TOCA DA LEOA

Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





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sábado, 23 de maio de 2026

A TRANSCENDÊNCIA


No silêncio da meditação,

A mente encontra calmaria.
A alma segue seu caminho,

Em paz e sabedoria.
Vai além do que se vê,
Num vôo de harmonia.

Transcender é se entregar,
Sem medo do que virá.
É sentir o corpo e a mente
Unidos com o que há.
É tocar o universo,
Sem saber onde se está.

A alma voa tranquila,
Em um céu sempre sem fim.
A mente cresce e respira
Num espaço bom assim.
Percebemos, nesse instante,
Que somos parte do jardim.

Transcender é ir além,
Ver além da superfície.
É sentir que há mais vida
Na mais simples cicatriz.
Tudo pulsa em conexão,
Tudo vibra, tudo diz.

Transcendência é um instante
De beleza e comunhão.
É sentir a luz divina
Brilhar no coração.
Somos um com tudo ao redor,
Feitos de pura união.




  Cléia Fialho

terça-feira, 12 de maio de 2026

ALÉM DA VIDA


Além da vida existe um lugar,
Onde a alma busca a verdade.
Um mundo de luz e de amar,
Cheio de paz e claridade.

A poesia abre esse caminho,
Nos leva ao céu, ao infinito.
Verso por verso, feito carinho,
Mostra um mundo mais bonito.

A alma sobe e se alinha,
Numa dança cheia de cor.
A poesia se faz a linha,
Que liga a gente ao amor.

Deixamos o mundo de matéria,
E entramos num brilho profundo.
Versos guiam a alma etérea,
Por entre os segredos do mundo.

Além da vida há liberdade,
Onde mora a eternidade.
A poesia é essa entrada,
Para a luz e a verdade.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 27 de abril de 2026

EM BUSCA DA RESPOSTA



Na floresta densa, silente e antiga,
Onde árvores sussurram com mistério,
Eu encontro a alma em busca da verdade,
Onde o divino se revela, sem critério.

Sob o céu estrelado, tão infinito,
Eu me perco na imensidão do universo,
As estrelas, como olhos, me convidam
A transcender o mundo, cada verso.

O vento canta segredos ancestrais,
Os rios fluem com a sabedoria da terra,
E nas montanhas, sinto o pulsar da vida,
Onde o sagrado se entrelaça com a guerra.

Em cada folha, em cada raio de luz,
Há a promessa de uma conexão mais profunda,
Com o cosmos, com o eterno, com o divino,
A transcender o eu, em busca da resposta.

Na meditação, na quietude da mente,
Eu encontro a paz, o êxtase do ser,
Transcendental, o momento se desvela,
Na harmonia do todo, no simples viver.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 15 de abril de 2026

VOO ETÉRIO E BELO



Nas asas livres do pensamento eu me elevo
Além dos montes e rios, num voo etéreo e belo
Busco a essência na luz do mistério profundo
Onde o amor se entrelaça ao canto do mundo.

A brisa murmura segredos ao vento errante
Enquanto o sol tinge o céu num tom radiante
As estrelas são versos num livro infinito
E nelas me perco, em fulgor tão bonito.

No silêncio sagrado, a lua se veste de prata
Guardiã dos mistérios que a noite relata
Os sonhos são pontes que cruzam o véu,
Onde a alma, em dança, se funde ao céu.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 13 de abril de 2026

ESSÊNCIA OCULTA



Nas asas do vento sutil e etéreo
 Minh'alma se eleva, alcançando o mistério
Além das colinas e vales da terra
 Rumo ao universo, onde o infinito se encerra.
 
No murmúrio das águas que cantam canções
 O eco de um segredo ancestral ressoa em tons
 Liberdade na dança das folhas ao vento
 Revela um conhecimento profundo e atento.
 
As estrelas no céu, centelhas de luz
 Sussurram histórias de tempos de paz e cruz
 A lua sorri, guardiã dos sonhos noturnos
 Guiando mentes cansadas para destinos internos.
 
