depois, sem permitir que seus corpos se distanciassem daquele contato físico torrente, colocou-a de quatro e estocava-lhe abruptamente. 

No momento do gozo, ela ajoelhou-se e abriu a boquinha para receber todo o prazer dele, que respingou em rosto, cabelos e pescoço. 
Depois tomaram banho juntos, distribuindo carícias cada qual no corpo do outro. 
Ele foi embora, prometendo voltar. 

E se não voltasse, com certeza ela iria atrás dele de novo, pois Brunete piriguete, a diabinha moleca, que enlouquecia os jovens, estava agora literalmente de "quatro" pelo coroa! Pois ela perdeu a conta de quantas vezes gozou. 
E concluiu que ele fez jus à sua maturidade, provando que a prática é sempre melhor que a teoria!            




  Cléia Fialho

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

SEMPRE ENVOLVENTE


De pele macia
e olhar ardente
Os lábios quentes
chamam atenção

Contigo o amor
é sempre envolvente
Eu me entrego
com muito tesão.

Teu abraço forte
me prende inteira
No doce fogo
da nossa paixão
Entre carícias
e entrega certeira
Meu corpo dança
na tua emoção.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

É REDE A TUA LÍNGUA



É rede a tua língua,
que me lança e me prende,
em tua teia,
onde o ar se torna denso
e a pele, em súbita vigília,
aprende o que o desejo pede.

É vício as palavras
com que falas,
murmúrios que descem como mel,
traçando rotas proibidas
pelo relevo do meu corpo,
fazendo do meu peito o teu altar.

Cada sílaba tua, um laço;
cada pausa, um convite ao abismo.
E eu, presa voluntária,
deixo-me enredar nesse ritmo,
onde a voz se faz carne
e o silêncio se desfaz em chama.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

CELEBREMOS O "DIA DO POETA"



No Dia do Poeta, celebramos a magia das palavras
Elevando versos, rimas e sentimentos às alturas
Nas asas da imaginação, voamos por universos
Onde a poesia é a luz que guia nossas aventuras.
 
O poeta é um alquimista, transformando dor em beleza
Na forja das emoções, forjando versos com destreza
Com metáforas e trocadilhos, cria seu próprio mundo
Onde a melodia das palavras é o som mais profundo.
 
No coração do poeta, habita o pulsar da paixão
E a tinta de suas palavras colore a escuridão
Ele encontra a poesia na simplicidade do dia a dia
E com versos, expressa o que de outro modo fugiria.
 
No Dia do Poeta, celebremos essa arte divina
Que nos faz enxergar o mundo de forma mais genuína
Que nos conecta com a alma de maneira profunda
O poeta é mais que um ser, é um presente que abunda.
 
Assim, erguemos nossas canetas e aplaudimos de pé
Aqueles que têm a poesia como sua maior fé
No Dia do Poeta, celebremos o poder das palavras
Que nos inspiram, são tantas emoções emaranhadas.




  Cléia Fialho

domingo, 17 de outubro de 2021

PELOS TEUS CONTORNOS



Quero descifrar a geografia
Dessa carne que arde em silêncio,
Onde o tempo perde a lógica
E o mundo exterior se desliga.

Teu suor é sal da minha sede,
Mapa úmido de desejo puro,
Cada gota é uma rede
Que me prende ao teu futuro.

Percorremos sem pressa os instintos,
Navegando mares de pele,
Onde a respiração se entrelaça
Numa dança de alma e carne.

Correndo não para chegar,
Mas para sentir o agora,
Onde cada toque é um lugar
De paz e de loucura nova.

Deslizo pelos teus contornos,
Lendo a história dos teus olhos,
Enquanto o fogo dos nossos corpos
Se torna um único ato de amor.

Não há mapa, não há roteiro,
Apenas a curva do teu quadril,
Onde encontro o meu refúgio
E o meu mais doce abismo.

Deixa que o suor nos unifique,
Que a pele seja o nosso livro,
E no ritmo lento e profundo,
Nos percam, para nos encontrarmos.




  Cléia Fialho

sábado, 16 de outubro de 2021

VEÍCULO D'ALMA



Poesia que me tomas
veículo d’alma
Leva-me além
das margens do real

Asas da intuição
sem pauta ou palma
Eu exploro o universo
como um coral.

Voz que vibra em silêncios,
maré que me invade,
Desenhas sentidos
no sopro do sentir.
Sou verso errante,
ânsia e liberdade,
Pulso que aprende
a eternidade existir.

