Na trama quente da tua pele nua,
brotam gritos mudos,
— frutos das sementes que meus lábios enterram,
nos vales abertos do teu querer,
que minha língua ara e rasga!
Esculpo teu corpo
no deslize bruto das minhas palmas!
Arfante,
tua carne suplica,
rendida,
sem juízo nem freio,
que eu a tome!
Arranco-te num sopro
e fico ali, amarrado,
nó de vício, laço de fogo.
Moldo teu osso
com o meu osso,
cebo esta fome,
de te cobrir comigo —
nem que seja pura chama,
pura posse,
delírio sem nome!
E no fim,
à sombra de um beijo que devora,
colho teus ofegos,
e fico, mãos cheias de ti,
dedos tatuados no teu suor!
Moldo-te,
vertigem insana,
que me veste o olhar inteiro!

Nenhum comentário:
Postar um comentário
❦ OBRIGADA PELA SUA PRESENÇA
❦ É SEMPRE MUITO BOM TER VOCÊ AQUI
❦ COMENTE! EU SUPER AMO!
❦ VOLTE SEMPRE!
AFAGOS POÉTICOS EM SEU 💗
💋 DA 🐾