TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





sábado, 4 de março de 2023

VOLÚPIAS E DESEJOS




Com volúpias e desejos, o amor se faz
Palavras ardentes, um apetite voraz
Versos intrincados, numa dança sedutora.
 
Expressam a tesura, de forma extratora
Com volúpias e desejos, a transa cria asa
Vocábulos sensuais, o corpo fica em brasa.
 
Versos transloucados, em ritmo desmedido

Expressam o ardor de um querer transgredido.




  Cléia Fialho

Linda Interação da Amiga Poetisa HLuna 

O amor tudo transcende,
do que digo não duvida,
é maior que a própria vida...
Sei que você me entende. 

 GRATIDÃO

sexta-feira, 3 de março de 2023

ACARICIANDO O TEU CORPO



Acariciando o teu corpo, verso a verso
Explorando cada curva com doce avidez
Na poesia dos toques, encontro o universo.
 
Onde o prazer se revela com plena languidez
Acariciando o teu corpo com suavidade
Desvendando segredos, despertando vontades.
 
Na poesia dos gestos, encontro a melodia

Que embala nossos cernes em perfeita harmonia.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 2 de março de 2023

NÉCTAR DO TEU DESEJO



No néctar do teu desejo, mergulho sem receio
Saboreando a paixão que em teus olhos vejo
Em cada beijo, um êxtase profundo
 
Na entrega mútua, o amor se faz fecundo
No néctar do teu desejo, me perco sem medida
Saboreando o prazer que em teu olhar se esconde
 
Em cada toque, uma chama que se acende
Na fusão dos corpos, a paixão se torna vida.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 1 de março de 2023

OÁSIS DE PRAZER




Tu és a fonte de desejo que me alucina
Um oásis de prazer que me fascina
Em teus braços encontro pura satisfação
E eu mergulho em tuas águas com tesão.
 
Teu olhar é fogo que incendeia minha pele
Chama intensa que me faz perder o controle
Em teus beijos encontro a doce loucura
E entrego-me ao êxtase, sem medida e censura.
 
Teu corpo é o templo onde meu desejo se abriga
Um refúgio de prazer que me instiga
Em cada toque, sinto a magia acontecer
E minha verve se perde em ti, sem nada temer.
 
Tu és a fonte inesgotável do meu desejo
O combustível que alimenta o fogo que ensejo
Em teu colo, encontro a plenitude e a paixão
E tua boca ardente em meus átrios faz adesão.




  Cléia Fialho

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

O CORPO JÁ NÃO AGUENTA



Deixa a métrica morrer num canto esquecido,
Que o corpo assume a palavra agora,
Meu ventre é altar aberto ao teu delírio sagrado,
Meus lábios escorrendo devoção numa coreia de fogo.

Depois ergo-me,
Mãos firmes te empurro para o vazio do quarto,
Deito-te sobre a madeira da mesa,
Pernas que se abrem como asas quebradas ao crepúsculo,

E eu entro,
Não com ternura — com o peso de quem sabe o que veio buscar,
Fundo,
No epicentro onde tudo treme e se rompe,
Onde o tempo para de contar,
E a casa inteira engole os teus gritos como quem bebe veneno.

Teus dedos cravam-se na madeira,
Unhas que arrancam lascas, arrancam histórias,
Eu sinto cada músculo teu apertar em volta do meu,
Um nó de carne viva, um aperto de guerra,

E o suor desce pelas tuas costas em rios silenciosos,
Salinidade de mar, salinidade de pranto,
Tudo junto, tudo misturado,
Não há mais onde esconder o que somos.

Mordo o teu ombro para não gritar também,
Mas o som escapa — animal, desconhecido,
Uma fera que morava em mim e que tu despertaste,

E agora ela anda solta,
Rasgando lençóis, derrubando cadeiras,
Marcando o teu pescoço com sinais de posse,
Bandeiras de conquista em pele queimada.

A mesa range,
Um gemido de madeira velha acompanhando o nosso,
E eu não paro,
Não posso parar,
O movimento é tribal, é antigo, é antes das palavras,

Quadril batendo quadril,
Osso batendo osso,
A carne a fazer aquele som úmido e brutal,
Que só o sexo conhece,
Que só a fome reconhece.

