Há um incêndio suave
percorrendo minhas veias,
um desejo que não dorme,
que pulsa quente
entre a pele e a alma.
Penso em tuas mãos
desenhando caminhos lentos
sobre meu corpo inquieto,
em teus lábios acendendo
silêncios que só o amor entende.
Teu olhar me atravessa
como febre e tempestade,
fazendo nascer arrepios
onde antes havia calma.
E eu me perco, inteira,
na vertigem do teu querer.
Quero o rumor dos lençóis,
o encontro das respirações,
a dança intensa dos corpos
rendidos ao mesmo delírio.
Meu coração dispara sem medida,
como se no teu abraço
eu pudesse renascer outra vez —
mais viva, mais tua,
mais entregue à loucura doce
desse desejo ardente
que insiste em florescer em mim.
