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sábado, 14 de março de 2015

AÇOITES NA MADRUGADA




As cordas mordem meus pulsos contra a cabeceira de ferro.
Puxo uma vez, só para sentir o couro cravar na pele já vermelha 
— o ardor me arranca um suspiro curto.
Ele está de pé ao lado da cama, os olhos escuros percorrendo meu corpo nu como se lesse cada centímetro de pele exposta.
Não diz nada.

As mãos firmes seguram o açoite, imóveis, e o silêncio pesa mais que qualquer palavra.
O couro desce num assobio seco e estala nas minhas nádegas.
O impacto queima 
— um fio de fogo que se espalha pela carne e me faz estremecer inteiro.
Um gemido escapa pela garganta antes que eu consiga trancá-lo.
Ele inclina a cabeça, a voz lenta e comandante:
"Quero ouvir cada um."
A mão dele aperta a corda no meu pulso direito, o couro marcando a pele vermelha.

Ele levanta o açoite e diz que a noite inteira é sua.
O couro estala nas minhas coxas 
— uma, duas, três vezes 
— e cada impacto arranca um gemido mais agudo.
O suor escorre pelas minhas costas, ardendo nas marcas abertas.
Imploro com a voz trincada: "Continua."
Ele para de repente, a mão livre percorrendo as nádegas vermelhas, espalhando o calor.

Arqueio as costas, empino o cu.
Dois dedos enfiam na minha buceta molhada, retiram-se lentos e esfregam o líquido no meu ânus.
Ele empurra os dedos de volta e eu choro alto.
Ele empurra o pau na minha buceta de uma estocada só.
A buceta encharcada engole até a base, o líquido escorre pelas coxas, quente e grosso.
Grito com o impacto 
— a carne abrindo, o couro do açoite ainda ardendo nas costas.

Ele não espera.
O quadril bate nas minhas nádegas vermelhas e o couro estala no meio da estocada, um fio de fogo que me faz soltar um grito e a buceta aperta o pau dele.
Os olhos escuros me vigiam por trás, a mão firme segurando o açoite e a corda no meu pulso apertando a cada puxão.
Ele fode com estocadas rápidas e profundas, as bolas batendo no meu clitóris, o som de carne molhada enchendo o quarto escuro.
Puxa meus cabelos e fode mais fundo.

Choro alto, o corpo estremece sem controle.
A buceta espreme o pau em espasmos e eu gozo gritando, o líquido jorrando e escorrendo pelo pau dele.
Ele estoca três vezes e goza dentro, o esperma enchendo e vazando pelo lado.
Geme alto e encosta o peito nas minhas costas marcadas.
O esperma vaza pela buceta enquanto ele ainda está dentro.
Ele puxa o nó devagar.

A corda range ao deslizar e o pulso esquerdo se solta, a pele branca surgindo sob o sulco vermelho.
Ele inclina a cabeça e encosta os lábios na marca 
— um beijo seco, quente, que dura três batidas do meu coração.
Depois o direito.
Os dedos firmes desatam o laço e a corda cai sobre os lençóis manchados.
Minhas mãos estão livres.
Levo os dedos às nádegas e toco as marcas do açoite 
— a pele arde, os vergões latejam sob a ponta dos dedos.

Respiro fundo e a dor pulsa, viva, quente, minha.
Ele se deita ao meu lado.
O silêncio enche o quarto escuro, pesado e doce.
O suor esfria na minha barriga, o esperma ainda escorre entre as coxas.
Não há mais corda nos meus pulsos, não há mais couro no ar.
Só o corpo entregue e a respiração dele diminuindo ao meu lado.
Fecho os olhos na cama desarrumada, as mãos livres sobre os lençóis.





Cléia Fialho

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