Tuas pernas envolvem-me como serpentes,
Puxando-me mais para dentro,
Mais fundo,
Até onde já não há ar,

Até onde respirar é secundário,
Onde só existe o calor,
O bater do sangue nos ouvidos,
O zumbido do universo a colapsar entre as tuas coxas.

E quando penso que não há mais,
Que o corpo já não aguenta,
Tu arqueias a coluna,
Jogas a cabeça para trás,

E soltas aquele som —
Metade gemido, metade oraçao blasfema —
Que me faz perder o pouco de controle que me restava.

Eu derramo-me em ti,
Não como água,
Como dilúvio,
Como cataclismo,

E tu recebes,
Aberta, rasgada, completa,
O ventre a palpitar ainda,
A boca a murmurar o meu nome 
como única língua que ainda sabes falar.

Ficamos assim,
Espalhados sobre a mesa,
Entre pratos que caíram e copos que se partiram,
A casa em silêncio de novo,
Mas carregada de nós,
Do cheiro denso do que fizemos,

Das marcas que não se apagam,
Do pacto de carne que selámos sem palavras,
Numa manhã que já não pertence ao mundo,
Mas só ao nosso instinto,
À nossa fome,
Ao nosso rito de sangue e sal.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

O RIO DO TEU PRAZER



Senti o rio do teu prazer a me banhar
Em ondas de êxtase, a me envolver sem cessar
Nas curvas do teu corpo, mergulhei com paixão
 
E encontrei o paraíso na tua entrega, sem restrição
No compasso do teu desejo, dançamos sem parar
Em passos sincronizados, num ritmo a nos embalar
 
Teu corpo é música, que me conduz ao delírio

Libertina sinfonia, uma doce sonata de suspiros.




  Cléia Fialho

domingo, 26 de fevereiro de 2023

BEBE MINHA BOCA



Somos fúria, desejo que explode e some,
Na dança crua, visceral e urgente,
Somos verso, somos carne ardente.

Entrega total, sem freios nem medo,
Cada toque é fogo que arde e consome,
No abraço selvagem, o mundo é segredo,

Te guardo dentro, como quem aprisiona versos,
Fecho as coxas, prisão de desejo insano,
Escrevo no ventre fragmentos dispersos,
Sinto tua presença rasgando meu plano.

Chega perto, loucura que me devora,
A noite é um convite, o corpo é chama,
Bebe minha boca, enlouquece agora,
Minha fome é voraz, a lua se inflama.




  Cléia Fialho

sábado, 25 de fevereiro de 2023

A PELE É POESIA



Desconexos, mas inebriantes
Os sussurros se perdem e se encontram
Cada curva, uma promessa

Na penumbra, o êxtase se esculpe
Corpos que se entendem em silêncio
Pintando a noite com tons de ardor

Ouve-se sussurros, a linguagem do prazer

Onde a pele é poesia, e o desejo é a tinta.




  Cléia Fialho

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

ESPELHO MÁGICO




No espelho do espaço, reflete-se um universo de cores
Onde rios de tinta fluem, pintando paisagens e amores
As árvores sussurram uma ode entoado ao luar.

E o silêncio, umeterno versejar, se põe a declamar
Entre pinceladas de aurora e arco-íris felizes
Um espelho mágico reflete o rosto de mil matizes.

Estrelas, bailarinas cósmicas, dançam em desatino

E o ilógico se embaralha ao real num abraço divino.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

NUVENS DE SAUDADES



Nuvens de saudades no céu se formam
Em tons de melancolia e ternura
Viajam pelos ventos, se transformam
Levando lembranças de amor e doçura.
 
Pairam no horizonte, suaves e etéreas
Como véus que envolvem o coração
Guardam memórias de histórias inteiras
E trazem a nostalgia da emoção.
 
São nuvens que choram gotas de saudade
Refletindo momentos que já se foram
Mas também trazem paz e serenidade
Pois nas lembranças, o amor ainda mora.
 