Desvendo os véus da realidade aparente
 Busco a essência oculta, transcendente
 Na quietude do silêncio, ouço a voz do aquém
 Conectando-me ao todo, sou parte do além.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 8 de abril de 2026

EM RÍTMO CÓSMICO



Nas asas da aurora, em sonhos abertos
Minh'alma vagueia por planos incertos
Além das montanhas, onde o céu é a luz
O segredo do universo, silente, reluz.

No suspiro do vento, a voz do etéreo canta
Segredos ancestrais, como pérolas, encanta
As estrelas, guardiãs do tempo, brilham alto
Cantando histórias de cosmos, constante salto.

No balé das folhas, o murmúrio do desatino
Ecos de mistérios, em cada canto clandestino
O rio que flui, em ritmo cósmico, sem cessar
Lembra-me da jornada do ser humano a trilhar.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 12 de agosto de 2024

ALÉM DO OLHAR PODEMOS VER



No éter dos desejos, nossos corpos, o encaixo
Pintados por luas em tons de prata e fogo afora
Céus noturnos sussurram, os ventos falam baixo
Enquanto o desejo ardente queimando nos devora.

Mistério profundo que a mente tenta envolver
Como o oceano vasto, além do olhar podemos ver
Na quietude do coração, o universo se manifesta
E a poesia d'alma, na transcendência faz festa.

À medida que o véu se dissolve, o eu se expande
E nas fronteiras do ser, o infinito que é grande
No versejar dos corpos, encontramos a chave
Para desvendar os enigmas além do que se sabe.




  Cléia Fialho

O Experimental Tridoze Poético é uma criação
Da Poetisa Norma Aparecida Silveira Moraes

sexta-feira, 12 de maio de 2023

FOLHAS AO VENTO



Em cada verso  
que a ventania entoa,  
há uma verdade antiga  
despertando nas folhas.  
Na melodia suave  
do mundo em movimento,  
a natureza se revela  
como espelho do pensamento.
  
Vou descobrindo,  
para além da aparência,  
o axioma que ressoa  
no centro da consciência.  
O silêncio não é vazio:  
é presença, é fundamento,  
é a voz do infinito  
respirando no momento.
  
É ali que a alma  
desata seus próprios nós,  
quando reconhece na paisagem  
a extensão da sua voz.  
Onde o tempo repousa  
sem pressa, sem porquê,  
o ser abandona o ruído  
e começa a compreender.
  
O coração aprende,  
entre sussurros e pós,  
que a verdade não se alcança  
apenas pela razão de nós.  
Ela nasce do íntimo,  
da comunhão com o chão,  
da árvore, da luz, do vento,  
da secreta intuição.
  
Porque sentir,  
quando o espírito se abre,  
é atravessar o visível  
e tocar o que não cabe.  
É saber que cada instante,  
mesmo breve ao desaparecer,  
carrega em sua essência  
a forma mais pura de viver.




  Cléia Fialho

Linda Interação do Amigo POETA OLAVO

O vento é meu companheiro
Quando me leva até você
Ao me trazer o seu cheiro
Relembro noites de prazer.

 GRATIDÃO

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

ESPALHADAS COMO PÉTALAS NO CHÃO



Caminhei por estradas 
feitas de arco-íris quebrados na minha pele
Conversei com sombras 
que tinham voz própria e mãos quentes
A chuva caía em gotas 
de sentimentos embaralhados sobre meu colo
E o vento me levou 
para terras além da memória, com a saia levantada.

Lá, o tempo não tinha nome
nem relógios para ferir instantes,
apenas pulsares de silêncio
bordando o agora na minha nuca.

Encontrei versões minhas
espalhadas como pétalas no chão,
cada uma guardando um sonho
que eu temi viver nua.

Bebi da fonte do esquecimento
para lembrar quem sou,
e nas mãos da noite
acendi estrelas internas no meu ventre.

