🐾 "TOCA DA LEOA" 🐾 SENSUALIDADE & EROTISMO À FLOR DA POEISA 🌶️ 🔞 🌶️

🐾 SE EU FOSSE FALAR EM POESIA E NAS MINHAS VONTADES 🐾 AFRODITE NEM EXISTIRIA E KAMA SUTRA SERIA BOBAGEM 🐾


domingo, 15 de fevereiro de 2015

O ÚLTIMO ANDAR




A porta se fechou com um estalo seco. Ela parou no centro do quarto, os olhos castanhos percorrendo a cama desfeita, a luz dourada do abajur escorrendo pelos lençóis como mel. Ele deu um passo. Ela recuou um, as costas quase tocando a parede. Ele parou, encostou na porta, as mãos grandes e imóveis ao lado do corpo. 

Os olhos escuros dele não piscavam. Ela mordeu o lábio inferior até a carne empalidecer sob o batom vermelho, mas não desviou o olhar. A luz do abajur banhava o rosto dele, deixando a mandíbula definida em meia sombra. Ele avançou devagar, as mãos ainda paradas, e a eletricidade entre eles zumbia no ar parado do quarto.

Ele avançou sem aviso. As mãos grandes agarraram a blusa dela e puxaram com força — o tecido cedeu, os botões saltaram no carpete, e o ar frio do quarto bateu nos seios nus. Ela tentou cobri-los, os braços cruzados sobre o peito, mas ele segurou os pulsos dela e os afastou, firmes, contra o colchão.

— Não.

A boca dele desceu. Abocanhou o mamilo esquerdo com força, a língua áspera girando em círculos lentos. Ela soltou um gemido involuntário, as costas arqueando contra a cama. A luz do abajur banhava os dois, dourada e quente, revelando cada centímetro de pele que ela queria esconder.

As mãos dele deslizaram pelas coxas dela, empurrando a saia para cima. Os dedos encontraram a calcinha — o tecido já úmido, grudado na pele. Ele sustentou o olhar enquanto rasgava a lateral com um puxão seco. O som do tecido cedendo encheu o quarto.

Dois dedos entraram de uma vez. Fundo. O ritmo foi implacável desde o primeiro instante, a palma da mão batendo no clitóris a cada estocada. O líquido escorreu pelos dedos dele, quente, descendo pelos nós dos dedos enquanto ela gemia de boca aberta contra o travesseiro.

Ele se afastou, os dedos ainda molhados, e desabotoou a calça.

— Agora você vai tomar tudo.

Ele a virou de bruços com um único movimento, a mão espalmada entre as omoplatas empurrando o peito dela contra os lençóis. O joelho dele abriu as coxas dela, brutais, e ela ficou de quatro, os seios balançando, o rosto meio afundado no travesseiro. A cabeça do pau encostou na entrada molhada — e ele entrou. 

Uma estocada seca até o fundo, o quadril batendo na bunda dela com um estalo que ecoou no quarto. Ela gritou abafada, os dedos agarrando o lençol. Ele não deu pausa. O ritmo veio brutal, profundo, o saco batendo na carne molhada a cada investida, o som obsceno da buceta encharcada engolindo o pau repetidamente.

Ela tentou rastejar para longe, os joelhos escorregando no colchão, mas ele agarrou os quadris dela com as duas mãos e puxou de volta, cravando os dedos na carne macia. — Fica. A voz dele saiu grave, perto da nuca dela. A mão subiu pelas costas, agarrou o cabelo escuro na raiz e puxou a cabeça para trás, forçando as costas a arquearem num ângulo impossível. Ele continuou fodendo sem pausa, o quadril martelando, o líquido dela escorrendo pelas coxas em fios quentes. A luz do abajur banhava os corpos suados, dourada, implacável, revelando cada tremor.

O polegar dele deslizou molhado pela fenda até o ânus e pressionou. Entrou devagar, a resistência cedendo, e ela gemeu alto, o corpo inteiro tremendo. As estocadas na buceta e no cu ficaram sincronizadas, o pau e o dedo invadindo juntos, e ela gritou — um som rouco, descontrolado, que ela não reconheceu como seu. — Implora. 

A ordem veio contra a orelha dela, a respiração quente. Ela mordeu o lábio até doer, mas a pressão aumentou, o ritmo acelerou, e a palavra escapou: — Por favor... por favor, mais... Ele recompensou com mais força, o quadril castigando, o dedo enfiado até o fundo.

Ela desabou de bruços, as pernas moles. Ele a virou de costas com um tapa na coxa, abriu as pernas dela com os joelhos e enterrou o pau de novo, o ritmo ainda mais duro. O suor pingava do peito dele no ventre dela. A mão livre subiu e apertou a garganta, os dedos pressionando os lados, limitando o ar enquanto ele estocava fundo. Ela gemeu com a voz falhando, os olhos revirando. A buceta apertou em espasmos, contraindo no pau dele, e o orgasmo veio em ondas — o líquido quente escorrendo na base da pica, molhando os lençóis.

Ele estocou três vezes sem controle, o corpo tenso, e puxou o pau para fora. O sêmen jorrou espesso sobre o ventre e os seios dela, branco, quente, escorrendo pela pele marcada. A luz do abajur incidia sobre os corpos imóveis, dourada e silenciosa. O sêmen escorre pelo ventre dela enquanto ofega, olhos fechados, corpo ainda tremendo.

O sêmen esfriava no ventre, uma camada que endurecia sobre a pele ainda quente. Ela não moveu um músculo para limpá-lo. A luz do abajur dourava a mancha branca espalhada sobre os seios e a barriga, e ela deixou que ficasse ali — prova, marca, resto. Ele se deitou ao lado, o peito subindo e descendo pesado, e puxou o corpo suado dela contra o dele. O braço dele a envolveu pela cintura, os dedos afundando na carne mole da lateral. 

Ela sentiu o cheiro dele — sal, sexo, o almíscar que impregnava o travesseiro. O ar que ela prendera a noite inteira escapou num sopro longo, e a mão dela subiu devagar até encontrar a dele sobre sua barriga. Os dedos se entrelaçaram frouxos. Ele passou o indicador pelo sêmen no ventre dela e espalhou o líquido morno num círculo lento sobre a pele, o toque leve, quase uma carícia — o contrário exato da violência de minutos antes. Ela fechou os olhos e murmurou "Eu não peço" — mas sua mão apertou a dele.






Cléia Fialho

Nenhum comentário:

Postar um comentário

🐾 OBRIGADA PELA SUA PRESENÇA
🐾 É SEMPRE MUITO BOM TER VOCÊ AQUI
🐾 FIQUE À VONTADE PARA COMENTAR OU FAZER UMA INTERAÇÃO NAS POESIAS
🐾 SERÁ UM IMENSO PRAZER COLOCÁ-LA JUNTO À MINHA
🐾 VOLTE SEMPRE!

AFAGOS POÉTICOS EM SEU 💗
🐾