TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





sábado, 26 de abril de 2014

O CÚ QUE CHORA



Ela se ajoelhou na cama sem que ele dissesse nada. Os joelhos afundaram no colchão, as coxas se abriram devagar, e ela empinou o rabo — a curva das nádegas exposta sob a luz fraca do abajur, o cu apertado e escuro entre elas. Esperou. O silêncio dele atrás dela era mais pesado que qualquer ordem.

Ele apoiou uma mão no quadril dela e a manteve imóvel. Com a outra, despejou lubrificante nos dedos — ela ouviu o som viscoso, sentiu o cheiro, e mordeu o lábio inferior com força. A ponta do indicador encostou no anus. Frio. Ela prendeu a respiração.

O dedo empurrou. A resistência era real — o corpo dela não queria abrir, mas ela também não recuou. Ele girou a mão em movimentos lentos, forçando a entrada até a segunda falange, e ela agarrou o lençol com as duas mãos. Os nós dos dedos ficaram brancos. O esfíncter apertou o dedo dele como se quisesse expulsá-lo, e ela soltou um suspiro curto, mais desconforto que prazer.

— Tá doendo — ela sussurrou, mas não pediu para parar.

Ele não respondeu. Adicionou o segundo dedo. A pressão aumentou, a abertura forçada além do que parecia possível, e ela gemeu alto — um som involuntário que escapou antes que pudesse segurar. O lençol torcido nas mãos dela era a única âncora.

Ele retirou os dedos devagar. Ela sentiu o vazio latejar. Atrás dela, o som da glande sendo posicionada — quente, larga, parada exatamente na entrada do cu.

Ele empurrou. Uma estocada seca, até a base, sem aviso. A glande rompeu a resistência do esfíncter e o pau inteiro afundou no cu dela de uma vez. O gemido que saiu da garganta dela foi agudo, involuntário, quase um grito — dor pura rasgando o silêncio do quarto. 

Ela enterrou o rosto no lençol torcido, mordendo o tecido, as lágrimas quentes escorrendo pelo rosto. O corpo tremia. O cu apertava o pau dele num espasmo violento, tentando expulsar, mas ele não recuou. Ficou parado, as mãos calejadas cravadas no quadril dela, esperando o esfíncter ceder.

Ela soluçou contra o lençol. A dor latejava, mas ela não pediu para parar. Ele começou a bombear. Estocadas longas e profundas, o ritmo implacável, as bolas batendo na buceta molhada a cada impacto. O som era obsceno — o cu soltava um estalo molhado a cada investida, o lubrificante misturado ao suor escorrendo pela fenda das nádegas. 

Ela agarrou o lençol com força, os nós dos dedos brancos, e algo mudou. A dor cedeu. Um calor diferente subiu pela espinha. Ela empurrou o rabo de encontro à virilha dele, aprofundando a penetração, pedindo mais sem dizer uma palavra. Ele segurou o quadril dela com força, marcando a pele, e acelerou — estocadas curtas e violentas. 
Ela gemeu, mas agora era diferente. Ele aprofundou até as bolas e a voz baixa cortou o ar: — Vai gozar com o pau no cu?

A pergunta dele ainda vibrava no ar quando o corpo dela respondeu. O cu apertou o pau num espasmo, depois outro, e ela sentiu o orgasmo subir pelo ventre como uma onda quente. Gritou — um som rouco, animal, que saiu abafado contra o lençol. As pernas tremeram. 

A buceta latejou e o gozo escorreu pelas coxas, pingando no lençol torcido, manchando o tecido de molhado e sal. Ela apertou o pau dele com força, o esfíncter pulsando em contrações rápidas, e ouviu o gemido baixo que escapou da garganta dele.

Ele estocou uma vez. Duas. Três. Com força. As mãos calejadas cravaram no quadril dela e ele gemeu fundo, o corpo tenso, e então a porra quente espirrou dentro do cu dela. Ela sentiu cada jato — o líquido espesso enchendo o reto, o calor se espalhando lá dentro enquanto ele gemia e descarregava. 

As bolas batiam na buceta molhada, o som obsceno preenchendo o quarto. Ele ficou parado um instante, o pau ainda duro pulsando dentro dela, e depois se retirou devagar.

O esfíncter ficou aberto, o anel de carne latejando. A porra escorreu — grossa, branca, quente — do ânus pelo períneo até o lençol torcido. Ela ficou de bruços, o cu vazando porra, os dedos ainda agarrados ao lençol torcido.

O quarto estava em silêncio agora. Só a respiração dos dois, ainda pesada, e o cheiro de sexo e suor impregnado no ar. Ela continuava de bruços, o corpo mole contra o colchão, os dedos ainda enrolados no lençol torcido. A porra escorria devagar do cu — grossa e morna, descendo pelo períneo, pingando na poça que já se formava no lençol entre as pernas abertas. 

Ela não se mexeu. Sentia o esfíncter latejar, dolorido, ainda aberto, e a sensação do líquido escorrendo de dentro dela era o que a mantinha ancorada ali.

Ele se moveu ao lado dela. Sem pressa. O colchão afundou com o peso do corpo dele e então a mão calejada pousou na nuca dela — pesada, quente, imóvel. Segurou-a contra o travesseiro, os dedos firmes na pele suada. Não era força. Era posse. 

Ela sorriu contra o tecido amassado, o rosto meio escondido, o lábio inferior ainda marcado de sangue seco. O cu ardia, mas o vazio que doía antes — aquele vazio que ela carregava e não sabia nomear — estava preenchido. A porra dele dentro dela era a prova. O lençol torcido embaixo do corpo guardava a umidade dos dois. Ela fechou os olhos com a mão dele na nuca e a porra ainda vazando do cu.




  Cléia Fialho

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