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terça-feira, 17 de março de 2015
CADERNO DA PELE
segunda-feira, 16 de março de 2015
PENA E TINTA NA TUA PELE
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domingo, 15 de março de 2015
TOQUE SUADO QUE DESPERTA
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sábado, 14 de março de 2015
AÇOITES NA MADRUGADA
As cordas mordem meus pulsos contra a cabeceira de ferro. Puxo uma vez, só para sentir o couro cravar na pele já vermelha — o ardor me arranca um suspiro curto. Ele está de pé ao lado da cama, os olhos escuros percorrendo meu corpo nu como se lesse cada centímetro de pele exposta. Não diz nada. As mãos…
terça-feira, 10 de março de 2015
DANÇA SEM FIM
Nossos corpos encaixados, numa dança sem fim, tu dentro de mim, eu em volta de ti, sem palavras, apenas gemidos que soam como ordens e sussurros que mando para o teu ouvido enquanto te puxo mais fundo, enquanto as minhas unhas cravam tuas costas e o lençol se torce entre os meus dedos. O ritmo acelerado dos…
segunda-feira, 9 de março de 2015
AS MARCAS DO TEU CORPO
Tento empurrar o peito dele, mas suas mãos largas fecham meus pulsos e os prendem acima da minha cabeça. O peso do corpo dele me afunda no colchão. Ele aperta meus quadris com força, os dedos cravando até a pele arder — as primeiras marcas vermelhas já nascem ali. Minhas costas arqueiam sozinhas, a re…
sábado, 7 de março de 2015
CONVITE AO ALÉM NU E DESMEDIDO
A cada respiração ofegante e rouca que escapa dos lábios entreabertos, um convite ao além se forma em gemidos altos e insistentes, e seremos melodia de corpos batendo, pele contra pele, suor escorrendo, sintonizados em cada onda de prazer que sobe, quebra e inunda tudo. Navegantes de um mar terno que n…
domingo, 1 de março de 2015
JOGO DE ENVOLVIMENTO
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
O JARDIM DAS PROMESSAS
O cheiro de terra úmida e jasmim a envolveu assim que atravessou a última folhagem. Ele estava lá, encostado no banco de pedra, os ombros largos recortados contra o luar fraco. Não disse nada — só a olhou com aquela firmeza calma que fazia o ar faltar. Ela deu dois passos e Ele se moveu. Em silêncio…
domingo, 15 de fevereiro de 2015
O ÚLTIMO ANDAR
A porta se fechou com um estalo seco. Ela parou no centro do quarto, os olhos castanhos percorrendo a cama desfeita, a luz dourada do abajur escorrendo pelos lençóis como mel. Ele deu um passo. Ela recuou um, as costas quase tocando a parede. Ele parou, encostou na porta, as mãos grandes e imóveis …
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
SOB O CHUVEIRO QUENTE
A água escorre, meu corpo se abre em rios, tu me tomas contra a parede. Teu pau me invade, meus gemidos ecoam no vapor, meus dedos se enroscam em teus cabelos, meu gozo se mistura à água, meu prazer se torna infinito. O vapor nos envolve, nossos corpos se tornam nuvem, nossos gemidos, trovões. Cada estocada é…
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
TERRAÇO DOS SUSSURROS
Ela encostou os quadris no parapeito frio do terraço e deixou o calor da noite de verão grudar o vestido nas costas. A luz dos postes e dos abajures espalhados pelo piso de cerâmica não deixava um centímetro de sombra — cada fio de cabelo solto brilhava, cada gota de suor entre as omoplatas cintila…
sábado, 7 de fevereiro de 2015
PRAIA DESERTA
A areia quente sob meu corpo, o mar como testemunha, teu suor se mistura ao sal, meu gosto se mistura ao vento. Teu pau me invade como maré, vai e vem profundo, me arranca suspiros, me arranca gritos. O horizonte desaparece, só existe o ritmo selvagem, a dança molhada dos nossos corpos. Cléia Fialho
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
ENCONTRO PROIBIDO
Porta fechada, segredo guardado, teu olhar me prende, minha boca te chama. Me tomas sem piedade, me consomes sem demora, meu corpo se abre inteiro, minha alma se entrega sem medo. Cada estocada é pecado, cada gemido é penitência, cada gozo é absolvição. E quando explodimos juntos, não há mundo além de nós, ape…