Faço de ti presença intensa nos meus limites,
onde o desejo deixa de ser controle
e vira vertigem.
Te entrego aos meus excessos mais humanos,
não como culpa,
mas como travessia —
um mergulho fundo no que pulsa sem nome.
E deixo tua boca me atravessar em sensações
que desfazem o silêncio do corpo,
como se cada instante
quebrasse um pouco mais as fronteiras
do que eu sabia sentir.
Entre respirações e pausas que tremem,
me reconheço em teus gestos,
e me perco neles também,
como quem aceita o risco
de existir com intensidade demais.
Não há mártir, não há algoz —
apenas dois corpos conscientes
da própria fome de sentir,
se encontrando no ponto exato
onde o excesso
vira linguagem.
❦
Cléia Fialho
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Sensualidad en máximo esplendor.
ResponderExcluirMuy incitante.
Saludos.
Me encanta leer tus poemas en los que mezclas sensibilidad y sensualidad sin herir sensibilidades bajo mi punto de vista.
ResponderExcluirSaludos.
Belo e excitante o teu poema... Sentem-se as palavras como carícias!
ResponderExcluirQue nenhuma carícia se perca antes das mãos entardecerem, antes que os dedos, cansados se recolham ao silêncio da memória. Que nenhum gesto de ternura fique por acontecer entre dois corpos que se desejam, se encontram e se amam.
Que enlouqueçam de tesão... que o prazer se derrame entre sussurros e gemidos! Uma e outra vez… que tudo se torne eterno!
Abraços...
Sensuales y apasionados versos. Te mando un beso.
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