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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

O ÚLTIMO DEGRAU




Os degraus de concreto absorviam o som dos passos, mas não o silêncio carregado que se instalou quando ele a viu. Ela estava sentada três degraus acima, o vestido justo subido um palmo além do joelho, o coque ruivo frouxo deixando escapar fios que brilhavam sob a lâmpada fraca. Ele parou. A mão direita tremeu contra a coxa. Ela lambeu o lábio inferior, devagar, e levantou-se. 

Desceu os três degraus sem pressa, os olhos verdes fixos nos dele, e encostou as palmas abertas no peito dele. Empurrou. As costas dele bateram no corrimão de ferro frio — o metal gelado mordeu a pele por baixo da camisa. Ela o prendeu ali, o corpo contra o dele, a coxa pressionando entre as pernas dele por cima da calça, quente e firme. Ele não respirou. Ela agarrou a camisa dele e puxou sua boca para a dela.

A boca dela veio quente e molhada, a língua empurrando os lábios dele sem pedir licença. Invadiu. Os dentes agarraram o lábio inferior dele e morderam — um estalo de dor aguda, o gosto de ferro misturado ao hálito dela. Ele gemeu contra a boca invasora e sentiu o sangue brotar, uma gota que ela lambeu antes de beijá-lo de novo, mais fundo, a língua varrendo o céu da boca dele enquanto a coxa pressionava mais forte entre suas pernas.

As mãos dele subiram. Os dedos trêmulos encontraram a pele quente das coxas dela por baixo do vestido, subindo devagar, sentindo cada centímetro de carne macia até agarrar as nádegas nuas. Apertou. A carne cedeu sob os dedos, firme e cheia, e ele puxou o quadril dela contra o seu, o volume duro da calça pressionando o ventre dela.

Ela soltou o beijo e lambeu o lábio inferior. Os olhos verdes não desviaram dos dele enquanto as mãos desciam até o cós da calça dele. Abriu o botão, baixou o zíper, e empurrou o tecido para baixo — a calça e a cueca deslizaram pelas coxas até os joelhos, o ar frio da escada batendo na pele exposta. O pau dele saltou livre, duro, a glande já brilhando. Ela envolveu os dedos ao redor da base e apertou. 

Depois subiu a mão devagar, a palma quente deslizando pela pele esticada, espalmando o líquido transparente que escorria da ponta por toda a glande. Ele estremeceu. Ela repetiu o movimento, mais lento agora, os olhos presos na expressão dele enquanto a mão trabalhava o comprimento do pau num ritmo que fazia os quadris dele se projetarem para frente.

Então ela empinou os quadris e guiou a cabeça do pau dele até a entrada molhada da sua boceta.

Ele empurrou o pau de um golpe só. A glande abriu a boceta molhada e afundou até o talo, rasgando o aperto quente que engoliu cada centímetro. Ela engasgou um gemido rouco, a cabeça tombando para trás, o coque frouxo desabando sobre os ombros.

As mãos dele cravaram nos quadris dela com força — os dedos afundando na carne, deixando marcas roxas que pulsariam depois. Ele meteu fundo, as estocadas rápidas fazendo o corpo dela bater contra o degrau de concreto. O som seco do impacto ecoou na escada vazia.

Desconhecida agarrou o corrimão frio de ferro com as duas mãos. Os nós dos dedos ficaram brancos. O metal gelado queimava as palmas enquanto ela se segurava, os quadris empinados para trás, recebendo cada estocada com um gemido alto que subia pela caixa da escada.

Os testículos dele batiam contra a bunda dela num ritmo acelerado — plaft, plaft, plaft — o barulho molhado se misturando aos gemidos. Os sucos da boceta dela escorriam pelo pau dele e gotejavam nos degraus de concreto, formando uma poça pequena sob os pés deles.

Ela soltou um gemido agudo e involuntário quando a glande atingiu o fundo do útero. As pernas tremeram. A boceta espremeu o pau dele em espasmos — contraindo, pulsando, molhando a base com mais líquido enquanto ela gozava alto, o som reverberando nos andares vazios.

Ele enterrou até o talo e gozou. Jatos de porra quente encheram a boceta dela por dentro, cada pulsação arrancando um gemido mais baixo da garganta dele. A porra escorreu da boceta dela e gotejou no degrau de concreto.

Ele recuou devagar. O pau escorregadio saiu da boceta dela com um som molhado e obsceno — um plop úmido que ecoou no silêncio da escada. A glande pingava porra no degrau de concreto, grossas gotas brancas que se juntavam à poça já formada sob os pés deles. As pernas dele tremiam. A respiração voltava aos poucos, ofegante e rouca.

Desconhecida soltou o corrimão frio de ferro. As palmas das mãos estavam vermelhas, marcadas pelo metal gelado. Ela se endireitou nos degraus, puxou o vestido justo para baixo — o tecido manchado de suor e porra grudava nas coxas. Os olhos verdes cravaram nos dele. Não disse nada. Lambeu o lábio inferior, devagar.

Um som distante subiu do andar inferior. Passos. Solas de sapato batendo no concreto, ritmados, aproximando-se.

Os dois imobilizaram. A mão direita dele tremia, ainda apoiada no corrimão. Ela prendeu a respiração. Os passos continuaram por mais três segundos — e então uma porta rangeu e bateu no térreo. Silêncio.

Desconhecida sorriu. Ajeitou o coque frouxo com um gesto lento, virou-se e subiu a escada deserta sem olhar para trás.






Cléia Fialho

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