Entro no quarto ainda molhada da noite.
O casaco cobre minha pele, mas teus olhos já me despem.
Queres descobrir o que escondo, mas me detenho.
O desejo em teu olhar me provoca.
Meus seios surgem como promessa.
Meus mamilos endurecem sob tua fome.
E tua excitação cresce, evidente, latejante.
Deixo cair a capa ao chão.
Nua, caminho até ti.
Meus quadris desenham o ritmo.
Viro-me, ofereço minha carne diante do teu rosto.
Tua língua explora, tua boca devora.
Espalhas minhas nádegas, lambes meu segredo.
Abres meus lábios, mergulhas em minha gruta.
E eu me abro mais, pronta para tua invasão.
Sento em teu rosto, minha boceta escorre.
Minhas mãos libertam tua ereção.
Minha boca te envolve, encaixe perfeito.
Estamos em sessenta e nove,
tua língua em mim, minha boca em ti.
O ritmo acelera, gemidos se cruzam.
Explosões de gozo nos atravessam.
Agora me tomas no sofá.
Teu pau invade minha fenda,
minha bunda repousa em teus quadris.
Ondulo, cavalgo, mudo posições.
Sou cachorrinha, sou selvagem, sou tua.
Meus seios balançam livres,
tuas estocadas me fazem vibrar.
Viramos, nos dobramos, nos erguemos.
Cara a cara, tua rola saboreia minha boceta.
O ritmo cresce, a pressão explode.
Gozamos juntos, em delírio, em transe.
Teu corpo se rende, tua dureza se desfaz.
Minha lascívia se aquieta.
Mas o fogo permanece aceso,
pronto para nos consumir outra vez.
❦
Cléia Fialho

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