TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

NÉCTAR VIÇOSO




Lábios que se buscam, 
num enlace
Volúpias se derramam 
neste instante
Jogo de sentidos, 
espasmo fugace
Néctar viçoso, 
prazer constante.

Corpos em sintonia
na chama do desejo,
suspiros se encontram
na febre de um beijo,
e a noite silencia
para ouvir nosso enleio.

Teu toque me percorre
em ondas de calor,
despertando segredos
guardados no amor,
como estrelas ardentes
brilhando em esplendor.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

CHAMA QUE INCENDEIA




No olhar, chama 
que incendeia
Corpos introduzidos 
em sintonia
A cada toque, 
a pele arrepia
Os desejos, 
uma incauta teia.

No olhar, chama que acende
um silêncio a estremecer,
e o instante se suspende
sem vontade de ceder

Corpos em suave encontro
num compasso a se formar,
como ondas em confronto
no infinito de um olhar

E a pele, viva e desperta,
vai cedendo à emoção,
nessa dança tão incerta
de desejo e sedução

Teia fina que nos prende
sem correntes ou prisão,
só o instante que se entende
na linguagem da paixão.





  Cléia Fialho

terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

BEL-PRAZER II




Desejos e desatinos
 a comandar
No calor da noite
 a nos envolver
Luxúrias ardentes
 a nos guiar
Intenções sussurradas
 à bel-prazer.

Entre sombras e aromas
o desejo desperta,
feito chama que dança
na noite encoberta,
e os corpos se encontram
em paixão sempre aberta.

Teus murmúrios acendem
meus sentidos febris,
como vinho derramado
em instantes sutis,
onde os sonhos se tornam
doces vertigens gentis.

Na cadência dos toques
o tempo se desfaz,
e a pele em delírio
sempre pede por mais,
numa entrega silenciosa
de emoções tão reais.





  Cléia Fialho

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

PRAZER LATENTE




Desejos são como 
trens velozes
Que correm pelos 
trilhos da mente
Levam-nos a 
lugares misteriosos
Em busca do 
prazer latente.

E em cada curva oculta
do caminho percorrido,
o coração se perde
num sonho proibido,
seguindo entre suspiros
um desejo incontido.

Há estações de encanto
na fumaça da emoção,
onde a saudade embarca
sem pedir direção,
e o amor segue aceso
nos vagões da paixão.





  Cléia Fialho

domingo, 25 de fevereiro de 2024

VOU SEMEAR



Nas asas do tempo, eu vou voar
Desbravando o universo da existência
E os segredos que ele tem a revelar
Encontrando a paz na sua essência.
O passado não pode me aprisionar

O futuro é uma promessa de esperança
No presente, meus sonhos vou semear
Com cada instante, uma nova experiência
Aproveitando cada preciosa vivência.
Deixando minha marca no caminhar.




  Cléia Fialho

O Experimental Almognose é uma criação
da Poetisa ANA LUCIA S PAIVA

sábado, 24 de fevereiro de 2024

SABOREIA-ME



Quero ser a tua sobremesa
Um sabor que te enlouqueça
Saboreia-me com toda avidez
Depois, devora-me com calidez.

Quero ser teu encanto
na doçura da paixão,
o sabor que permanece
ardendo no coração,
feito fruta madura
provocando tentação.

Prova-me sem pressa
na febre desse querer,
entre beijos e carícias
que fazem estremecer,
até que a noite inteira
se renda ao nosso prazer.





  Cléia Fialho

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

UM ARREPIO DE PRAZER




No encontro dos corpos, um fogo aceso
Em cada toque, um arrepio de prazer
Sinto-te totalmente pulsante e teso
Nossos sentidos, num só intumescer.

No encontro dos corpos, tudo se desfaz,
e o mundo lá fora já não nos traz paz,
só resta esse fogo a nos conduzir
num ritmo antigo de querer e sentir.

Em cada contato, um tremor delicado,
um tempo suspenso, quase quebrado,
e a pele responde antes da razão,
seguindo o compasso da própria pulsação.

E quando se unem sentidos e arder,
já não há fronteira entre dar e receber,
somos apenas vertigem e calor
num só movimento de intenso amor…





  Cléia Fialho

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

CÚMPLICES DO PRAZER




No leito, corpos 
se enlaçam quentes
Paixão em chamas, 
desejo a arder
Suspiros e gemidos 
tão eloquentes
Cúmplices do prazer 
a nos envolver.

Teus olhos me prendem
em doce vertigem,
e a febre dos beijos
desfaz a razão,
como brisa noturna
trazendo a origem
dos sonhos guardados
no meu coração.

