Em cada verso
que a ventania entoa,
há uma verdade antiga
despertando nas folhas.
Na melodia suave
do mundo em movimento,
a natureza se revela
como espelho do pensamento.
que a ventania entoa,
há uma verdade antiga
despertando nas folhas.
Na melodia suave
do mundo em movimento,
a natureza se revela
como espelho do pensamento.
Vou descobrindo,
para além da aparência,
o axioma que ressoa
no centro da consciência.
O silêncio não é vazio:
é presença, é fundamento,
é a voz do infinito
respirando no momento.
É ali que a alma
desata seus próprios nós,
quando reconhece na paisagem
a extensão da sua voz.
Onde o tempo repousa
sem pressa, sem porquê,
o ser abandona o ruído
e começa a compreender.
O coração aprende,
entre sussurros e pós,
que a verdade não se alcança
apenas pela razão de nós.
Ela nasce do íntimo,
da comunhão com o chão,
da árvore, da luz, do vento,
da secreta intuição.
Porque sentir,
quando o espírito se abre,
é atravessar o visível
e tocar o que não cabe.
É saber que cada instante,
mesmo breve ao desaparecer,
carrega em sua essência
a forma mais pura de viver.

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