TOCA DA LEOA
Sensualidade & Erotismo à Flor Da Poesia





quarta-feira, 19 de agosto de 2026

DESENHANDO CAMINHOS LENTOS



Há um incêndio suave
percorrendo minhas veias,
um desejo que não dorme,
que pulsa quente
entre a pele e a alma.

Penso em tuas mãos
desenhando caminhos lentos
sobre meu corpo inquieto,
em teus lábios acendendo
silêncios que só o amor entende.

Teu olhar me atravessa
como febre e tempestade,
fazendo nascer arrepios
onde antes havia calma.
E eu me perco, inteira,
na vertigem do teu querer.

Quero o rumor dos lençóis,
o encontro das respirações,
a dança intensa dos corpos
rendidos ao mesmo delírio.

Meu coração dispara sem medida,
como se no teu abraço
eu pudesse renascer outra vez —
mais viva, mais tua,
mais entregue à loucura doce
desse desejo ardente
que insiste em florescer em mim.




  Cléia Fialho


terça-feira, 18 de agosto de 2026

UNIVERSO DE EMOÇÕES


Na febre doce que percorre cada instante,
teu toque desperta tempestades escondidas,
e meu corpo, rendido ao teu encanto,
mergulha fundo em sensações proibidas.

Teu perfume paira no ar como vertigem,
envolvendo a noite em mistério e fascínio,
enquanto a lua derrama sobre a pele
clarões prateados de desejo e delírio.

Nossos suspiros rompem o silêncio lento,
feito ondas quebrando contra a imensidão,
e cada carinho desliza suavemente
como música ardente dentro da escuridão.

Perdidos nesse universo de emoções,
seguimos além da razão e da medida,
dois corações incendiados pela entrega,
celebrando a chama mais intensa da vida.





  Cléia Fialho


segunda-feira, 17 de agosto de 2026

NO CHEIRO DO MATO



No verde aberto do Rio Grande,
a terra se mistura ao céu,
e o desejo nasce bruto, selvagem,
faz o peito arder, latejar, solto.

O vento atravessa os trigais,
carrega suor e promessa molhada,
corpos que se perdem, se encontram,
pelas coxilhas, em trilhas da pele nua.

O céu aberto espia as correntes,
rios que deslizam, sussurram segredos,
água que toca a alma, molha a carne,
incendeia a pele, chama o instinto.

No cheiro do chimarrão e do mato,
o gaúcho segura firme, mão calejada,
mas é na entrega, no toque sem pressa,
que a terra se abre, e o fogo desperta.




  Cléia Fialho


domingo, 16 de agosto de 2026

POESIA QUE ATRESSA O TEMPO



Dentro de ti, sou chama e silêncio,
um eco profundo que arde no segredo.
Teus olhos, faróis na sombra que me guia,
revelam mundos que o corpo ainda não desvela.

Eu sou o sussurro que mora em tua pele,
onde os nossos corpos se tocam e se fundem.
Teu olhar, que tudo ilumina,
faz do meu peito um jardim de estrelas.

Fica em mim, como o vento que sussurra,
a poesia que atravessa o tempo.
Em teus lábios, o desejo, o fogo,
é o amor que se acende em cada toque.

Diz-me, então, qual rima escondes,
se em teus braços sou refúgio e perdição.
Na suavidade do teu beijo,
encontro o universo que a tua boca me oferece.




  Cléia Fialho


sábado, 15 de agosto de 2026

VERSO ESTREMECIDO


Teu perfume na varanda,
feito inverno a florescer,
arde manso em minha alma
com promessas de prazer.

A lua espalha segredos
sobre o campo adormecido,
e teu nome em meus dedos
vira verso estremecido.

Pele em febre delicada,
boca em mel a me chamar,
cada pausa entre nós dois
faz a noite suspirar.

O vento dança em teus cabelos
como um sonho a se perder,
e meus olhos, tão sinceros,
já não sabem te esquecer.

No silêncio das campinas,
o desejo vem florir,
feito rio entre colinas
procurando o teu sentir.

E o amor, tão vasto e lento,
como chama sobre o chão,
vai bordando em nosso peito
o calor da sedução.

Quando a aurora enfim desperta
com seu ouro sobre o céu,
teu abraço ainda me cerca
feito verso doce e fiel.





  Cléia Fialho



Linda interação do Amigo Poeta DUICE

Um verso doce e fiel
que exala paixão e desejo,
tornando-se indelével
ao acariciar profundamente
e gravar-se em você
como uma marca que o comove até o âmago.

GRATIDÃO

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

ME DEIXE MORAR NO TEU QUERER


Desejo provar na tua boca
o incêndio manso da paixão,
beber teus silêncios mais fundos
como quem descobre outra dimensão.

Quero teus arrepios em mim,
o calor do instante proibido,
teu corpo chamando o meu
num segredo doce e atrevido.

