TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





sábado, 23 de novembro de 2019

DEVORO-TE


Desço a boca ao tronco ardente,
devoro-te como quem rasga o silêncio,
um verso bruto, sem pudor,
que se abre em fogo e vertigem.

Vou até o limite, faminta,
sem descanso, sem trégua,
bebo tua essência em ondas,
com um riso que corta a noite.

Selvagem, inteira, desmedida,
sou tempestade que não se contém,
sou carne que se lança ao abismo,
sou grito que nunca se cala.




  Cléia Fialho

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