Lábios que se buscam,
Volúpias se derramam
Jogo de sentidos,
Néctar viçoso,
No olhar, chama que acende
um silêncio a estremecer,
e o instante se suspende
sem vontade de ceder
Corpos em suave encontro
num compasso a se formar,
como ondas em confronto
no infinito de um olhar
E a pele, viva e desperta,
vai cedendo à emoção,
nessa dança tão incerta
de desejo e sedução
Teia fina que nos prende
sem correntes ou prisão,
só o instante que se entende
na linguagem da paixão.
Entre sombras e aromas
o desejo desperta,
feito chama que dança
na noite encoberta,
e os corpos se encontram
em paixão sempre aberta.
Teus murmúrios acendem
meus sentidos febris,
como vinho derramado
em instantes sutis,
onde os sonhos se tornam
doces vertigens gentis.
Na cadência dos toques
o tempo se desfaz,
e a pele em delírio
sempre pede por mais,
numa entrega silenciosa
de emoções tão reais.
No encontro dos corpos, tudo se desfaz,
Em cada contato, um tremor delicado,
um tempo suspenso, quase quebrado,
e a pele responde antes da razão,
seguindo o compasso da própria pulsação.
E quando se unem sentidos e arder,
já não há fronteira entre dar e receber,
somos apenas vertigem e calor
num só movimento de intenso amor…
Teus olhos me prendem
em doce vertigem,
e a febre dos beijos
desfaz a razão,
como brisa noturna
trazendo a origem
dos sonhos guardados
no meu coração.
Na maciez da noite
o desejo floresce,
em toques suaves
de intensa emoção,
e cada carícia
silente aquece
a chama secreta
da nossa paixão.