Percorreria tua pele lentamente,
feito luar sobre campina vazia,
desatando cada suspiro
na febre morna da fantasia.

E ao pé do teu ouvido diria baixo:
“me deixa morar no teu querer”,
pois nessa noite sem limites
só teus braços sabem me prender.

Quero perder-me nos teus caminhos,
arder sem medo ou despedida,
fazer do teu abraço meu abrigo
e da tua entrega, minha vida.

Te buscaria em cada toque,
em cada chama do teu olhar,
como quem encontra no desejo
um novo jeito de amar.





  Cléia Fialho



Linda interação do Amigo Poeta DUICE

Procure-me no silêncio da noite,
quando seu corpo vibrar
com o desejo mais fervoroso e clamoroso
de obedecer à minha vontade e me agradar;
descubra essa nova forma de sentir,
entregue a mim.

GRATIDÃO

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

SACRAMENTO DO DESEJO



Sinto teus lábios como lâmina em brasa,
e minha pele se curva ao teu querer.
O desejo, em silêncio, me abrasa —
sou fonte onde vens beber e renascer.

Cada toque é um rito, um sacramento,
nas vestes do sagrado e do vulgar.
A volúpia me consome em lento
cântico que me ensina a te amar.

Tu te esvai, mas deixas tua essência
na catedral do meu corpo em flor.
E eu me prostro sem nenhuma decência,

Devota do teu gozo e teu calor.
E nesse altar profano de desejos,
serei teu verbo, teu prazer, teus beijos.




  Cléia Fialho



Linda interação do Amigo Poeta DUICE

É a minha palavra, uma ordem fiel
da minha vontade sobre ti,
prostrada diante de mim ,
envolta na indecência
com que te ofereces ao meu comando.
Assim, aceitas o sacramento
que te torna minha.

GRATIDÃO

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

VONTADE DE VOAR



Há dias em que sou ave
antes mesmo de abrir os olhos.

A alma se espreguiça nua,
desfaz limites,
o peito pulsa céu
e pulsa desejo.

Vontade de voar sem nada que me prenda,
sem roupa, sem pressa, sem medo,
só com o vento me roçando a pele
e o silêncio me beijando a nuca.

De lá do alto,
com as pernas entreabertas de liberdade,
tudo é mais simples:
as dores viram pontos distantes,
as dúvidas se dissolvem
como neblina ao sol na minha pele suada.

Quero ver o mundo com asas molhadas de vida,
sentir o tempo escorrer entre as minhas penas,
entre as minhas coxas,
beijar o instante com a boca inteira de esperança,

e mergulhar na vida
como quem entende que viver
é também saber se tocar pairando,
se arrepiar no azul,
e descobrir que o infinito
sempre esteve aqui,
úmido e quente,
dentro de mim.




  Cléia Fialho


terça-feira, 11 de agosto de 2026

VISTO-ME DE TI



Te penso
como quem desliza os dedos
sobre a seda quente da saudade.

Tua ausência tem cheiro,
tem gosto,
tem umidade presa
nas entrelinhas do meu desejo.

Me deito no pensamento de ti
e lá te toco
como o vento toca a flor —
com fome,
com cuidado,
com reverência e loucura.

Minha pele
já decorou o caminho da tua,
e cada curva tua
é uma rima que meu corpo quer recitar.

Teu nome vem à minha boca
não como oração,
mas como gemido
entreaberto,
febril.

És verbo
quando me atravessa.
És mar
quando me invade.
És chama
que me incendeia por dentro.

E quando o silêncio enfim nos cobre,
nua da razão,
visto-me de ti
como quem habita
a última estrofe do prazer.




  Cléia Fialho


segunda-feira, 10 de agosto de 2026

ENTRE O ENCANTO E O DESCONTROLE


Se houvesse um jeito de parar o tempo,
como se o agora não tivesse pressa de existir,
eu te diria que só resta este instante
— minhas mãos desenhando teu corpo.

O ar se adensa em perfumes sutis,
um misto de desejo e silêncio ardente,
enquanto nossos corpos se aproximam
num encontro que dispensa explicações.

E nos movemos como se o mundo sumisse,
num compasso que lembra ondas em brasa,
teus gestos conduzindo os meus sentidos
até o limite doce do arrepio.

Provo a linguagem quente da tua pele,
o brilho leve do suor que te revela,
e tudo em nós vira mar em combustão
numa dança que não conhece retorno.

Aqui, entre o encanto e o descontrole,
me perco na curva do teu magnetismo,
como se céu e abismo se tocassem
no segredo profundo desse abraço.





  Cléia Fialho


domingo, 9 de agosto de 2026

ME ROUBA EM JUÍZOS


Desperta em mim esse fogo inquieto,
chega mais perto e me desarma inteira.
Teu olhar em chamas me rouba o juízo,
e me arrasta leve para outra maneira.

