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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

TERRAÇO DOS SUSSURROS




Ela encostou os quadris no parapeito frio do terraço e deixou o calor da noite de verão grudar o vestido nas costas. A luz dos postes e dos abajures espalhados pelo piso de cerâmica não deixava um centímetro de sombra — cada fio de cabelo solto brilhava, cada gota de suor entre as omoplatas cintilava. O peito subia e descia num ritmo que ela tentava controlar.

Ele se aproximou por trás sem fazer ruído, os ombros largos bloqueando a brisa. Os braços pousaram no parapeito, um de cada lado do corpo dela, sem tocá-la — mas o calor que emanava da camisa dele colou no vestido dela como uma segunda pele. Ela sentiu o tecido do peito dele roçar de leve as costas dela, uma fricção lenta, mínima, quase um erro de cálculo.

Ela prendeu a respiração. O lábio inferior desapareceu entre os dentes.

— Você tá tremendo — ele sussurrou, a boca perto da orelha dela, a voz baixa e pausada.

Ela não respondeu. Em vez disso, empinou os quadris para trás e encostou o glúteo vestido na coxa vestida dele, um movimento involuntário que a luz do terraço denunciou inteiro — o arco das costas, o tecido esticado, a rendição silenciosa.

Ele deslizou os dedos pela alça fina do vestido dela e a puxou para o centro do terraço iluminado.

Ele puxou as alças finas do vestido dela com as duas mãos, devagar, como se desfizesse um lacre. O tecido escorregou pelos ombros, roçou os mamilos já duros, deslizou pela cintura e se amontoou no chão de cerâmica. Ela ficou nua da cintura para cima sob a luz do terraço — cada curva exposta, cada arrepio visível. Os seios subiram com a respiração presa. Instintivamente, ela cruzou os braços sobre o peito. Ele segurou os pulsos dela com uma mão só e os abriu devagar, forçando os braços para os lados. 

Os seios nus brilharam sob a luz amarelada, os mamilos retesados apontando para ele. Ela mordeu o lábio inferior com força. Ele se inclinou e cobriu a boca dela com a sua. 

A língua dele invadiu sem pedir licença, quente e molhada, misturando saliva num ritmo urgente que ela correspondeu com um gemido abafado. A mão livre dele subiu e agarrou o seio esquerdo dela — o polegar áspero esfregou o mamilo em círculos lentos, provocando um estremecimento que desceu até a barriga. 

Ela levou a mão trêmula até a calça dele e apertou o volume duro por cima do tecido, sentindo a forma latejar contra a palma. Ele soltou a boca dela, respirou fundo, e empurrou-a de costas contra o parapeito do terraço iluminado antes de ajoelhar.

Ajoelhado entre as pernas dela, ele agarrou os quadris e os puxou para a beirada do parapeito. A luz do terraço banhou a pele nua dela, cada centímetro exposto, cada tremor visível. Ele abriu as coxas dela com as duas mãos e mergulhou a boca na buceta molhada. A língua larga lambeu de uma vez só — da entrada encharcada até o clitóris inchado, num trajeto lento que a fez arquear as costas. 

Ele repetiu o movimento, agora em círculos rápidos, a ponta da língua castigando o botão duro enquanto a saliva dele se misturava com o mel que escorria dela. Ela gemeu alto, sem controle, os quadris rebolando contra a cara dele, as mãos agarrando os cabelos escuros. A luz amarelada iluminava o brilho dos fluidos nos lábios dele e na coxa dela. Ele lambeu mais fundo, sugando o clitóris entre os lábios, e ela gritou.

Ele se levantou num movimento só, agarrou a perna esquerda dela e a apoiou no parapeito. A buceta escancarada brilhou sob a luz do terraço. Ele segurou o pau duro e encostou a cabeça na entrada molhada, esfregando devagar. Ela mordeu o lábio inferior. Ele empurrou de uma vez — o pau entrou até a base, a buceta engolindo cada centímetro, o mel espirrando na virilha dele. 

Ele começou um ritmo duro e profundo, as estocadas fazendo os seios nus dela balançarem contra o peito dele, os mamilos duros roçando a pele quente. A mão dele subiu e agarrou a nuca dela, forçando-a a olhar para ele. A luz do terraço banhou o rosto dela — os olhos castanhos arregalados, a boca entreaberta, os gemidos escapando sem controle. 

Ele meteu mais fundo, os quadris batendo com força, o som molhado da buceta sendo fodida ecoando no terraço. Ela agarrou as costas dele e o puxou para dentro, as unhas cravando, os espasmos começando. A buceta apertou o pau em ondas, e ela gozou com um gemido agudo, o fluido escorrendo pelo pau dele.

Ele estocou curto e duro — uma, duas, três vezes. O pau pulsou dentro da buceta, e ele gozou, o seme quente inundando-a. Ele sacou devagar, e o líquido branco escorreu pela coxa dela, gotejando no piso do terraço iluminado. Ela encostou a testa na dele sem desviar o olhar da luz.

O líquido ainda escorria pela coxa dela, morno e espesso, e ela não fez menção de limpar. Ele a envolveu por trás, o peito nu colado às costas nuas, a respiração lenta dos dois se acertando no mesmo compasso. O polegar dele subiu até a nuca e acariciou a marca que os dedos tinham deixado, um círculo pequeno de pressão que ainda ardia. Ela olhou para a luz do terraço — os postes, os abajures, o brilho que antes a fazia desviar o rosto — e respirou fundo, sem fechar os olhos. Apoiou a mão sobre a dele no parapeito do terraço iluminado e ficou.




Cléia Fialho

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