Desperta-me de noite,
quando o silêncio veste a casa
e o mundo inteiro dorme.
Desperta-me com o sopro lento
do teu desejo,
sem pressa,
como quem acende um fogo
nas cinzas do cansaço.
Faz-me notar a tua pele
na vaga dos teus dedos,
que percorrem mapas invisíveis
e reinventam o meu corpo
em cada arrepio.
Desperta-me na sombra,
onde o tempo perde o rumo
e só existe o pulso
do teu toque
e a maré do teu abraço.