Voltei sem voltar,
trazendo no peito
um mapa invisível e úmido:
a certeza de que a alma
sempre sabe o caminho,
mesmo quando os pés
se perdem no mundo.




  Cléia Fialho

domingo, 6 de agosto de 2017

CÁLICE ESCARLATE



O cálice dourado,
vinho rubro escarlate,
Desliza pelos lábios
como beijo apaixonado,

O sabor do pecado,
doce e amargo,
Nos abismos da luxúria,
somos enredados.

A chama das velas
treme na penumbra,
sombras dançam lentas,
a alma se deslumbra.
O desejo é feitiço,
um veneno sagrado,
corpos se entregam
ao mistério selado.

Na noite sombria,
ecoam gemidos,
segredos profanos,
juramentos perdidos.
E no altar da paixão,
sangue e prazer entrelaçados,
dois vultos se consagram
em pecados eternizados.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

EM BUSCA DA ESSÊNCIA



No silêncio profundo da existência
A alma se eleva em busca da essência.
Além das fronteiras do mundo material
Desvenda-se o sagrado, o etéreo, o espiritual.
 
Nas asas da poesia, voamos sem limites
Explorando dimensões como sutis vagonites.
Palavras se transformam em luz e mistério
Revelando segredos do universo hespério.
 
Transcendemos os grilhões da realidade
Adentrando um reino de pura divindade.
A poesia nos conduz a planos superiores
Onde encontramos paz, luz e amores.
 
Na dança das palavras, unimos céu e chão
Conectando nossa essência à vastidão.
Poesias ao vento, portal para o além
Abraçamos o eterno a cada verso que vem.




  Cléia Fialho

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

NOITE ESCARLATE




Na noite escarlate, nossos corpos se encontram
Duas chamas ardentes, o desejo nos consome
Minha boca busca o calor dos teus lábios
 
Num beijo intenso, a luxúria se insinua
Tua voz sussurra segredos à minha pele
Cada palavra, um convite que me excita
 
Nossas mãos se entrelaçam, corpos colidem

Na escuridão, o prazer é a nossa guia.




  Cléia Fialho

terça-feira, 15 de março de 2016

TEMPLO DE ANTIGAS LUAS


Há universos inteiros no rumor da tua voz,
marés celestes que atravessam minha alma
como rios de luz atravessando o vazio,
silenciosos, eternos, sagrados.

Teu corpo é templo de luas antigas,
cada toque desperta um cometa adormecido.
Somos partículas de um mesmo mistério,
duas centelhas dançando além da matéria.

No alto das dimensões sem nome,
anjos recolhem fragmentos do nosso desejo
e transformam em estrelas vivas
os suspiros que deixamos no vento.

Já não sei onde termina o céu
ou onde começa tua essência em mim.
Tudo se mistura em vertigem e encanto,
como se amar fosse atravessar portais.

E assim permanecemos —
almas suspensas sobre o abismo do universo,
bebendo a luz secreta das galáxias,
enquanto escrevemos silêncio em nossa pele.





  Cléia Fialho

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

SILÊNCIO DA NOITE



No silêncio da noite, sombras dançam,  
sussurros de almas perdidas,  
um lamento atravessa as pedras frias,  
nos velhos castelos, ecos do passado.  

A lua pálida como um sonho,  
desenha figuras em varandas,  
onde corações partidos se refugiam,  
murmurando segredos ao vento.  

As árvores envoltas em lamentos,  
as folhas caindo como memórias,  
cada passo na trilha escura  
é um chamado ao que já não existe.  

Caminhando por corredores esquecidos,  
facas de luz cortam o ar denso,  
os rostos em retratos observam,  
sorrisos mortos que nos vigiam.  

Em cada canto, uma história,  
um amor que se desfaz na bruma,  
um destino trancado em correntes,  
a esperança vestida de negro.  

Mas mesmo na tristeza, uma beleza,  
como flores que brotam no frio,  
as sombras abraçam o mistério  
de tudo que foi, e tudo que será.




  Cléia Fialho