Teus olhos brincam, cheios de ousadia,
acendem em mim um desejo sem freio.
E cada beijo que ainda imagino,
vira um chamado correndo no meu peito.

Teu jeito travesso me tira do prumo,
me deixa entregue, sem rota, sem chão.
E o corpo inteiro já vai se rendendo
ao ritmo quente dessa atração.

Tua boca encontra caminhos em mim,
insinua o gosto do que não se diz.
E quando te chegas, tão perto, tão livre,
me torno vontade de ser só raiz.

Há um tremor doce correndo em silêncio,
uma promessa que o corpo entende.
E eu já não sei mais voltar para trás,
quando teu gesto em mim se acende.

Vem sem demora, sem medo, sem tempo,
que os sentidos já perderam razão.
Seja o encontro, o impulso, o instante…
e me leva inteira nessa explosão.





  Cléia Fialho


sábado, 8 de agosto de 2026

UMA NOITE COMO TANTAS OUTRAS


Uma noite de êxtase e vertigem,
quando os teus gestos me tomaram por inteira,
e meu peito batia em descompasso intenso,
afogado em ti, na tua doce maneira.

Era apenas uma noite como tantas outras,
sem sinais do destino a anunciar,
mas teus lábios trouxeram fogo à pele,
e teus toques souberam me transformar.

Me vi tomada por uma entrega serena,
nossos corpos se reconheceram em união,
entrelaçados em abraços profundos e lentos,
e tu permanecias em mim como sensação.





  Cléia Fialho


sexta-feira, 7 de agosto de 2026

CANTO SECRETO DO CORAÇÃO


Sou tua, sem margem ou reserva,
entregue no corpo, na alma e no sentir.
Cada gesto meu te procura e te alcança,
como se o destino soubesse insistir.

Meu corpo te reconhece sem precisar de fala,
linguagem que nasce no toque e no olhar.
Entre nós se estabelece um pacto silencioso,
feito de entrega que não precisa explicar.

Carrego segredos que já não me pertencem,
todos revelados na tua presença total.
Fui me desnudando em verdades profundas,
até não restar mais defesa ou sinal.

Guarda-me em ti como imagem viva,
num canto secreto do teu coração.
Que teu afeto me envolva e me sustente,
como abrigo, repouso e redenção.





  Cléia Fialho


quinta-feira, 6 de agosto de 2026

DOCE DELÍRIO IRREAL


Sim… pode dizer, sem medo,
deixa a voz correr solta em mim.
Fala do desejo que te atravessa,
do fogo discreto que te traz assim.

Sussurra lento no meu ouvido,
como brisa quente em espiral,
palavras que vibram no corpo inteiro,
um doce delírio quase irreal.

Diz que me quer em tempo antigo,
como se o destino já soubesse nós.
Que entre outras vidas já nos perdemos,
e agora voltamos na mesma voz.

E que esse sentir não fere nem quebra,
só cuida, envolve, faz proteger,
um laço sereno de duas presenças
que aprendem juntas a se pertencer.

Fala também do teu mais fundo desejo,
do riso final que queres guardar,
do que te chama e do que te assusta
no mesmo instante de se entregar.

E deixa o coração sem limites ou freios,
em liberdade pra simplesmente ser…
porque no encontro dessas emoções
tudo é permitido quando é prazer.





  Cléia Fialho


quarta-feira, 5 de agosto de 2026

DESEJO INSISTENTE


Eu me perco no som da tua voz,
na forma única que tens de me alcançar.
No teu jeito de amar, meio desfeito,
virando tudo do avesso sem avisar.

E há coisas em ti que eu nem sei dizer,
só sinto — e deixo arder sem explicar.

Ser feliz é esse desejo insistente,
esse impulso que não sabe esperar.
E num instante qualquer, quase indecente,
o mundo parece pronto pra girar.
Roupas se perdem na pressa do momento,
e um arrepio insiste em me tomar.

Depois de alguns goles a mais na noite,
tudo vira convite pra se entregar.
O juízo escapa pela borda do copo,
e eu já não sei bem onde vou parar.
Se eu me perco demais nesse caminho,
não prometo voltar no mesmo lugar.

Não quero ser só passagem na tua história,
nem lembrança que insiste em machucar.
Quero ser o instante que fica na memória,
sem peso, sem medo de se apagar.
Mas há ciúme em certas sobras de perfume,
quando a saudade resolve ficar.

Vou ficar mais um pouco nesse teu universo,
decorando cada curva do teu olhar.
E essa aventura viva, de pele e de risco,
deixa marcas que o tempo não vai apagar.
E em algum lugar entre o toque e o abismo,
a gente aprende até a levitar.

Tu tens algo que parece impossível,
um quase céu difícil de explicar.
Um corpo que desenha o inatingível,
como se fosse feito pra provocar.
E tua boca — ah, tua boca —
é o verso mais bonito que eu pude tocar.





  Cléia Fialho