Sabe-se, no toque que antecede o gesto,
seiva quente escorrendo em promessa,
sabor subliminar na curva do tempo,
onde o desejo aprende a ser pressa lenta.
Sensualidade salta no ar suspenso,
só suspirar já desnuda a intenção,
entre lábios que calam e dizem tudo,
há um tremor manso, quase oração.
Seiva, sublime substância do encontro,
serenamente invade a pele desperta,
desenha caminhos no corpo atento,
como quem escreve sem jamais usar letras.
Sacia, enfim, supostos segredos sedentos,
esses que ardem no escuro do sentir,
e no silêncio que pulsa entre dois corpos
o prazer aprende a existir sem se exibir.

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