a terra se mistura ao céu,
e o desejo nasce bruto, selvagem,
faz o peito arder, latejar, solto.
O vento atravessa os trigais,
carrega suor e promessa molhada,
corpos que se perdem, se encontram,
pelas coxilhas, em trilhas da pele nua.
O céu aberto espia as correntes,
rios que deslizam, sussurram segredos,
água que toca a alma, molha a carne,
incendeia a pele, chama o instinto.
No cheiro do chimarrão e do mato,
o gaúcho segura firme, mão calejada,
mas é na entrega, no toque sem pressa,
que a terra se abre, e o fogo desperta.
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Cléia Fialho

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Un bonito poema en el que nos reflejas el alma gaucha.
ResponderExcluirSaludos.