No céu das memórias, as nuvens flutuam
Carregando consigo a alma que ama
E assim, a saudade se perpetua
Enquanto as nuvens dançam nessa trama.
 
Que essas nuvens de saudades no ar
Nos lembrem sempre do poder do amar.




  Cléia Fialho

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

POEMA INTENSO

 


— No Sussurro da Noite — 
Na penumbra do quarto, o desejo se acende,
Cada toque é um segredo, cada olhar, uma promessa.
Teus lábios, um convite, um mistério que prende,
E a pele, um mapa traçado por mãos que não têm pressa.

A brisa suave traz teu perfume ao ar,
Um compasso de suspiros, uma dança sem fim.
No silêncio que fala, deixo-me levar,
Em teus braços, encontro o começo e o fim.

 — Ardor das Estrelas — 
Teu olhar, chama que queima com brilho e calor,
Desperta em mim um fogo, uma paixão sem igual.
És o doce veneno, o suave torpor,
Que transforma o banal em algo celestial.

Nas horas que passam, nosso tempo é eterno,
Cada segundo contigo é um sonho incandescente.
Entre sussurros e risos, um amor tão terno,
Que se revela em cada gesto, tão envolvente.

 — Encontro das Almas — 
O mundo lá fora perde cor e sentido,
Quando nos perdemos em nosso próprio universo.
És a poesia que nunca foi escrita, mas sempre ouvida,
Em cada toque, cada beijo, cada verso.

E assim, entrelaçados, dançamos a melodia,
Com a alma desnuda, entregues ao momento.
Na intensidade da noite, surge a sinfonia,
Do amor que vive, sem limites, sem tempo.




  Cléia Fialho

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

FAÇA-ME TEU JOGO



Sob a lua cintilante, teu olhar
Um convite ardente para me devorar
Em êxtase, dançamos nessa noite

Teus olhos, vorazes, convidam-me ao açoite
Carne e desejo, entrelaçados em fogo
Me envolva, queime, faça-me teu jogo

Na penumbra, segredos a tiriricar

Me engole com teu olhar, a me consumir.




  Cléia Fialho

SIMÉTRICO REBATIDO
É um Experimental de criação do
Do amigo poeta Angelo Antonio Maglio

Faça-me teu jogo
Na penumbra, segredos
Sob a lua cintilante, um sonhar
Corpos em êxtase dançam à noite
Carnes e desejos entrelaçados em fogo
Envolva-me, queime, tira meu desafogo
Em teus olhos vorazes, terno açoite
Convite ardente a me devorar
Hoje driblei meus medos
Faça-me teu jogo

GRATIDÃO

domingo, 19 de fevereiro de 2023

NA CANDURA DA POESIA



Na candura da poesia, encontro vida
Versos que dançam, suaves, na brisa.
Cada linha traçada, uma melodia
Ecoando n'alma, doce e precisa.

As palavras florescem, como jardim em flor
Delicadas, formosas, revelando amor,
Um abraço de letras, ternura infinita
No compasso do tempo, eternidade bonita

Poesia é vida, suspiro e sorriso
É o brilho no olhar, o porto amigo.
Em cada estrofe, um sonho felino
Na cadência dos versos, encontro o divino.

As rimas se entrelaçam, como amantes em dança
Na noite serena, a estrela e a esperança.
Cada sílaba, um toque, cada som, um beijo
Na candura da poesia, o amor é ensejo.

A vida, assim, se faz bela poesia
Nos momentos simples, na doce companhia.
Em cada verso, um pedaço de mim
Na candura da poesia, o princípio e o fim.




  Cléia Fialho

sábado, 18 de fevereiro de 2023

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

LIBIDO POÉTICA



No olho do furacão, no centro do desejo
A poesia se incendeia num vulcão de beijos
É o encontro d'almas que se procuram no escuro
 
No turbilhão de paixão, prensados contra o muro
E assim, na tormenta de um gozo explosivo
A libido poética se eleva, num voo cativo
 
É a expressão d'alma que se entrega sem pudor

Numa dança de palavras, num deleite de amor.




  Cléia Fialho

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023