Entre luz e mistério
me faço inteira,
Teu ritmo me veste
de céu e vertigem.
Poesia — chama primeira —
sou tua morada,
e em ti, eternamente,
me reinvento origem.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

VALE MORNO ENTRE MEUS SEIOS



Saboreamos o fogo que nos consome.
O tempo se curva aos nossos desejos.
Olhos nos olhos,
expressamos o que sentimos.

E enquanto o mundo lá fora insiste
em seu compasso de relógios exaustos,
nós dois inventamos um relógio novo
feito de bocas colando-se e afastando-se,
de mãos que descem pela coluna
como quem lê um verso com os dedos.

Deitas-me devagar sobre o lençol quente,
abres-me as coxas com a paciência dos que sabem
que a pressa é inimiga do gozo profundo,
e a tua boca desce por mim em espiral lenta,
demora-se no vale morno entre os meus seios,
morde-me a curva sensível dos flancos,
prova-me o ventre com a língua molhada,
até chegar onde eu já te espero
desde o primeiro olhar desta noite.

Provas-me sem pressa nenhuma,
como quem tem a noite inteira nas mãos.
Cada movimento da tua língua é um verso,
cada suspiro rouco que sais é uma vírgula,
cada mordida delicada é ponto de exclamação
gravado a fogo nas dobras da minha carne.

Arqueio-me contra a tua boca faminta,
enterro os dedos no teu cabelo,
puxo-te para mim com uma exigência
que só o desejo mais visceral conhece,
e tu ris rouco contra o meu ventre,
sabendo perfeitamente onde me perder.

Vim contra a tua boca com um grito abafado,
mas tu não paras — nunca paras quando eu peço.
Sobes por mim beijando o caminho que percorreste,
provo-me em ti quando os teus lábios encontram os meus,
e entras em mim de uma só vez, fundo, obsceno,
até o meu corpo inteiro ceder ao teu peso.

Movemo-nos no compasso antigo dos amantes,
quadril contra quadril, ventre contra ventre,
suor a escorrer entre os nossos peitos colados,
gemidos que já não pertencem a nenhum dos dois
porque se misturaram no ar até virarem só um som,
uma única súplica selvagem de duas gargantas.

Ergues-me as ancas com as mãos firmes,
enterras-te ainda mais fundo, ainda mais teu,
e a minha voz rasga o silêncio do quarto
num grito que amanhã os vizinhos hão-de fingir não ter ouvido.

Não paras. Não parei eu. Não paramos.
Cavalgamos a noite até as tábuas do soalho tremerem,
até o lençol se torcer em farrapos molhados,
até a manhã espreitar tímida por trás da persiana
e o nosso primeiro raio de sol nos apanhar ainda enroscados,
tu ainda dentro de mim, exaustos, sorrindo em silêncio.

E foi aí — só aí — que percebi
que a redenção que procurávamos não era da alma:
era da carne, do ventre, da boca, da pele,
da coragem obscena de nos entregarmos inteiros
sem contrato, sem pudor, sem defesa nenhuma —
tu, dentro de mim; eu, entregue a ti —
e o mundo lá fora, pequeno, distante, esquecido,
enquanto nós dois inventamos um evangelho novo
feito de gemido, gozo e madrugada.




  Cléia Fialho

terça-feira, 12 de outubro de 2021

domingo, 10 de outubro de 2021

LENÇÕES DE VERSOS



Na rima e métrica, 
a luxúria se revela
Entre lençóis de versos, 
a paixão se consagra
Em cada inspiração, 
o desejo se atrela
No enlace dos estros, 
a chama se propaga.

E o verbo, febril, se derrama
na cadência dos corpos em brasa,
feito vinho vertido na noite
que lentamente a lucidez arrasa.

Cada sílaba arde em segredo,
cada pausa suspira ansiedade,
e a poesia se faz desatino
na boca feroz da vontade.

Entre metáforas e arrepios,
vou tecendo delírios sem fim,
pois quando a luxúria veste versos,
o impossível se curva a mim.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

PAIXÃO E BRAVURA



No horizonte do mar, o amor se revela
Nas ondas que beijam a areia com ternura
É uma dança eterna, uma sinfonia perfeita
O encontro sublime da paixão e da bravura.
 
As águas acolhem os segredos mais profundos
Refletindo o sentimento intenso em seu olhar
Como marés que vêm e vão, o amor flui constante
Em marejadas altas, em cada brisa a acariciar.
 
O mar e o amor se entrelaçam em harmonia
Suas forças se unem, criando um elo eterno
Assim como as ondas que quebram na praia
O amor se renova, sempre intenso e sempiterno.
 
E assim, me perco na imensidão do mar e do amor
Embarco nessa jornada sem medo de me entregar
Pois sei que no encontro das águas e do sentimento
Encontro a plenitude do puro amor, no vasto mar.




  Cléia Fialho