TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





quinta-feira, 29 de maio de 2014

A PULSAÇÃO DAQUELE ORGASMO

A PULSAÇÃO DAQUELE ORGASMO
Ele entrou no apartamento e ela já estava de joelhos. Não fora combinado. Não era necessário. Era o lugar dela. O lugar que ela escolhia sempre que a fome apertava e a noite permitia. A saia preta subira até à anca. Os seios escapavam do sutiã. O cab…

segunda-feira, 26 de maio de 2014

O DOMÍNIO DO CORPO

O DOMÍNIO DO CORPO
Ela estava deitada de bruços quando ele entrou no quarto. Não se mexeu. Queria que ele a visse assim — espalmada, entregue, as pernas ligeiramente separadas, a pele ainda quente do banho que tomara enquanto o esperava. A toalha caíra para o lado, de…

sexta-feira, 23 de maio de 2014

DUAS MULHERES E UM HOMEM

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terça-feira, 20 de maio de 2014

ELA DOMINA E ELE OBEDECE

ELA DOMINA E ELE OBEDECE
A SENHORA Ele entrou de joelhos. Não fora obrigado, não fora pedido. Foi instinto. Ao vê-la sentada na poltrona, a perna cruzada sobre a outra, a saia preta subida até ao meio da coxa, o batom vermelho como uma ferida aberta, ele soube que o lugar de…

sábado, 17 de maio de 2014

COMO UM PREDADOR QUE REDEIA A PRESA

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quarta-feira, 14 de maio de 2014

A COREOGRAFIA DA BOCA

A COREOGRAFIA DA BOCA
A  boca dela encontrou-lhe o pescoço e ele deixou de respirar. A língua arrastou-se da clavícula até à orelha, lenta, deixando um rasto de saliva que arrefeceu na pele antes que ela soprasse por cima. Ele estremeceu. As mãos fecharam-se em punhos co…

domingo, 11 de maio de 2014

A MULHER QUE TREME

A MULHER QUE TREME
As mãos dela tremiam. Anne sentia os dedos contra o próprio ventre, incapaz de aquietá-los, enquanto Edu se aproximava na penumbra do quarto. A respiração falhou quando os dedos dele roçaram seus ombros por cima do tecido fino da blusa — um toque le…

quinta-feira, 8 de maio de 2014

AMARRAR-ME A TI

AMARRAR-ME A TI
Os lençóis revolvidos enrolavam-se-lhe entre os dedos, o tecido húmido do suor que lhe escorria pelas costas magras. Torcia o algodão com força, a respiração falhada, o peito a arder. A fúria do corpo represada latejava-lhe nas coxas, na garganta se…

segunda-feira, 5 de maio de 2014

O DEDO QUE A FAZ CONTORCER

O DEDO QUE A FAZ CONTORCER
A  multidão apertava-a contra ele, corpos anónimos a comprimirem-se na penumbra abafada. Sentia-lhe o peito duro contra as costas, a respiração quente no pescoço. A mão dele subiu-lhe pela cintura, lenta, os dedos a agarrarem-lhe o seio por cima do …

sexta-feira, 2 de maio de 2014

A ESSÊNCIA DO OUTRO

A ESSÊNCIA DO OUTRO
Os lábios dele roçaram a orelha dela, secos e quentes, e o sussurro veio como um sopro quebrado. «Não faz sentido esta vontade.» Ela estremeceu, o corpo inteiro a responder antes da razão, e mordeu o lábio inferior com força.  Ele mordeu-lhe de leve …