e minha pele se curva ao teu querer.
O desejo, em silêncio, me abrasa —
sou fonte onde vens beber e renascer.
Cada toque é um rito, um sacramento,
nas vestes do sagrado e do vulgar.
A volúpia me consome em lento
cântico que me ensina a te amar.
Tu te esvai, mas deixas tua essência
na catedral do meu corpo em flor.
E eu me prostro sem nenhuma decência,
Devota do teu gozo e teu calor.
E nesse altar profano de desejos,
serei teu verbo, teu prazer, teus beijos.
❦
Cléia Fialho
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