A vela tremia sobre a mesinha de cabeceira, a única luz no quarto escuro. Ela estava parada junto à janela, os braços cruzados sobre o peito, os olhos fixos na chama que dançava. A chuva batia no vidro, grossa e insistente, e o som preenchia o silêncio entre eles. Ele se aproximou devagar, os passos…
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
A CHAVE ENTRE OS DEDOS
sábado, 31 de janeiro de 2015
A BOCA QUE ME MATA
As costas dela bateram na pedra fria antes que pudesse respirar. As mãos grandes agarraram-lhe os ombros, os dedos calejados cravando-se na carne magra coberta de suor. Ela recuou — instinto, medo, a última centelha de resistência — mas o corpo curvou-se para a frente, os seios roçando o peito dele…
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
O ÚLTIMO DEGRAU
Os degraus de concreto absorviam o som dos passos, mas não o silêncio carregado que se instalou quando ele a viu. Ela estava sentada três degraus acima, o vestido justo subido um palmo além do joelho, o coque ruivo frouxo deixando escapar fios que brilhavam sob a lâmpada fraca. Ele parou. A mão dir…
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
TEMPESTADE DE PRAZER
Entro no quarto ainda molhada da noite. O casaco cobre minha pele, mas teus olhos já me despem. Queres descobrir o que escondo, mas me detenho. O desejo em teu olhar me provoca. O tecido se abre, o cinto se solta. Meus seios surgem como promessa. Meus mamilos endurecem sob tua fome. E tua excitação cresce…
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
QUARTO DE ESPELHOS
As costas dela bateram contra o vidro frio antes que pudesse reagir. O impacto roubou-lhe o ar e o reflexo devolveu-lhe os olhos arregalados, os lábios entreabertos. Ele pressionou o peito largo contra as costas dela, esmagando-lhe os seios contra a superfície gelada do espelho. O choque térmico ar…
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
O VAGÃO EM MOVIMENTO
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
COBERTURA À MEIA LUZ
Ela recuou um passo, mas as costas já tocavam o vidro. Frio. A janela sem cortina emoldurava a noite — luzes da cidade recortadas contra seus ombros, sem sombra onde se esconder. Ele avançou. As palmas abertas encontraram os ombros dela e a prenderam contra a superfície lisa. Os braços bloquearam qu…
domingo, 4 de janeiro de 2015
NOITE DE FOGO NA PRAIA
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sábado, 3 de janeiro de 2015
CADÊNCIA DE PELE E SUOR
Nossas pernas se enrolam em um só compasso de fogo, cabeça jogada para trás, boca escancarada, mordendo o ar quente. Nossos corpos em êxtase a se unir, a travar, a fundir em carne viva, numa cadência de pele e suor. Em cada beijo arranco tua respiração, engulo o gemido cru, lambo a língua com fome insac…
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
NOITE DE ALUCINAÇÃO
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
FETICHE PROIBIDO
Meu fascínio sempre foi por homens maduros, casados, aqueles que carregam no olhar segredos e culpas. Há algo neles que me atiça, talvez porque cada transa tenha sido gratificante, intensa, marcada por uma fome que não se encontra em corpos jovens. Naquela noite, escolhi meu alvo. Ele estava sozin…
sábado, 27 de dezembro de 2014
PECADO NO MOTEL
Ele entrou no quarto carregando o peso da culpa. Casado, maduro, olhar faminto. Eu já sabia: era meu fetiche, minha perdição. O cheiro barato do quarto misturava-se ao perfume masculino, e a tensão era palpável. Fechei a porta e o empurrei contra a cama. Minha boca encontrou a dele, urgente, faminta…