Na maciez da noite
o desejo floresce,
em toques suaves
de intensa emoção,
e cada carícia
silente aquece
a chama secreta
da nossa paixão.





  Cléia Fialho

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

SINTO A ENERGIA



Ao sentir o vento em meus cabelos soltos
Sinto a liberdade a me envolver
Como ondas dançantes em saltos
Flutuo no ar, sem nada temer.

O vento acaricia meus fios ao passar
Levando consigo o passar do dia
Como uma dança leve a me embalar
Sinto a energia que em mim irradia.

Meus cabelos ao vento voam livres
Emoldurando meu rosto com suavidade
A brisa traz uma sensação que vibra
Uma conexão com a natureza em plenitude.

Que meus cabelos ao vento sempre estejam
Lembrando-me da liberdade que almejo e desejo.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

FORÇAS A FLORESCER



Caminho só, entre os nós, sob o céu a brilhar
Passos ecoam na estrada voam a se estender
Solidão, minha paixão companhia a vagear
No silêncio, ego inocêncio busca entender

Sozinha, descubro em mudo, forças a florescer.




  Cléia Fialho

O Experimental Quadra Estilizada é uma criação
do Poeta Haley Romario

domingo, 18 de fevereiro de 2024

FLORES AO VENTO




No prado, um manto alado de cores a brilhar
Flores ao vento, momento primaveral a encantar
Em cada pétala, sem medo, um segredo a desvelar
Cores que contam fulgores, histórias, sem cessar

Pasto florido, colorido, beleza a desabrochar.




  Cléia Fialho

O Experimental Quadra Estilizada é uma criação
do Poeta Haley Romario

sábado, 17 de fevereiro de 2024

DEDOS QUE LÊEM O MEU CORPO



Os teus dedos deslizam sobre mim  
como quem lê em braille  
a página mais secreta da minha pele.  

Cada poro é uma letra,  
cada curva uma frase suja,  
cada gemido uma palavra  
que só a ponta dos teus dedos sabe soletrar.  

Eles sussurram prazeres  
direto no meu nervo,  
contam histórias chulas  
de bocas abertas e coxas tremendo,  
deliciosas pornografias  
escritas só com o tato.  

A mão sobe lenta pela parte interna da coxa,  
para no limite exato  
onde o calor já é quase líquido,  
e depois continua,  
decifrando o alfabeto úmido  
que eu abro só para ti.  

Transformas a derme em arrepio,  
a respiração em soluço,  
a boca em gemido rouco  
que enche o quarto  
com o perfume denso do meu prazer.  

Os dedos entram,  
lêem mais fundo,  
viram páginas dentro de mim  
que eu nem sabia existir.  
Dois, três,  
curvam-se, procuram,  
encontram o ponto  
onde a frase se quebra  
e vira só êxtase.  

Eu arqueio,  
aperto as pernas contra a tua mão,  
quero que continues a ler  
mesmo quando a letra já está molhada demais,  
mesmo quando o livro inteiro  
está a tremer nas tuas mãos.  

E quando o gozo sobe,  
sobe como um grito  
escrito em braille quente  
pela tua pele contra a minha.  

Depois ficas quieto,  
os dedos ainda dentro,  
ainda a soletrar o meu corpo  
no silêncio suado  
que cheira a prazer puro.  

E eu, de olhos fechados,  
ainda sinto a história  
que tu acabaste de escrever  
em mim.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

SER LIVRE II




Ser livre é voejar sem se limitar
Explorar fundo o mundo sem restrição
N'alma, liberdade calma é uma canção
Viver intensamente, bater asas e adejar

Ser livre de coração, dono da própria emoção!




  Cléia Fialho

O Experimental Quadra Estilizada é uma criação
do Poeta Haley Romario

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024




Sob o céu, a jornada a seguir
Cada escolha, um destino a construir
No silêncio, a alma a refletir

Caminhos incertos a perseguir
Nas estrelas, sonhos a tecer
Refletir é vigor a renascer.

Entre ventos suaves e tempestades,
Aprendo a dançar com as verdades,
Feito rio que abraça as margens
Sem temer as próprias vontades.

Há no peito um farol aceso,
Brilho manso, porém ileso,
Que guia os passos na escuridão
E afasta o medo mais confesso.

Se tropeço, recolho o chão,
Faço da queda transformação,
Pois cada dor é semente viva
De uma nova floração.

E assim sigo, inteira e desperta,
Com a esperança sempre por perto,
Tecendo o amanhã com coragem
No coração que jamais é deserto.




  Cléia Fialho