E essa cintura que a tudo fascina,
É um furacão que me arrasta, me devora,
Um redemoinho de fogo que me atinge,
Domina meu corpo excitado e impaciente,
Cada curva é um convite ao pecado,
Teu balanço é tempestade e calmaria,
Me perco na voragem dos teus movimentos,
Meu desejo explode em chamas indomáveis,
Teu corpo é terreno sagrado que desbravo,
Na entrega febril do toque que incendeia,
Sinto a pele arrepiar, o suor escorrer,
O tempo se dissolve em suspiros e gemidos,
Somos dois universos em colisão,
Na dança selvagem do prazer sem limites,
Teu corpo é um fogo que não sabe se apagar,
E eu, rendida, me deixo consumir,
No êxtase do furacão que és,
Na loucura sublime do nosso desejo ardente.